segunda-feira, 17 de julho de 2017

Planejamento para os 1º anos A e B - 1º e 2º Bimestres

Planejamento de Aulas para os 1º anos A e B, para os 1 - 2- 3- e 4- Bimestre

1  Bimestre

Temas:

1- Tema: Pré- História

Pré- História 

Introdução 
      O termo Pré-História costuma ser criticado, pois o ser humano, desde do seu surgimento, é um ser histórico, mesmo que não tenha utilizados da escrita em algum período. Outras expressões foram propostas para denominar os povos sem escrita, como povo pré-letrado ou povo ágrafo (sem escrita). O uso dessas expressões, entretanto, não se generalizou. Já o termo Pré-História é consagrado mundialmente. Assim, podemos empregá-lo, mas , cientes de que este período faz parte também da historia. 
        Outra crítica à periodização tradicional da história é o fato de ter sido elaborada com base no estudo de apenas algumas regiões da Europa, do Oriente Médio e do Norte da África. Portanto, não pode ser aplicada a todas as sociedades do mundo.
        Por fim, há um problema próprio da periodização. Como ela adota certos fatos como marcos dos períodos, da a falsa impressão de que as mudanças históricas ocorreram repentinamente. A rigor, é impossível que em único fato possa inaugurar e encerrar um período histórico. Em geral, as grandes mudanças históricas fazem parte de um processo longo e gradativo, embora haja o costume de se adotar um determinado evento para simbolizar tais mudanças.

Mudanças que fizeram Diferenças

Paleolítico - em que a produção de objetos e instrumentos era bastante rudimentares. Nesse período os seres humanos viviam da caça, pesca e da coleta de grãos, frutos e raízes. 

Neolítico - neste período em que a criação de objetos e instrumentos passou a ser elaborada de forma menos rudimentar. Nesse período, os grupos humanos  passaram a produzir seus alimentos, ou seja, desenvolveram a agricultura e a criação de animais.

Caçadores - Coletores - compreende o primeiro período da Pré-História, onde o homem vivia exclusivamente da caça, pesca, coletar frutas e raízes. 

Primeiros Instrumentos - os seres humanos de diferentes regiões do mundo (África - Europa - Oriente Médio - Ásia - América) passaram a confeccionar seus primeiros instrumentos feitos de madeira, ossos, chifres e pedras. 
        Esse fato é importante, póis o uso cada vez mais generalizado de instrumentos é considerado um dos principais fatores que acabaram distinguindo os seres humanos dos outros animais.

Alimentação e Nomadismo 
        Os seres humanos ainda não produziam diretamente seus alimentos. Isto é, não cultivavam plantas e nem criavam animais. Consumiam o que encontravam na natureza, como frutos, grãos e raízes, e o que caçavam e pescavam. Quando se esgotavam os alimentos na localização em que habitavam, eles se mudavam para outro. Por essa razão foram denominados grupos nômades caçadores-coletores.

Controle do Fogo - o controle do fogo foi certamente uma das maiores conquistas desse período, permitindo aos seres humanos suportar o frio, afastas os animais perigosos e cozinhar os alimentos.

Abrigos e Roupas - diversos grupos humanos em diferentes regiões do planeta também desenvolveram as primeiras técnicas para se proteger dos rigores do clima, devido às acentuadas mudanças climáticas que ocorreram nesse período.
        Construíram assim, os primeiros abrigos e produziram as primeiras roupas, com  peles de animais (couro).
        Esses grupos humanos foram os primeiros a diversificar a produção de instrumentos e utensílios, como a: lança, arco, flecha, arpão, lâmina e anzol. Então pela primeira vez, os artefatos tornaram -se obras de arte.

Formas de Organização Social 

        Para melhor garantir a sobrevivência, as diversas sociedades de caçadores-coletores aos poucos estabeleceram alguns modos de cooperação entre os membros de cada grupo. Com isso, conseguiram construir abrigos em menor tempo ou desenvolver táticas de caça em conjunto. A divisão de trabalho foi feita de acordo com sexo e idade, entre os adultos, os homens caçavam e as mulheres faziam a parte da coleta de alimentos e vegetais e também cuidavam das crianças. 

Organização Técnicas e Inovações Técnicas
        
 Além do desenvolvimento de técnicas agropastoris, diversos povos do Neolítico também promoveram outras inovações, tais como: 

Construção de Casas - para viverem próximo dos rebanhos e das plantações e conseguir uma moradia mais durável, os povos do Neolítico começaram a construir casas utilizando madeira, barro, pedra e folhagem seca. 

Instrumentos de Pedras - já mencionamos que a pedra passou a ser polida, havendo um aperfeiçoamento técnicos em instrumentos feitos desse material, como facas, machados, foices, enxadas e pilões. 

Cerâmica - com a necessidade de cozinhar e armazenar os alimentos, levou a diversos povos do Neolítico a desenvolver a técnica de dá forma à argila e aquecê-la no fogo para produzir os primeiros vasos e potes cerâmicos - recipiente que suportavam o calor do fogo e podiam conter líquidos.

Tecelagem - vários grupos humanos começaram a fiar e a tear, utilizando pelos de animais e fibras vegetais. Surgiram, assim, as primeiras vestimentas de linho, algodão e lã, e as roupas, que até então eram feitas principalmente com peles de animais (couro) passaram a ser mais elaboradas.

A Pré-História Sul-Americana, Brasileira e Regional 

        A organização temporal da América Pré-Histórica se conforma às mesmas datações estabelecidas do período Pré-Histórico. 
          Por isso, as primeiras notícias sobre o continente americano se estabelecem no período do Paleolítico inferior. Os vestígios encontrados nessa fase inicial são bastantes rudimentares. Em geral, é documentada a ocorrência de pedras talhadas em uma ou duas faces, e um utensílio semelhante a uma raspadeira.
         Outros vestígios dessa época são feitos a partir da ossada de animais extintos como  mastodontes, bisões e camelídeos. 
        Com o fim do período Paleolítico, as primeiras técnicas de produção agrícola passaram a ser desenvolvidas nas Américas. Os primeiros vestígios de plantações foram encontrados em região do México, dos Andes e da América Central - entre 5.00 e 4.000 aC.. O artesanato pré-histórico ganhou outros itens de cerâmico, artefatos de pedra e cestaria. No período de 3.000 a 1.500 aC., os gêneros agrícolas eram essencialmente autóctones.
       O milho, abobora, a batata, o cacau, mandioca e o girassol eram os mais importantes das plantações cultivadas.
         Paralelamente, técnicas de plantio se sofisticaram com o desenvolvimento de técnicas de irrigação, fertilização e a construção de terraços escalonados. A domesticação de animais  também se desenvolveu com a criação de Alpacas e Ilhamas. 
      Na América do Sul temos o surgimento das culturas Andinas com especial destaque aos Incas, e dos povos Caraíbas, Guaranis e Tupis. Foi nessa mesma época que as primeiras comunidades indígenas se desenvolveram no Brasil.
       O Brasil concede uma significativa contribuição proveniente de seus diversos sítios arqueológicos. Entre os estados que apresentam antigos vestígios da presença humana, podemos destacar principalmente os estados do Piauí, Minas Gerais e as regiões litorâneas do Centro-Sul do país. 

Mulheres na Pré-História 

         Pouco encontramos nos livros de história falando ou tratando da mulher na Pré-História, principalmente nos livros didáticos.
      A história das mulheres na Pré-Historia é um ótimo exemplo disso, afinal você espera que no início do tempo, quando não havia sociedade ou escrita, o trabalho manual fosse o fator que avaliasse a importância de alguém, certo? Errado!. Pelo menos, é o que aparenta pelos diferentes trabalhos feitos sobre a época.
        O tópico constante quando se discute sobre as pessoas de tal período baseia-se na sobrevivência, sobre como arranjar comida e se proteger dos animais. Isso leva a discussão sobre o surgimento da roda, fogo e das armas para caçar, porém se ignora que o cesto, roupa e cerâmica foram tão importante quanto. Não só isso, ignoramos a importância dessas atividades para a sobrevivência do dia a dia. Por que, sim, a caça era atividade masculina, mas a importância dela para a alimentação diária?. Praticamente nula, isso é devido a sua dificuldade tanto de conseguir, quanto de conservação. O que mantinha os grupos eram as coletas de alimentos realizados pelas mulheres. 
        A professora Salhy Slocum indica outro ponto onde se ignora a participação feminina. A criadora da teoria "Mulher, A Coletora" (Em resposta a "Homem, O Caçador") responde a ideia de que a sociabilidade e comunicação foram desenvolvidas pelos homens pela necessidade de caça grupal. Segundo ela, as mulheres contribuíram tanto quanto através do processo de coleta coletiva e a criação de crianças. Em relação a família, aliás, importante indicar que era centrada em volta da mulher, como o antropólogo W. I. Thomas indica; "filhos, portanto, eram das mulheres e mantinham-se membros de seu grupo. O germe de organização social foi sempre as mulheres e seus filhos e os filhos de seus filhos"
         É possível citar diversos casos onde se demonstra a importância da mulher, porém creio que esses são suficientes para justificar a defesa de atuação feminina. Gostaria de focar, agora, em alguns estudos realizados sobre a evolução e a participação feminina nisso. Admito que poderia buscar o nome de tais Antropólogos, porém me parece um desperdício de tempo, principalmente por seus estudos deveriam servir somente de piada e depois esquecidos. 
          Como ocorre em diferentes épocas, ignoramos o trabalho das mulheres por serem menos interessantes, esquecendo assim, a vitalidade do mesmo para a sobrevivência. Sim, a imagem de alguém enfrentando um leão é muito mais legal do que alguém de joelhos coletando frutas, mas no final do dia, quem permitiu que a humanidade continuasse viva eram as frutas sem graças. É possível celebrar os dois, não é possível esquecer a força masculina para lembrar a feminina e vice-versa.


Fonte: Miles, Rosalind (1988

Idade dos Metais

Introdução 
            O período da Idade dos Metais é a última fase da Pré-história. De curta duração, este período vai de 6, 5 mil anos atrás até o surgimento da escrita (por volta de 5,5 mil anos atrás).
            Foi um período muito importante, pois o homem pré-histórico fez vários avanços nas técnicas de produção de artefatos. Estes avanços permitiram melhores condições de vida. O conhecimento de técnicas de fundir e moldar os metais trouxe muitos avanços na vida cotidiana do homem pré-histórico.

Principais avanços do período da Idade dos Metais:

Idade do Cobre - por volta de seis mil anos atrás, o homem pré-histórico (homo sapiens sapiens) adquiriu conhecimentos para o desenvolvimento de técnicas para derreter e moldar o cobre. Usava moldes de pedra ou barro para colocar o cobre derretido e produzir espadas, lanças e ferramentas. Usava o martelo para moldar estes objetos depois que esfriavam. 
Idade do Bronze - por volta de quatro mil anos atrás, o homem começou a produzir o bronze (metal mais resistente que o cobre), a partir da mistura da liga do cobre com o estanho. Espadas, capacetes, martelos, lanças, facas, machados e outros objetos de bronze começaram a ser fabricados neste período. Esta época, de grande avanço tecnológico, passou a ser chamada de Idade do Bronze.

Idade do Ferro - por volta de 3,5 mil anos atrás o homem já dominava muito bem a metalurgia, passando a fabricar o ferro, usando fornos em altas temperaturas. Com o ferro, o homem passou a desenvolver, principalmente, armas mais resistentes.
            A fabricação destes objetos de metais teve uma grande influência na agricultura, aumentando a produção. O arado de metal, enxada e outras ferramentas agrícolas rústicas foram criadas, facilitando assim o trabalho no campo.

            O domínio dos metais também possibilitou ao homem deste período a fabricação de utensílios domésticos (panelas, potes, facas, etc.) e objetos de adorno e de arte. Nesta época, várias esculturas de bronze foram produzidas.

2- Tema: Civilizações
     
Crescente do Fértil 
         A região do planeta onde surgiram as primeiras civilizações de que temos conhecimento correspondente à área da Mesopotâmia. 
        Essa área ficou conhecida pela expressão Crescente do Fértil. Isso porque no traçado dessa região, visto num mapa, faz lembrar a lua na fase quarto crescente, e suas terras eram férteis devidos as enchentes dos Rios Tigre, Eufrates, Nilo e Jordão.
        Essas primeiras civilizações serão estudadas em detalhes, que tratada na Antiguidade Oriental.

Civilização 

Nova fase da Organização Social
     A palavra civilização é utilizada com diferentes significados. Na linguagem comum, dizemos que alguém é civilizado quando é "bem-educado", tem "boas maneiras". Porém quando nos referimos aos povos, o sentido é bem diferente.
      O termo civilização começou a ser utilizado na França, em meados do século XVIII, com o sentimento do evolucionista e progresso. Segundo esse conceito, a humanidade passaria por etapas sucessivas de evolução social.

 Principais Eventos
        Alguns eventos costumam ser associados ao surgimento das sociedades civilizadas, entre os quais destacamos: as primeiras cidades, os sistemas de registros e a escritas, a formação dos Estados e o aprofundamento das divisões dos grupos sociais.

Aldeias e as Primeiras Cidades
       As primeiras aldeias sedentárias surgiram quando certas comunidades Neolíticas se estabeleceram num território, dedicando-se, predominantemente, à atividade agrícola. Com isso, ampliou-se a oferta de alimentos, a população cresceu, a vida social foi se tornando cada vez mais complexa.
        Uma das consequências foi a ampliação gradativa da divisão de trabalho. Uma pessoa com habilidades em fazer cerâmica, poderia trocar os potes e untensílios por alimentos.
        Algumas dessas aldeias em expansão também foram incorporando as suas estruturas físicas novos elementos, como por exemplo; uma muralha protetora, templos para cultos religiosos, um edifício, palácio dos governantes, casas para moradia das pessoas, armazéns para estocar alimentos e ruas que interligavam essas edificações. Todos esses processos fazem parte do surgimento das primeiras cidades.
      Acompanhando a formação das primeiras cidades, desenvolveram-se calendários, sistemas de escritas. de numeração, de pesos e medidas.

Formação do Estado

      As circunstâncias específicas que deram origem à formação do Estado nas diversas sociedades humanas é um tema de difícil verificação e tem despertado vários ensaio filosóficos;
      Certamente o Estado nem sempre existiu ao longo da história. Sabe-se que diversas sociedades originaram-se sem ele. Nas sociedades sem Estado, as funções políticas não estavam claramente definidas e formalizadas numa instância de poder.
        No entanto, em dado momento da história da maioria das sociedades, supõe-se que com o aprofundamento da divisão social do trabalho, certas funções, políticas-administrativas e militares acabaram sendo assumidas por um grupo social específico.

Relações Sociais. 
        Nas primeiras comunidades, as relações sociais baseavam-se principalmente nos laços de parentescos, nos usos e costumes comuns, nas formas de cooperação entre os membros do grupo. O alimento, a terra e o rebanho compunham propriedades coletivas da comunidade.
       Nas sociedades civilizadas, quase todos esses elementos se modificaram, as atividades, socioeconômicas foram dividas entre as pessoas, surgindo trabalhadores especializados, como ceramistas, barqueiros, vidraceiros, agricultores, pastoreiros, sacerdotes, metalúrgicos, comandantes militares, etc.
        Antigas formas de cooperação foram substituídas pela competição social, dando origem a propriedade privada da terra e de outros bens. Os acúmulos desiguais de bens e materiais pelos indivíduos passou a diferenciar as pessoas, designando-as como ricas e pobres, dependendo do poder econômico. 

As Primeiras Civilizações na Mesopotâmia

        O nome Mesopotâmia significa "terras entre rios", foi atribuído à região pelos antigos gregos devido à sua localização, entre os rios Tigres e Eufrates. Atualmente, na maior parte dessa área da antiga Mesopotâmia, localiza-se o Iraque.
        Na região da Mesopotâmia, viveram diferentes povos que ao longo da história confrontaram-se em vários momentos.
     O clima árido dessa região, onde as chuvas são escassas, tornava muito importante as áreas próximas aos grandes rios. Isso atraiu grupos nômades e seminômades das montanhas e do deserto, que atacavam as populações sedentárias que viviam nos vales e nas planícies, onde havia áreas férteis para as plantas e criar rebanhos.
        Desta forma, diversos povos sucederam-se o domínio da região, cada um desses povos teve seu período de domínio.

Sumérios: são criadores da primeira civilização da Mesopotâmia  - (3.500 aC.) funcionaram importantes cidades, como Ur - UruK - Eridu - Lagash e Nippur.
Atribui-se aos sumérios o desenvolvimento da escrita cuneiforme e o uso da roda em veículo pela primeira vez. 

Acádios: Vindos do deserto da Síria - (2.550 aC.), conquistaram e unificaram as cidades de sumérias. Fundaram o Primeiro Império da Mesopotâmia, que se expandiu desde o Golfo Pérsico até o norte da Mesopotâmia - foram denominados pelos guti, povo originário dos montes Zargros (atual fronteira Irã - Iraque).

Amoritas: vindos do deserto da Arábia (2.000 aC.) estabeleceram-se na cidade da Babilônia, sendo por isso, denominados babilônicos, expandiram seus domínios sobre toda a Mesopotâmia, do Golfo Pérsico até o Norte da Assíria.

Assírios: vindos provavelmente da região situada entre a Europa e a Ásia (2.000 aC.). Organizaram um dos primeiros exércitos permanentes do mundo.

Caldeus: vindos possivelmente da Arábia (1.000 aC.). Conquistaram a cidade da Babilônia e ficaram conhecidos como neobabilônicos. Seu principal soberano foi Nabucodonosor que teria sido responsável pela construção de grandes obras urbanas, como templos, muralhas, ruas, jardins e palácios.
        Dominaram a região até o ano de 539aC. quando foram vencidos pelos povos Persas. 
Fonte: Portal São Francisco


3- Tema: Egito e Mesopotâmia

Egito Antigo

A Sociedade que controlou o Nilo
        O Egito é uma das regiões do Crescente Fértil, que contava com terras férteis devidos as enchentes de seus principais rios, favorecendo a fixação humana em suas cercanias. 
        No caso do Egito, o Rio Nilo, um dos maiores rios do planeta.
        Periodicamente, na época das cheias, as águas do Nilo inundavam suas margens, levando grande quantidades do húnus acumulado em seu leito. Quando o rio retornava ao nível normal, o solo inundado estava fertilizado por essa matéria orgânica, resultado da decomposição de restos de animais e vegetações, o que favorecia o crescimento das plantas e, portanto, a atividade agrícola.

Sociedade
        A sociedade egípcia era formada por diferentes estrato sociais (camadas sociais sobrepostas, fixas e de caráter hereditário). 

Faraó e a Elite Dirigente
        O Faraó era o rei supremo do Egito, considerado basicamente um deus vivo, responsável pela proteção e prosperidade de seu povo. Essa crença na "condição divina do rei" sofreu, no entanto, variações ao longo da história egípcia , ora sendo reforçada, ora enfraquecida.
        De modo geral, o faraó detinha a autoridade religiosa, administrativa, judicial e militar.
        Podia ter diversas esposas e também um grande de concubinas. Possuía a maior parte das terras do país e, ajudado por funcionários do governo e sacerdotes, exercia consideravelmente controle sobre as atividades econômicas.

Camponeses, Artesãos e Escravos
        A maioria da população egípcia era composta de camponeses, seguidos pelos diversos tipos de artesãos. Segundo os historiadores havia também um grupo relativamente pequeno de escravos.

Campesinato
          Os camponeses (também chamados de felás)

Agricultura - os principais produtos cultivados eram o trigo (para fazer pão), a cevada (para fazer cerveja) e o linho (para fazer tecido). Os camponeses também se dedicavam à plantação de legumes, verduras e uvas (para fazer vinhos) e frutas variadas.

Criação de Animais - havia criação de bois, asnos, carneiros, cabras, porcos e, posteriormente cavalos, criaram também diversas aves - gansos, patos e grous, a carne era alimennto de luxo, e os mais pobres só consumiam em ocasiões especiais.

Caça e Pesca - as atividades agropastoris eram completadas pela pesca.
Os camponeses viviam em aldeias e eram obrigados a entregar parte da colheita e rebanho como tributos, aos moradores do palácio e faraó e aos sacerdotes dos templos.

Trabalhadores e Artesãos

        No Egito Antigo, havia artesãos que produziam diferentes. Aqueles que produziam artigos de luxo trabalhavam, geralmente nas oficinas urbanas, muitas vezes instaladas nos templos e palácios. 
        Já os artesãos menos qualificados trabalhavam em oficinas rurais, produziam tecidos rústicos, artigos de couro, vasilhas utilitárias e até alimentos como pão e cerveja.
        Havia, assim, artesãos de ofícios variados: ferreiros, carpinteiros, barqueiros, tecelões, ceramistas, ouvires, padeiros, cervejeiros.

População Escrava
        Os escravos formavam um grupo social numericamente pequeno diante do conjunto da população e eram constituído, em sua origem, principalmente de prisioneiros de guerra. Trabalhavam em serviços variados; nas casas, nas pedreiras, nas minas, nos campos.

Relação com a Morte
        Os egípcios acreditavam na vida após a morte no Reino de Osíris. Imaginavam que os mortos seriam julgados por esse deus e poderiam retornar ao mundo dos vivos se fossem absolvidos. Por isso, seus corpos precisariam ser conservados. Desenvolveram, então a técnica da mumificação. Havia diferentes tipos de mumificação; desde os mais simples e baratos até o mais caro e luxuosos.

Ciência Aplicada

        O egípcios desenvolveram um tipo de saber voltado principalmente à resolução de problemas práticos e concretos.
        Esses conhecimentos foram absorvidos e reelaborados por outros povos, como os gregos e os romanos.

Química - a manipulação de substância químicas surgiu no Egito e deu origem a fabricação de diversos remédios e composições.

Matemática - as transações comerciais e a administração dos bens públicos exigiam a padronização de pesos e medidas, mediantes um sistema de notação numérica e de contagem. Desenvolveu-se, assim, a matemática, incluindo a álgebra e a geometria, uteis também no cálculo necessário à construção de grandes obras arquitetônicas, como templos e pirâmides.

Astronomia - para a navegação pelo Mediterrâneo e as atividades agrícolas, os egípcios orientava-se pelas estrelas. Fizeram então, mapas do céu, enumerando e agrupando as estrelas em constelações.

Medicina - a prática da mumificação contribuiu para o estudo do corpo humano. Alguns médicos acabaram se especializando em diferentes partes do corpo humano, como: olhos, cabeças, dentes, ventres.


Portal São Francisco.

4- Tema: Hebreus, Fenícios e Persas


Os hebreus

            Os hebreus são povos semitas originários da Mesopotâmia que passou pela Babilônia e pela Síria, mas se estabeleceram e viveram no Oriente Médio cerca do segundo milênio a.C. e que mais tarde originou os semitas como os judeus e os árabes, mas posteriormente o termo hebreu foi associado somente ao povo judeu.

A história da política hebraica é dividida em três fases:
           
Fase dos Patriarcas: onde por volta de 1750 a.C. os hebreus migraram para o Egito nas proximidades do Nilo devido a uma grande seca que levou à crise na produção alimentícia. Ao se fixar no Egito, os hebreus conseguiram prosperar, mas, os faraós egípcios os perseguiram e os escravizaram. Em 1250 a.C. os hebreus saíram do Egito liderados por Moisés para voltar à Palestina. Segundo a Bíblia, na volta dos hebreus à Palestina que Moisés recebeu as tábuas contendo os dez mandamentos de Deus.

Fase dos Juízes: foi quando os hebreus chegaram à Palestina e esta estava habitada por vários povos e como os hebreus estavam divididos em doze tribos, eles escolheram vários juízes para comandá-los na luta com os povos pela posse das terras. Entre os povos habitantes da Palestina estavam os cananeus e os filisteus. Os juízes desempenhavam o papel de chefes militares, políticos e religiosos que lhe davam poderes, pois eram considerados enviados de Deus para liderar a luta. Josué foi o primeiro juiz e iniciou a tomada da Palestina onde conquistou Jericó. Em 1030 a.C. entregaram o comando a um só rei para diminuir desavenças internas e como estratégia para vencer seus vizinhos.

Fase dos Reis: O primeiro rei foi Saul que suicidou após ser derrotado pelos filisteus e Davi foi seu sucessor que venceu Golias e conquistou o resto da Palestina escolhendo Jerusalém como capital do reino. Com a morte de Davi seu filho Salomão foi seu sucessor. Salomão levou o povo hebreu ao ponto mais elevado de grandeza realizando obras grandiosas. A obra mais importante foi o templo de Jerusalém que abrigava a Arca da Aliança. Salomão possuía habilidade política e para construir obras grandiosas aumentava os impostos e retirava os camponeses da lavoura para ajudar nas construções. O aumento dos impostos também pagava o luxo de toda sua corte e as despesas com numerosos funcionários, além da sua família com 700 esposas e 300 concubinas.

A divisão da Palestina
            Após a morte de Salomão ocorreram várias revoltas e em 935 a.C. houve a separação das doze tribos em dois reinos: Reino de Israel cuja capital era Samaria. Era formado por dez tribos situadas ao norte. Reino de Judá formado por duas tribos cuja capital era Jerusalém localizados ao sul.
            A formação dos reinos fizeram com que os hebreus ficassem fragilizados aos ataques vizinhos onde em 722 a.C. o reino de Israel foi tomado pelos assírios e seus habitantes foram deportados para diferentes partes do Império Assírio. O Reino de Judá sobreviveu até 586 a.C. quando os babilônios invadiram e dominaram o reino. Conduziram os judeus para a Babilônia como prisioneiros onde permaneceram até 539 a.C.
            Nesse mesmo ano, os persas invadiram a Babilônia e a conquistou fazendo com que os judeus regressarem para a Palestina onde reconstruíram o templo.
         Após algum tempo a Palestina foi dominada pelos macedônios, egípcios e romanos. O imperador romano Tito destruiu Jerusalém e expulsou os judeus da Palestina. Nessa fase os judeus se dispersaram (a Diáspora) que durou mais de dezoito séculos e meio. A Diáspora só se findou em 1948 quando a ONU criou o atual Estado de Israel onde antigamente era a Palestina.

Economia e Sociedade
            Os hebreus deixaram de vivem do pastoreio e foram desenvolvendo o cultivo de cereais à medida em que foram conquistando terras palestinas. Com os surgimento das propriedades privadas, muitos camponeses ficaram sem terra e pediam empréstimos aos grandes proprietários. Como não conseguiam pagar seus empréstimos, foram escravizados pelos proprietários. Com mão-de-obra farta os grandes proprietários passaram a vender seus agropecuários e o comércio floresceu.
A cultura 
            Os hebreus se destacaram por sua religião e pelas contribuições na literatura. Os hebreus eram monoteístas, mas o monoteísmo se consolidou após as pregações de Amós, Oséias e Isaías. Os profetas reafirmavam a vida de um salvador que libertaria os hebreus para uma vida eterna. Dá-se o nome de judaísmo para a religião hebraica que ainda esperam a vinda do Messias. Comemoram a páscoa, o pentecostes e os tabernáculos. A páscoa relembra a saída do Egito, o pentecostes celebra a entrega dos dez mandamentos a Moisés e os tabernáculos recorda a caminhada dos hebreus no deserto quando saíram do Egito para voltar à Palestina.

A literatura
            A maior força está concentrada nos Salmos, no livro de Jó, nos Provérbios e Cântico dos Cânticos. Os salmos são poemas que transmitem ensinamentos, Jó é uma reflexão filosófica, Provérbios ensinam sabedoria e disciplina e Cântico dos Cânticos é um poema de amor sensual.


Fenícios

            Os fenícios foram responsáveis pela formação de uma rica civilização que ocupou uma faixa do litoral mediterrâneo que adentrava o território asiático até as montanhas do atual Líbano. No início de sua trajetória, a exemplo de outros povos da Antiguidade, os fenícios desenvolveram uma economia exclusivamente voltada à agricultura. Contudo, graças ao seu posicionamento geográfico, acabou viabilizando o contato comercial com várias caravanas nômades.
            A expansão comercial foi responsável pela organização de vários centros urbanos independentes, entre os quais destacamos Arad, Biblos, Ugarit, Tiro e Sídon. Em cada uma dessas cidades, observamos a presença de um monarca escolhido pela decisão dos grandes comerciantes e proprietários de terra do local. Dessa forma, podemos afirmar que o cenário político fenício era eminentemente plutocrático, ou seja, controlado pelas parcelas mais ricas da população.
            O desenvolvimento do comércio entre os fenícios aconteceu primordialmente através da realização de trocas de mercadorias. Com o passar do tempo, a expansão das atividades privilegiaram a fabricação de moedas que facilitaram a realização de negócios. Sob tal aspecto, devemos ainda destacar a grande complexidade do artesanato entre os fenícios. Madeiras, tapetes, pedras, marfim, vidro e metais eram alguns dos produtos que atraíam a atenção dos habilidosos artesãos fenícios.
            Outra interessante contribuição advinda do comércio entre os fenícios foi a elaboração de um dos mais antigos alfabetos de toda História. Por meio de um específico conjunto de símbolos, os fenícios puderam empreender a regulação de suas atividades comerciais e expandir as possibilidades de comunicação entre as pessoas. Séculos mais tarde, a civilização greco-romana foi diretamente influenciada pelo sistema inaugurado pelos fenícios.
            Na esfera religiosa, os fenícios ficaram conhecidos pelo seu amplo interesse nas práticas animistas, ou seja, a adoração às árvores, montanhas e demais manifestações da natureza. A Grande Mãe e Baal (o deus protetor) eram as duas mais prestigiadas divindades do universo religioso fenício. Geralmente, os rituais eram executados ao ar livre e incluíam a realização de sacrifícios, sendo que alguns destes contavam com a oferenda de seres humanos.

Persas
            Localizados entre o golfo Pérsico e o mar Cáspio, os persas estabeleceram uma das mais expressivas civilizações da Antiguidade no território que hoje corresponde ao Irã. Por volta de 550 a.C., um príncipe chamado Ciro realizou a dominação do Reino da Média e, assim, iniciou a formação de um próspero reinado que durou cerca de vinte e cinco anos. Nesse tempo, este habilidoso imperador também conquistou o reino da Lídia, a Fenícia, a Síria, a Palestina, as regiões gregas da Ásia Menor e a Babilônia.
            O processo de expansão inaugurado por Ciro foi restabelecido pela ação do imperador Dario, que dominou as planícies do rio Indo e a Trácia. Nesse momento, dada as grandes proporções assumidas pelo território persa, este mesmo imperador viabilizou a ordenação de uma geniosa reforma administrativa. Pelas mãos de Dario, os domínios persas foram divididos em satrápias, subdivisões do território a serem controladas por um sátrapa.
            O sátrapa tinha a importante tarefa de organizar a arrecadação de impostos e contava com o auxílio de um secretário-geral e um comandante militar. Para resolver os constantes problemas oriundos da cobrança de impostos, Dario estipulou a criação de uma moeda única (dárico) e a construção de um eficiente conjunto de estradas. Por meio destas, um grupo de funcionários, conhecidos como “olhos e ouvidos do rei”, fiscalizavam o volume de arrecadação de cada satrápia.
Essas ações garantiram o desenvolvimento de uma bem articulada economia baseada no comércio entre as várias cidades englobadas pelo império persa. Ao mesmo tempo, precisamos destacar que os padrões e regulamentos estabelecidos pelo próprio Estado foram responsáveis pela manutenção de um eficiente corpo administrativo e a realização de várias obras públicas. Somente após a derrota nas Guerras Médicas é que passamos a vislumbrar a desarticulação deste vasto império.
            A vida religiosa da civilização persa atrai a curiosidade de muitas pessoas que se interessam pelos povos da Antiguidade Oriental. Seguidores dos ensinamentos do profeta Zoroastro, os persas possuem uma estrutura de pensamento religioso bastante próximo a de outras crenças, como o judaísmo e o cristianismo. Em suma, acreditam na oposição entre duas divindades (Mazda, o deus do Bem, e Arimã, o deus do Mal) e no fim dos tempos.
            As manifestações artísticas persas foram visivelmente influenciadas pela esfera política. Em várias obras, monumentos e outras construções, há reproduções que homenageiam a vida e os importantes feitos dos reis. No campo arquitetônico, os palácios persas eram dotados por uma complexa gama de elementos de decoração e jardinagem. Segundo algumas pesquisas, os persas construíram alguns de seus palácios através da escavação de grandes rochas.

2  Bimestre

1- Tema: Civilização Grega

Grécia Antiga

Sociedade e Organização Política

        O território grego apresenta duas características físicas marcantes: as montanhas, que dominam cerca de 80% de seu território, e o mar, já que praticamente nenhum ponto fica distante de sua costa recortada.
        As cadeias de montanhas formam planícies férteis, favoráveis ao estabelecimentos de grupos humanos, o que de fato ocorreu. Já as águas calmas do litoral grego e as pequenas distâncias que separam as ilhas eram um convite à navegação, o que foi muito bem aceito pelos gregos. 
        Essas características conferiram a seu território um aspecto fragmentado, condição que, como supõem alguns historiadores, certamente influiu na fragmentação política helênica.
         A verdade é que nunca houve um Estado grego unificado. O que chamamos de Grécia Antiga não foi nada além de um conjunto de pólis, isto é, cidades independentes, muitas vezes, rivais umas das outras. O que as integravam eram alguns elementos culturais comuns, que nos permitem falar na existência de uma civilização grega.

Democracia Na Grécia Antiga 

Atenas
        Somos uma democracia porque a administração pública depende da maioria, e não de poucos. Nessa democracia, todos os cidadãos são iguais perante as leis para resolver os conflitos particulares. 
        Mas, quando se trata de escolher um cidadão para a vida pública, o talento é o mérito reconhecido em cada um dão acesso aos postos mais honrados ou honrosos.
       Nossa cidade institui muitos divertimentos para o povo. Temos concursos, festas, cerimonias religiosas ao longo de todo ano. Isso tudo nos traz prazer de  viver e afasta de nós as tristezas. Ao contrário de outros povos, que impõem aos jovens exercícios penosos, nós educamos a juventude de maneira bem mais liberal e amena. A coragem dos atenienses é fruto da alegria de viver, e não nos perturbamos antecipando desgraças ainda não existentes. Porém, no momento de perigo, demonstramos tanta bravura quanto aqueles que passam a vida treinando e sofrendo.
        Usamos a riqueza como um instrumento para agir, e não como motivo de orgulho e ostentação. Entre nós, a pobreza não é causa de vergonha. Vergonhoso é não fazer o possível para evitá-la, todo cidadão tem direito de cuidar de sua vida particular e de seus negócios privados. Mas aquele que não manifestar interesse pela vida política, pela vida pública, é considerado um inútil. 
Esta é a democracia de Péricles

Comparando Democracia 

        Há várias diferenças entre as democracias atuais e a antiga democracia atenienses. Vimos, por exemplo; que em Atenas somente parte dos homens adultos constituía o grupo de cidadãos. isto é, tinha direito a participação da vida política.
        Hoje, numa sociedade democrática, a cidadania é uma condição a que tem direito todos os seus membros.
         outra grande diferença é que, em Atenas, a democracia era direta, ou seja, todo cidadão apresentava-se pessoalmente na Assembleia para votar sobre diferentes assuntos da vida pública.
        Na antiga democracia de Atenas a votação na Assembleia era precedida por um período de intensa discussão, nas lojas, nas tabernas,nas praças da cidade, nas mesas de jantares. 
Já a maioria dos sistemas democráticos atuais é representativa, ou seja, o cidadão elege os políticos (prefeitos, governadores, presidente, vereadores, deputados e senadores), para representá-lo nos diferente órgãos da administração pública.



2- Tema: Democracia e Escravidão


O Trabalho Escravo

Introdução 
Geralmente apontamos o lado positivo da civilização grega, destacando o desenvolvimento cultural, político e econômico. A Grécia Antiga é o berço da democracia, das Olimpíadas e da Filosofia. Porém, esta mesma sociedade, que gerou toda esta riqueza cultural, utilizou para diversos fins a mão-de-obra escrava.

Tornando-se um escravo
Na Grécia Antiga uma pessoa tornava-se escrava de diversas formas. A mais comum era através da captura em guerras. Várias cidades gregas transformavam o prisioneiro em escravo. Estes eram vendidos como mercadorias para famílias ou produtores rurais. Em Esparta, por exemplo, cidade voltada para as guerras, o número de escravos era tão grande que a lei permitia aos soldados em formação matarem os escravos nas ruas. Além de ser uma forma de treinar o futuro soldado, controlava o excesso de escravos na cidade (fator de risco de revoltas). 
Em algumas cidades-estado gregas havia a escravidão por dívidas. Ou seja, uma pessoa devia um valor para outra e, como não podia pagar, transformava-se em escrava do credor por um determinado tempo. Em Atenas, este tipo de escravidão foi extinto somente no século VI a.C, após as reformas sociais promovidas pelo legislador Sólon. 

O Trabalho Escravo
A mão-de-obra escrava era a base da economia da Grécia Antiga. Os trabalhos manuais, principalmente os pesados, eram rejeitados pelos cidadãos gregos. O grande filósofo grego Platão demonstrou esta visão: “É próprio de um homem bem-nascido desprezar o trabalho”. Logo, os cidadãos gregos valorizavam apenas as atividades intelectuais, artísticas e políticas. Os trabalhos nos campos, nas minas de minérios, nas olarias e na construção civil, por exemplo, eram executados por escravos. 

A mão-de-obra escrava também era muito utilizada no meio doméstico. Eles faziam os serviços de limpeza, preparavam a alimentação e até cuidavam dos filhos de seu proprietário. Estes escravos que atuavam dentro do lar possuíam uma condição de vida muito melhor que os outros.

3- Tema: Império de Alexandre

Alexandre, o Grande
Alexandre, o Grande nasceu em Pella, antiga capital da Macedónia em julho de 356 aC. Seus pais eram Filipe II da Macedônia e sua esposa Olímpia. Alexandre, o Grande foi educado pelo filósofo Aristóteles. Philip foi assassinado em 336 aC e Alexandre, o Grande herdou um poderoso reino ainda volátil.
Ele tratada rapidamente com os seus inimigos em casa e reafirmou o poder macedônio dentro Grécia. Ele então partiu para conquistar o enorme Império Persa. Contra todas as adversidades, ele levou seu exército para vitórias através dos territórios persas da Ásia Menor, Síria e Egito, sem sofrer uma única derrota.

Sua maior vitória foi na batalha de Gaugamela, no que é hoje o norte do Iraque, em 331 aC. O jovem rei da Macedônia, líder dos gregos, soberano da Ásia Menor e faraó do Egito se tornou “grande rei” da Pérsia com a idade de 25.
Alexandre, o Grande foi reconhecido como um gênio militar que sempre liderada por exemplo, apesar de sua crença em sua própria indestrutibilidade significava que ele era muitas vezes descuidado com sua própria vida e as de seus soldados. O fato de que seu exército só se recusou a segui-lo uma vez em 13 anos de um reinado durante o qual houve constantes lutas, indicando a lealdade que ele inspirava. Ele morreu de uma febre, na Babilônia, em Junho de 323 aC.
Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, matemática, ciências físicas e naturais, medicina e geografia, ao mesmo tempo em que se interessava pela história grega e pela obra de autores como Eurípides e Píndaro. Também se distinguiu nas artes marciais e na doma de cavalos, de tal forma que em poucas horas dominou Bucéfalo, que viria a ser sua inseparável montaria.
O jovem príncipe também gostava particularmente os trabalhos de Homero. De fato, ele adorava tanto a Ilíada que adotou Aquiles como seu exemplo de vida. Apesar do apelido dado por causa da grandeza de suas conquistas, media apenas 1,52m.
Alexandre fundou Alexandria. Após a morte do conquistador, a cidade viria a converter-se num dos grandes focos culturais da antiguidade, pois ali foi criada a maior biblioteca do mundo fundada pelo general e amigo de Alexandre, Ptolomeu I. Essa biblioteca possuía milhares de exemplares, o que atraiu um grande número de pensadores e tornou-se um reduto de alquimista. Alexandre “o Grande” foi quem teria disseminado a alquimia durante suas conquistas aos povos Bizantinos e posteriormente aos Árabes. Depois de submeter a Mesopotâmia, Alexandre enfrentou novamente Dario na batalha de Gaugamela (331), cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios. Dario, que fugiu da batalha, como da vez anterior, foi assassinado pelos próprios persas ( 330). Em região remota e montanhosa, Persépolis era a sede do governo persa apenas na primavera. O império aquemznida era efetivamente administrado em Susa, na Babilônia, ou em Ecbatana. Isso explica por que os gregos não conheciam Persépolis até a invasão de Alexandre o Grande, que, no ano 330 a.C., incendiou o palácio de Xerxes, provavelmente isso ocorreu porque a cidade mergulhou numa profunda desordem com os saques realizados pelos seus comandados. Alexandre o Grande foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa. Seu processo de orientalização se acentuou com o uso do selo de Dario, da tiara persa e do cerimonial teocrático da corte oriental. A tendência a fusco das duas culturas gerou desconfianças entre seus lugares-tenentes macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca. 


3  Bimestre

1- Tema: Civilização Romana e as Imigrações Bárbaras

A Queda do Império Romano

Origem de Roma: Explicação Mitológica
        Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre na Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma. 

Origem de Roma - Explicação histórica: (Monarquia Romana - 753 a 509aC.)
         De acordo com historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: gregos - etruscos - italiotas . 
        Desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. 
A Sociedade - era formada por patrícios (nobres proprietários de terras) e plebeus (comerciantes, artesãos e pequenos proprietários).
        O sistema político era a monarquia uma vez que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
Religião - era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém, com nomes diferentes.

República Romana (509 a 27 aC)
        Durante o período republicano, o Senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa.
        Em 367 aC. foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação no Consulado (dois cônsules eram eleitos: uma patrício e um plebeu). Esta lei acabou com a escravidão por dividas (válida somente para cidadãos romanos

Formação e Expansão do Império Romano

        após dominar toda a Península Itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos.
        Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germania, a Trácia, a Síria e a Palestina.
        Com essas conquistas a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O Império Romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Os povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o Império Romano. 
        As províncias passaram a sustentar Roma com grandes arrecadações de recursos.

Problemas Sociais - com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos.
        Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Com receio de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados,o imperador criou uma política do Pão e Circo. Esta política consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revoltas.

 Crise e Decadência - por volta do século III, o Império Romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para os investimentos no Exército Romano. Com o fim das conquistas diminuíram o número de escravos, provocando queda na produção agrícola. Na mesma proporção caía o pagamento de tributos das províncias
        Com o exército enfraquecido, as fronteiras ficaram a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salários, deixavam suas obrigações militares.
Divisão do Império - no ano de 395, o imperador Teodósio resolveu dividir o Império em: Império Romano do Ocidente - com sua capital em Roma e o Império do Oriente (Império Bizantino) com sua capital em Constantinopla.
        Por volta de 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos "bárbaros", entre eles os Visigodos, Vândalos,Burgúndios, Suevos, Saxões, Ostrogodos, Hunos, etc. Era o fim da Antiguidade e o início de uma nova época chamada de Idade Média - Período Medieval.



2- Tema: Império Bizantino e o Mundo Árabe
3- Tema: Os Francos e o Império de Carlos Magno
4- Tema: Sociedade Feudal


4  Bimestre
1- Tema: Renascimento Comercial, Urbano e Formação das Monarquias Nacionais
2- Tema: Expansão Europeia nos Séculos XV e XVI
3- Tema: Sociedades Africanas das Região Subsaariana até o Século XV
4- Tema: A Vida na América antes da Conquista Europeia
5- As Sociedades - Maia, Inca e Asteca

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