sexta-feira, 28 de julho de 2017

Planejamento de aulas para os 9 anos A e B

Planejamento de Aulas para os 9º anos A e B, para os 1 - 2- 3- e 4- Bimestre

1  Bimestre

Temas:

1-Tema:  Imperialismo e Neocolonialismo

História do imperialismo na África


       Na segunda metade do século XIX, a África foi colonizada e explorada por nações europeias, principalmente, Reino Unido (Inglaterra), França, Bélgica, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. Este período é conhecido como neocolonialismo.
          Como a Europa passava pelo processo de Revolução Industrial, necessitava de matéria primas, fontes de energias e principalmente de novos mercados consumidores para suas mercadorias produzidas nas industrias europeias . Uma solução encontrada foi a exploração de regiões na Ásia, África e Oceania. 

Partilha da África 

        Tanto a partilha como a ocupação efetiva foram impulsionadas pela concorrência entre as várias economias industriais, buscando obter e preservar mercados, pela pressão econômica de 1880 que desencadeou o expansionismo europeu. Como consequência da articulação desses processos, assistiu-se ao imperialismo que agressivamente conquistou áreas de influências , protetorados e colônias, em particular no continente africano.
              Não é difícil compreender que o imperialismo de fins do século XIX esteve ligado ao desenvolvimento do sistema capitalista, em uma fase cuja a inovação é a forma como se articula política e economia, na qual o Estado assumiu, decisivamente, o papel de parceiro e interventor econômico.


Conferência de Berlim

        A partilha da África, realizada de forma despótica, teve seu ápice quando da realização da Conferência de Berlim, que iniciou em 1884 e durou até o ano subsequente. 
        A conferência contou com a participação de 15 países, 13 eram pertencentes a Europa e o restante advindo do Estados Unidos da América e Turquia. Apesar dos Estados Unidos da América não possuírem colônias no continente africano, era um poderio que se encontrava em fase de crescimento, visando assim a conquista de novos territórios.
      Vários temas foram abordados durante a Conferência, porém, o objetivo maior era a elaboração de um conjunto de regras que dispusessem sobre a conquista da África pelas potências coloniais da forma mais ordenada possível, mas acabou resultando em uma divisão nada pacífica . 
        A Inglaterra e a França, foram os países que mais abocanharam o maior número de países africanos, em segundo lugar Portugal, Bélgica, Espanha e Itália. No caso da Alemanha, Holanda, Dinamarca Suécia, Áustria, Hungria e o Império Otomano. Estes páíses ficaram fora da partilha e os Estados Unidos da Amária.
         Os países europeus que foram beneficiados na divisão da África eram potências comerciais ou industriais que já possuíam negócios mesmos  que indiretos com o Continente Africano. 
          Durante a conferência houve um momento de tensão muito sério. Tudo se deu devido a um plano apresentado por Portugal, conhecido como Mapa Cor de Rosa, no qual ele esbouçou a intensao de ligar Angola e Moçambique a fim de aprimorar a comunicação entre as duas colônias e tornar mais fácil o comércio e o transporte de mercadorias.
        A aprovação da ideia foi unânime, até o momento em a Inglaterra, que Portugal considerava sua aliada, se opôs veemente e ameaçou por meio de um ultimato que ficou conhecido na história pelo nome de ultimato Britânico de 1890 - declarar guerra a Portugal caso esse não desistisse de seus planos. Portugal agiu com bom senso, pois temendo represálias, abandonou a ideia.
      A Alemanha perderia suas poucas colônias após a Primeira Grande Guerra Mundial, acontecendo a mesma coisa com a Itália na Segunda Grande Guerra Mundial.  O quadro ficou assim definido após o termino da Conferência. 
        A Inglaterra tornou-se a dirigente de toda África Austral, pertencente à parte Sul. Banhada pelo Oceano Índico e pelo Oceano Atlântico em seu litoral ocidental, exceto Angola e Moçambique - colônias portuguesas ao sudoeste africano e da África Oriental com poucas exceções - A Costa Ocidental e o Norte foram repartidos com a França, Espanha e Portugal. A região do Congo ficou com os belgas e franceses. 
        No começo do século XX, o continente africano se encontrava em condições lamentáveis, totalmente cortado em pedaços, um para cada ocupante imperialista europeu. 
        A economia tradicional ou de subsitência foi totalmente desarticulada quando ao ingresso de cultivos destinados exclusivamente para o sustento e bem-estar das carências das Metrópoles.
       Na colonização, a África foi retalhada  com interesses e benfeitorias dos europeus, tribos aliadas  foram separadas e tribos inimigas foram unidas em um mesmo local. É por este motivo também que nos dias de hoje ocorrem tantas guerras civis. 

2- Tema: Primeira  Guerra Mundial 

A Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918)

Introdução: 


         Um dos primeiros sinais dessa vindoura crise se deu por meio de um intensa corrida armamentista. Preocupados em manter e conquistar territórios, os países europeus investiam em uma pesada tecnologia de guerra e empreendiam meios para engrossar as fileiras de seus exércitos. Nesse último aspecto, vale lembrar que a ideologia nacionalista alimentava um sentimento utópico de superioridade que abalava o bom entendimento entre as nações. 

Tríplice Aliança - formada inicialmente pelos países: Alemanha, Império Austro-Húngaro e pela Itália.

Tríplice Entente - formada inicialmente pelos países: Rússia, França e Inglaterra. 

        Mediante a este contexto, estava formado o terrível "barril de pólvora" que explodiria com o início da guerra em 1914.
        Utilizando da disputa pela região dos Bálcãs, a Europa detonou um conflito que inaugurava o terrível poder de armamentos como: metralhadoras, submarinos, tanques de guerra, aviões e gases venenosos. Ao longo de quatro anos, a destruição e a morte de milhares de pessoas compuseram a revisão do antigo paradigma que lançava o mundo europeu como um modelo a ser seguido. 

Estratégias da Guerra

         A iniciativa da guerra partiu da Alemanha que executou o Plano Von Sclilieffen, isto é, uma plano de guerra elaborado elo general alemão que deu nome a esse plano. A estratégia consistia em atacar pelo Leste e defender-se pelo Oeste.
        A princípio, a guerra assumiu um caráter de "movimento", isto é, o deslocamento de tropas e os ataques rápidos e fulminante (isso abrangeu os dois primeiros anos da guerra). A partir de 1916, a guerra assumiu o caráter de "posição", ou seja, buscava-se preservar as regiões ocupadas por meio do estabelecimento de posições estratégicas. Para tanto, a forma de combate adequada era das "trincheiras"
        A Primeira Grande Guerra Mundial foi reconhecida como a guerra das trincheiras em virtude das extensas batalhas que foram travadas desse modo. O horror vivido nas trincheiras trouxe uma conotação apocalíptica  para aqueles que viveram com aquele momento, como relata vários escritores que participaram da guerra. 
       Os soldados entrincheirados sofriam, de forma impotentes, bombardeios e lançamentos de gases venenosos como a imperita (gás mostarda). 
Além disso, a umidade e o frio acabavam trazendo várias doenças, como o pé-de-trincheira, que provocava o apodrecimento dos pés, entre outros danos.
         Ao longo da guerra, o uso de novas armas, aperfeiçoadas pela industria bélica, aliado a novas invenções como o aviões e os tanques de guerra, deu aos combates uma característica de impotência por parte dos soldados. Milhares de homens morreram instantaneamente em bombardeios ou envoltos em imensas nuvens de gases tóxicos. 

As Principais Consequências da Primeira Grande Guerra Mundial

      Durante a Primeira Grande Guerra Mundial, morreram aproximadamente 9 milhões de pessoas (entre civis e militares). O número de feridos, entre civis e militares ficou em cerca 30 milhões de pessoas.
- Desenvolvimento de vários armamentos de guerra como por exemplo, tanques de guerra e aviões de guerra.
- Desintegração dos Impérios Otomanos e Austro-Húngaro
- Fortalecimento dos Estados Unidos da América no cenário político e militar mundial.
- Criação da Liga das Nações, com o objetivo de garantir a paz mundial
- Assinatura do Tratado de Versalhes que impôs uma série de penalidades a derrotada Alemanha.
- Geração de crise econômica na Europa em função da devastação causada pela Grande Guerra Mundial e também dos elevadíssimos gastos militares
- Fortalecimento e desenvolvimento da industrialização brasileira.
- Surgimento do sentimento de revanchismo na Alemanha, em função das duras penalidades impostas pelo Tratado de Versalhes.

Brasil na Primeira Grande Guerra Mundial 

        Nos primeiros anos da guerra , o Brasil permaneceu neutro. Porém em abril de 1917, com o ataque de um submarino alemão que atacou um navio brasileiro, que estava carregado de café. Neste ataque que foi próximo ao litoral francês, três brasileiros foram mortos . Em maio outro navio brasileiro foi atacado, agora o Tijuca, navegando em águas francesas, foi torpedeado por um submarino alemão. Estes fatos foram determinantes para o Brasil tomar uma decisão pela entrada no conflito contra a Alemanha e seus aliados.
       A participação do Brasil ao declarar guerra e assumir contra a Tríplice Aliança, no entanto não se foi enviado ajuda militar e sim medicamentos e equipes de assistências medicas para ajuda aos feridos da Tríplice Entente.

Benefícios da Primeira Guerra Mundial para a Economia Brasileira

    Durante os quatro anos da Primeira Guerra Mundial, os países europeus envolvidos no conflito voltaram a sua produção de suas industrias para a fabricação de armamentos  equipamentos para soldados. Desta forma, o Brasil ficou sem opções para importar produtos manufaturados da Europa. Ricos cafeicultores brasileiros aproveitaram o momento e investiram capital acumulados nas industrias, favorecendo assim a industrialização do Brasil. 

Tratado de Versalhes

         Tratado de Versalhes foi assinado foi assinado em 1919, foi um acordo de paz, assinado pelos países europeus.
         A Alemanha assumiu a responsabilidade pelo conflito mundial, comprometendo-se a cumprir uma série de exigências politicas, econômicas e militares. Estas exigências foram impostas a Alemanha pelas nações vencedoras da Primeira Grande Guerra Mundial. 

Algumas das Exigências Impostas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes

- Reconhecimento da Independência da Áustria
- Devolução dos territórios da Alcácia-Lorena à França
- Devolução à Polônia das províncias de Posen e Prússia Ocidental 
- As cidades alemãs de Malmedy e Eipen passaram a ser controladas pela Bélgica
- Pagamento aos países vencedores, principalmente  França e Inglaterra, uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra. Este valor foi estabelecido em 270 bilhões de marcos. 
- A Alemanha deveria ter um ou seu exército reduzido a 100 mil homens no máximo 
- Redução da Marinha alemã para 15 mil marinheiros, seis navios de guerra e seis cruzadores. 

Participação das Mulheres na Primeira Grande Guerra Mundial

        Durante a Primeira Grande Guerra Mundial, as mulheres que viviam nos países envolvidos no conflito, sofreram as consequências. Enquanto os homens deslocavam-se em grande quantidades para os campos de batalhas, as mulheres de classe media e alta passaram a trabalhar fora de casa.
     No campo as mulheres ficaram responsáveis pela produção agrícola e pela criação de animais. As que viviam nas cidades foram trabalhar com transportes, dirigindo ônibus e caminhões, e, também dirigiram-se para s campos de batalhas para trabalhar como enfermeiras, cozinheiras, motoristas de ambulâncias e etc...
    Apesar da guerra trazer grandes sofrimentos, acabou no campo das lutas femininas trazer alguns elementos de conquistas para o campo das mulheres, que vão contribuir pela emancipação das mulheres, em vários países; por exemplo: as mulheres puderam se consolidar como profissionais e adquiriram a independência financeira. 
      Muitas mulheres conseguiram garantir melhores condições de trabalho e conquistaram um direito muito importante: estudar em universidade, melhor do que isso, foi a conquista da legalização do voto feminino em vários países, logo após a guerra.
     Também ocorreram mudanças expressivas no comportamento feminino. As mulheres alcançaram a liberdade de poderem saírem sozinhas e dirigir automóveis, passaram a usar roupas mais confortáveis e aderiram ao uso de cosméticos.

3 Tema:  Revolução Russa e o Stalinismo


 Revolução Russa 


         No final do século XIX,  países como a Inglaterra, França e Bélgica encontravam-se em acelerado processo de industrialização. Enquanto isso, no Império Russo que era governado por Czar Nicolau II, a situação era bem diferente.
Em 1890 a Rússia começou a sua industrialização com investimentos da França, Inglaterra e Alemanha. Estas condições vão permitir que as ideias socialistas evoluía dentro da Rússia. Inspirados nestas ideias surgiram os partidos políticos.
          No começo do século XX a Rússia, era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo.
               Em 1903 o partido se divide em dois: 
Bolcheviques: - os membros deste partido que defendiam a conquista do poder através da luta armada, liderados por Lenin. 

Mencheviques: - os membros deste partido defendiam que era necessário esperar o pleno desenvolvimento do capitalismo e proletariado operariado  para começar a revolução, que seria liderada pela burguesia e apoiada pelos operários e os camponeses. 
         Em 1904, a Rússia esteve em guerra com o Japão, disputando territórios no Extremo Oriente e foi derrotada. 
         Esse conflito deu origem a Revolução de 1905 que foi uma paralisação geral de trabalhadores que exigiam melhores salários e protestavam contra as demissões.
         Em manifestação em janeiro de 1905, o exército de Czar, chamado cossacos avança sobre os manifestantes, esse episódio fica conhecido como o Domingo Sangrento. 
         Esse episódio deu origem aos primeiros sovietes, que erm organizações de operários, camponeses, soldados e marinheiros, que lideraram revoltas contra a política czarista. 
Em 1917, dois fatos vão contribuir na Revolução. 

a) - A morte de Rasputim, um monge, conselheiro de Czar - com a sua morte tornou-se pública a desmoralização e a corrupção do governo de Czar.

b) - Outro fato é a participação da Rússia na Primeira Grande Guerra Mundial.

        Em fevereiro de 1917, surgiu uma revolução burguesa que ficou conhecida como a Revolução de Fevereiro. 


Governo Provisório

    Lyon e Kerenski, o governo não retirou o país da guerra e nem realizou as reformas reivindicadas, tornando seu governo tão impopular quanto o do Nicolau II.
  Em 23 de outubro de 1917, Lenin que voltou á Rússia clandestinamente impulsionou a Revolução. Os revolucionários tomaram pontos estratégicos de São Petersburgo e invadiram o Palácio obrigando Kerenski a fugir passando o poder aos bolcheviques.
             Lenin assume a direção da Rússia - ao assumir o poder, adotou as seguintes medidas para amenizar a crise do país, distribuição de terras aos camponeses, retirou a Rússia da guerra, nacionalizou as industrias e bancos estrangeiros. 
Entre 1918 a 1921, houve uma guerra civil entre o exército chamado "Branco" que queria o retorno do modelo de Czar - Nicolau II e o exército chamado "Vermelho", o exército dos revolucionários. 
           Em 1921 a guerra civil teve fim com a vitória do Exército Vermelho. E em 1923 a Republica Soviética Socialista Russa, criada em 1918 foi substituída pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas - (URSS).
            Lenin - ao terminar a guerra civil, implanta um plano econômico chamado: A Nova Política Econômica (NEP). 

Algumas das Medidas

- Liberdade de comércio interno. 
- Hierarquização ou diferenciação de salários.
- Retomada de relações comerciais.
- Negociação de empréstimos.
- Privatização de empresas com menos de 20 funcionários.

Esta política durou até 1928 e trouxe bos resultados.



4- Tema:  A  República no Brasil: 

As Contradições da Modernização e o Processo de Exclusão Política Econômica e Social das Classes Populares até a década de 1930.


Brasil – A Primeira República
            O primeiro período republicano no Brasil, também chamado de Primeira República, e durou de 1889 a 1930. Foi controlado pelas oligarquias agrárias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, ligadas à cultura cafeeira. De 1889 a 1894, o Brasil foi dominado pelos setores militares envolvidos diretamente na proclamação da República. Chefe do governo provisório, o marechal Deodoro da Fonseca assumiu a Presidência em 1891.
            Desfavorecido pela oposição do Congresso à sua política econômica, Deodoro renunciou em novembro do mesmo ano. Seu vice, Floriano Peixoto, assumiu o governo e usou o apoio popular para radicalizar a luta contra os monarquistas.

Presidência civil
            Republicano histórico, Prudente de Moraes, que governou entre 1894 e 1898, inaugurou a fase dos governos civis e a sucessão de presidentes eleitos pelo Partido Republicano Paulista (PRP) – Campos Salles (gravura ao lado) (de 1898 a 1902) e Rodrigues Alves (1902 a 1906) – e pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) – Afonso Pena (1906 a 1909) e Wenceslau Braz (1914 a 1918). Formado pelas oligarquias paulista, mineira e fluminense, o núcleo central do republicanismo controlou as eleições, fez presidentes e dominou o país.

Política dos governadores
            Com a intenção de garantir o domínio das grandes oligarquias sobre a república, o paulista Campos Salles montou um esquema de poder que ficou conhecido como “política dos governadores”: o presidente da República dava suporte aos candidatos oficiais nas disputas estaduais e os governadores apoiavam seu indicado nas eleições presidenciais. Para dar certo, o plano dependeu do poder dos coronéis sobre o eleitorado local e do controle da Comissão de Verificação de Poderes do Congresso Nacional, responsável pelos resultados eleitorais finais e pela diplomação dos eleitos.

Café-com-leite
            Com a política econômica voltada à cafeicultura e os governadores garantindo a sustentação das oligarquias regionais, implantou-se a república do café-com-leite – alusão à aliança que alternou paulistas e mineiros no poder. Nem o governo do marechal Hermes da Fonseca (1910 a 1914), dominado pelo senador gaúcho Pinheiro Machado e seu programa de “salvações militares”, abalou a aliança. Na verdade, as salvações não passavam de intervenções do governo federal nos estados (Bahia, Alagoas, Pernambuco, Ceará) para substituir as oligarquias de oposição por grupos políticos aliados ao poder central.

Divisões
            As primeiras rachaduras nessa estrutura aparecem no final da década de 1910. Em 1918, o paulista Rodrigues Alves é eleito para suceder o mineiro Venceslau Brás. Rodrigues Alves morre antes da posse, e paulistas e mineiros não chegam a um acordo para sua substituição. Lançam, então, o paraibano Epitácio Pessoa, que governa de 1919 a 1922. Seu sucessor é o mineiro Artur Bernardes (1922 a 1926), que não tem a unanimidade de paulistas e mineiros. Bernardes desperta uma oposição militar que desemboca nas revoltas tenentistas, tendo de governar sob estado de sítio. O paulista Washington Luís (1926 a 1930) também assume a Presidência sem a sustentação das lideranças de seu estado. Enfrenta o endividamento interno e externo do país, a retração das exportações e, a partir de 1929, os problemas provocados pela crise econômica mundial.

Aliança Liberal
            Pela política do café-com-leite, cabe ao PRM indicar o candidato à sucessão de Washington Luís. O partido já tem um nome, o do governador de Minas Gerais, Antônio Carlos. Sustentado pelo PRP, o presidente lança o nome de Júlio Prestes, governador de São Paulo. O gesto rompe o acordo das oligarquias paulista e mineira. Com o apoio do Rio Grande do Sul e da Parasíba, o PRM compõe a Aliança Liberal, que parte para a disputa tendo o gaúcho Getúlio Vargas como candidato a presidente e o paraibano João Pessoa, a vice. Em abril de 1930, a chapa de Júlio Prestes vence a eleição. Inconformados, os aliancistas provocam a Revolução de 1930, que põe fim à República Velha.

História

            Durante muito tempo a fase inicial da República brasileira foi chamada de “República Velha”.

            O termo nasceu após 1930, quando um movimento liderado por Getúlio Vargas derrubou os grupos políticos e sociais que então comandavam o país.

Portal São Francisco 


2  Bimestre


Temas:

1- Tema:  Nazifascismo ( nazismo e fascismo)

Fascismo

            O século XX foi marcado por uma série de conflitos armados de grandes proporções, mas em especial pela 2ª Guerra Mundial. O trauma gerado pela violência desse conflito se estende até os dias atuais e desperta a atenção de políticos e estudiosos quanto aos motivos que levaram ao surgimento de pensamentos pregados por regimes totalitários conhecidos como fascismo.

símbolo do fascismo.

            A definição do que é o fascismo não é única. Pode-se determinar que o fascismo é uma vertente política de extrema direita surgida na Itália no século XX, cujo auge foi nas décadas de 1920 e 1940, e que foi criado pelo líder político Benito Mussolini.
            Neste período a Itália passava pela pior crise econômica de sua história devido a sua malfadada participação na 1ª Guerra Mundial (1914-1918) e da Crise de 1929, eventos que arrasaram também as bases políticas e sociais italianas e, do desespero, o fascismo surgiu como uma opção para solucionar tais problemas. Quanto as suas características, podemos afirmar que se destacam no fascismo: – Culto ao líder: a figura central do comando do país se baseava apenas em uma pessoa, um grande líder idolatrado pelas massas. – Totalitarismo:  o país possuía apenas um partido político, ou seja, era naturalmente antidemocrático, concentrando assim todas as decisões nas mãos do governo. – Nacionalismo: no fascismo, apenas a “cultura nacional oficial” era válida; as que estavam fora desse campo deveriam ser eliminadas. Os símbolos nacionais e a população seriam engrandecidos aqui através da propaganda política. – Militarismo: os regimes fascistas pregavam investimentos vultuosos na produção de equipamentos bélicos e na militarização de grande parte da sociedade, visando a expansão territorial.  Havia o culto à força física, em especial dos homens  jovens que, aos poucos, iam sendo treinados e preparados fisicamente para combates futuros. – Propaganda e censura: o controle do pensamento e dos meios de comunicação era fortemente manipulado pelos fascistas para inibir quaisquer críticas ao regime. Nesse período foram desenvolvidas diversas propagandas no cinema, no rádio, na TV, etc. para “vender o fascismo” como uma ideia única e coletiva, que visava apenas o bem de todos. – Ódio contra as minorias: dado ao fato de buscar unidade nacional, o fascismo buscar eliminar o diferente, perseguindo, prendendo e eliminando minorias em seus territórios, tais  como ciganos, minorias étnicas (o caso mais emblemático é a perseguição dos judeus na Alemanha Nazista) homossexuais,  intelectuais críticos ao regime, deficientes físicos, etc. – Antissocialismo ou antimarxismo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista. Defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos. Os dois maiores exemplos de fascismo foram os governos de Benito Mussolini e Adolf Hitler, na Itália e Alemanha, respectivamente. Outros países europeus nos anos que mediaram a primeira para a segunda guerra também viveram experiências parecidas, como Portugal no governo de Antônio de Oliveira Salazar e na Espanha no governo de Francisco Franco. Após 1945, com a vitória dos Aliados, os regimes fascistas entram em colapso, em especial devido aos crimes contra a dignidade humana cometidos por tais vertentes. No entanto, atualmente, existe uma nova leva de políticos e grupos sociais que se baseiam no ideário fascista, em especial devido aos problemas com imigrantes vividos por países europeus.  
Vinícius Carlos da Silva


Nazismo

          A partir do final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha mergulhou em uma crise econômica agravada ainda mais pelas enormes indenizações impostas pelo Tratado de Versalhes e pela ocupação do vale do Ruhr por França e Bélgica.
             No plano político, a situação também era grave, pois vários golpes de direita e esquerda se sucederam, todos fracassados. A crise econômica mundial de 1929 permitiu a ascensão ao poder do líder do partido Nazista, Adolf Hitler. Ele era extremamente nacionalista. Opunha-se aos judeus, num anti-semitismo cujas origens são difíceis de serem explicadas. Via nos judeus um fator de corrupção do povo alemão. Cristo e Marx, dois judeus, pregavam a igualdade entre os homens e a resignação, idéias que Hitler considerava nocivas ao povo alemão. Daí, surgiu sua doutrina racista, segundo a qual os homens eram desiguais por natureza. A raça superior era a dos arianos (germânicos), altos e alourados. Na Alemanha, eles existiam em estado puro, sendo, pois, a raça sob a humilhação do Tratado de Versalhes. O povo alemão deveria agrupar-se em um único estado: A Grande Alemanha, que reuniria todas as populações germânicas. Desprezava os povos latinos e principalmente os eslavos, os quais julgava que deveriam ser reduzidos à escravidão, dominados pelos germânicos. A pureza da raça ariana deveria ser defendida através da impiedosa perseguição aos judeus. A partir dessas idéias de Hitler, surgiu o Nazismo, um regime totalitário e militarista que se baseava numa mística heróica de regeneração nacional. 
         Estava legalizado o tolitarismo na Alemanha. Como Mussolini na Itália, Hitler detinha agora o poder absoluto em seu país. Com a ascensão de Hitler ao poder, o anti-semitismo e os atos de violência contra judeus se tornaram política de estado. Em abril de 1933 os judeus foram proibidos de praticar a medicina e a advocacia e de ocupar cargos públicos. Em 1935 judeus e demais minorias de sangue não-germânico foram privados de direitos constitucionais e proibidos de casar-se ou manter relações extramatrimoniais com cidadãos alemães ou de sangue ariano. 

2- Tema: Crise de 1929 

Crise de 1929

Introdução

         O ano de 1929 pode ser considerado o marco de uma das maiores crises do capitalismo. Foi o ano em os Estados foram abalados por uma grave crise econômica que repercutiu no mundo inteiro. 
        Durante a Primeira Grande Guerra Mundial, os Estados Unidos da América, foram os principais fornecedores dos países europeus, exportando grandes quantidades de produtos industrializados, alimentos e capitais (sob forma de empréstimos). 
        No pós-guerra, os Estados Unidos da América, tornaram-se a maior potência econômica do mundo. 
        Em 1920, a indústria norte americana produzia quase 50% de toda produção industrial do mundo. Foi quase toda década de 20, a prosperidade econômica gerou nos norte-americanos um clima de grande euforia e de consumo desenfreado, gerando o modo de vida, como modelo de progresso. (viver bem significava consumir mais).
        Porém, no final da década de 1920, a produção norte-americana atingiu um ritmo de crescimento muito maior do que a demanda por seus produtos, gerando uma crise de superprodução. 

Causas
        Até por volta de 1925, os países europeus lutavam com dificuldades para reconstruir a Europa.
        A Inglaterra, Alemanha e a França procuraram atualizar seus parques industriais e tomaram uma série de medidas protecionistas para reduzir as importações norte-americanas.
        Ao se aproximar de 1929, os Estados Unidos da America, produziam uma enorme quantidade de mercadorias para as quais não haviam compradores. 
        As indústrias perceberam então, a necessidade de reduzir o ritmo da produção. Com a diminuição das exportações para a Europa, as indústrias norte-americana começaram a aumentar seus estoques de produtos; pois não conseguiram mais vender como antes. Grandes partes destas empresas possuíam ações na Bolsa de Valores de Nova York e milhões de norte-americanos tinham investimentos nestas ações.

Efeitos da Crise de 1929
      Em outubro de 1929, percebendo a desvalorização das ações de muitas empresas, houve uma correria de investidores que pretendiam vender suas ações. O efeito foi devastador, pois as ações se desvalorizaram fortemente em poucos dias. Pessoas muito ricas passaram da noite para o dia, para a classe pobre. O numero de falências de empresas foi enorme e o desemprego atingiu quase 30% dos trabalhadores.
     A crise, também conhecida como "A grande Depressão", foi a maior de toda a história dos Estados Unidos da América. Como na época, diversos países do mundo mantinham relações comerciais com os Estados Unidos da América, a crise acabou se espalhando por quase todo continente. 

Efeitos da Crise de 1929 no Brasil
        A crise de 1929 afetou também o Brasil. Os Estados Unidos da América eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira. 

3- Tema:  Segunda Grande Guerra Mundial

                                   AS MEDIDAS DO TRATADO DE VERSALHES
         
          
            O Tratado de Versalhes, inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Grande Guerra Mundial.
         Na Itália estava crescendo o Partido Fascista, liderado por Benito Mussolini que se torno o poderoso na Itália com poderes sem limites.
            Crise na Alemanha e na Itália, com milhões de desempregados. Uma das soluções tomadas pelos governos fascistas destes países foi a industrialização, principalmente na criação de indústria de armamentos e equipamentos bélicos (aviões de guerra, navios de guerra, tanques de guerra, etc.). 
        O marco inicial ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polônia. De imediato, a França e Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de alianças militares existentes na época, formaram-se dois grupos:
Aliados: liderados pela Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos  da América.
Eixo:  liderados pela Alemanha, Itália e Japão.
        No período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no Norte da África. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e território da Líbia. 
       


A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NA EUROPA

     O regime de Hitler ambicionava criar um novo e vasto império cujo território unisse a Alemanha e o leste da Europa em um só país, um "espaço vital" (Lebensraum) para assegurar o crescimento germânico em termos populacionais e econômicos, com acesso a mais recursos naturais que os que existiam em solo alemão. Segundo os idealizadores do projeto de domínio alemão sobre Europa, tal império somente poderia ser construído através de uma guerra.
            Depois de assegurar a neutralidade da União Soviética, através do Pacto de Não-Agressão Germano-Soviético de agosto de 1939, a Alemanha deu início à II Guerra Mundial ao invadir a Polônia no dia 1 de setembro de 1939. No dia 3 de setembro do mesmo ano, a Inglaterra e a França responderam à agressão com declarações de guerra aos alemães. Em um mês, a Polônia foi derrotada pela combinação das forças alemãs e soviéticas, e teve seu território dividido entre a Alemanha nazista e a União Soviética.
A relativa calmaria que ocorreu logo após a derrota da Polônia, terminou no dia 9 de abril de 1940, quando as forças alemãs invadiram a Noruega e a Dinamarca. Em 10 de maio daquele mesmo ano, a Alemanha iniciou uma série de ataques contra a Europa ocidental, invadindo os Países Baixos—Holanda, Bélgica, e Luxemburgo—que haviam assumido uma postura de neutralidade, e também ocuparam a França. Em 22 de junho de 1940, franceses colaboracionistas assinaram um tratado de cessar-fogo com a Alemanha, autorizando este último país a ocupar a parte norte da França, bem como a costa mediterrânea, e criando um regime pró-nazista no sul daquele país, com sede na cidade de Vichy.
Encorajada pela Alemanha, em junho de 1940 a União Soviética ocupou os países bálticos-- Lituânia, Letônia e Estônia--anexando-os formalmente à URSS. A Itália, como parte do “Eixo”, países aliados à Alemanha, aderiu à guerra em 10 de junho de 1940. Entre 10 de julho e 31 de outubro de 1940, os nazistas levaram a cabo uma intensa batalha aérea contra a Inglaterra, conhecida como a “Batalha da Inglaterra”, no fim da qual foram derrotados.
            Após garantir sua posição na região dos Bálcãs, através da invasão da Iugoslávia e da Grécia em 6 de abril de 1941, os alemães e seus aliados invadiram a União Soviética em 22 de junho de 1941, em violação direta aos termos do Pacto de Não-Agressão Germano-Soviético. Em junho e julho de 1941, os alemães também ocuparam os estados bálticos. O chefe de estado soviético, Joseph Stalin, opôs-se à Alemanha nazista e seus parceiros do “Eixo”, tornando-se a partir daquele momento um importante líder das forças Aliadas. Durante o verão e o outono de 1941, as tropas alemãs avançaram sobre o território soviético, mas a forte resistência oferecida pelo Exército Vermelho impediu que capturassem as cidades-chave de Leningrado (atual São Petersburgo) e Moscou. Em 6 de dezembro de 1941, as tropas soviéticas contra-atacaram, fazendo com que as forças alemãs saíssem definitivamente dos arredores de Moscou. Um dia depois, em 7 de dezembro de 1941, o Japão, país membro do Eixo, bombardeou Pearl Harbor, no estado norte-americano do Havaí, e imediatamente os Estados Unidos declarou guerra ao Japão. Em 11 de dezembro a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos. O conflito militar ampliava-se através dos continentes.

Fascismo

            O século XX foi marcado por uma série de conflitos armados de grandes proporções, mas em especial pela 2ª Guerra Mundial. O trauma gerado pela violência desse conflito se estende até os dias atuais e desperta a atenção de políticos e estudiosos quanto aos motivos que levaram ao surgimento de pensamentos pregados por regimes totalitários conhecidos como fascismo.

símbolo do fascismo.

            A definição do que é o fascismo não é única. Pode-se determinar que o fascismo é uma vertente política de extrema direita surgida na Itália no século XX, cujo auge foi nas décadas de 1920 e 1940, e que foi criado pelo líder político Benito Mussolini.
            Neste período a Itália passava pela pior crise econômica de sua história devido a sua malfadada participação na 1ª Guerra Mundial (1914-1918) e da Crise de 1929, eventos que arrasaram também as bases políticas e sociais italianas e, do desespero, o fascismo surgiu como uma opção para solucionar tais problemas. Quanto as suas características, podemos afirmar que se destacam no fascismo: – Culto ao líder: a figura central do comando do país se baseava apenas em uma pessoa, um grande líder idolatrado pelas massas. – Totalitarismo:  o país possuía apenas um partido político, ou seja, era naturalmente antidemocrático, concentrando assim todas as decisões nas mãos do governo. – Nacionalismo: no fascismo, apenas a “cultural nacional oficial” era válida; as que estavam fora desse campo deveriam ser eliminadas. Os símbolos nacionais e a população seriam engrandecidos aqui através da propaganda política. – Militarismo: os regimes fascistas pregavam investimentos vultuosos na produção de equipamentos bélicos e na militarização de grande parte da sociedade, visando a expansão territorial.  Havia o culto à força física, em especial dos homens  jovens que, aos poucos, iam sendo treinados e preparados fisicamente para combates futuros. – Propaganda e censura: o controle do pensamento e dos meios de comunicação era fortemente manipulado pelos fascistas para inibir quaisquer críticas ao regime. Nesse período foram desenvolvidas diversas propagandas no cinema, no rádio, na TV, etc. para “vender o fascismo” como uma ideia única e coletiva, que visava apenas o bem de todos. – Ódio contra as minorias: dado ao fato de buscar unidade nacional, o fascismo buscar eliminar o diferente, perseguindo, prendendo e eliminando minorias em seus territórios, tais  como ciganos, minorias étnicas (o caso mais emblemático é a perseguição dos judeus na Alemanha Nazista) homossexuais,  intelectuais críticos ao regime, deficientes físicos, etc. – Antisocialismo ou antimarxismo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista. Defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos. Os dois maiores exemplos de fascismo foram os governos de Benito Mussolini e Adolf Hitler, na Itália e Alemanha, respectivamente. Outros países europeus nos anos que mediaram a primeira para a segunda guerra também viveram experiências parecidas, como Portugal no governo de Antônio de Oliveira Salazar e na Espanha no governo de Francisco Franco. Após 1945, com a vitória dos Aliados, os regimes fascistas entram em colapso, em especial devido aos crimes contra a dignidade humana cometidos por tais vertentes. No entanto, atualmente, existe uma nova leva de políticos e grupos sociais que se baseiam no ideário fascista, em especial devido aos problemas com imigrantes vividos por países europeus.  
Vinícius Carlos da Silva


Nazismo

          A partir do final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha mergulhou em uma crise econômica agravada ainda mais pelas enormes indenizações impostas pelo Tratado de Versalhes e pela ocupação do vale do Ruhr por França e Bélgica.
             No plano político, a situação também era grave, pois vários golpes de direita e esquerda se sucederam, todos fracassados. A crise econômica mundial de 1929 permitiu a ascensão ao poder do líder do partido Nazista, Adolf Hitler. Ele era extremamente nacionalista. Opunha-se aos judeus, num anti-semitismo cujas origens são difíceis de serem explicadas. Via nos judeus um fator de corrupção do povo alemão. Cristo e Marx, dois judeus, pregavam a igualdade entre os homens e a resignação, idéias que Hitler considerava nocivas ao povo alemão. Daí, surgiu sua doutrina racista, segundo a qual os homens eram desiguais por natureza. A raça superior era a dos arianos (germânicos), altos e alourados. Na Alemanha, eles existiam em estado puro, sendo, pois, a raça sob a humilhação do Tratado de Versalhes. O povo alemão deveria agrupar-se em um único estado: A Grande Alemanha, que reuniria todas as populações germânicas. Desprezava os povos latinos e principalmente os eslavos, os quais julgava que deveriam ser reduzidos à escravidão, dominados pelos germânicos. A pureza da raça ariana deveria ser defendida através da impiedosa perseguição aos judeus. A partir dessas idéias de Hitler, surgiu o Nazismo, um regime totalitário e militarista que se baseava numa mística heróica de regeneração nacional. 
         Estava legalizado o totalitarismo na Alemanha. Como Mussolini na Itália, Hitler detinha agora o poder absoluto em seu país. Com a ascensão de Hitler ao poder, o anti-semitismo e os atos de violência contra judeus se tornaram política de estado. Em abril de 1933 os judeus foram proibidos de praticar a medicina e a advocacia e de ocupar cargos públicos. Em 1935 judeus e demais minorias de sangue não-germânico foram privados de direitos constitucionais e proibidos de casar-se ou manter relações extramatrimoniais com cidadãos alemães ou de sangue ariano. 

CONSEQUÊNCIAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Marcos Emílio Ekman Fabe



            A maior e pior consequência da Segunda Guerra foi, sem dúvida, os milhares de soldados e civis mortos durante o conflito. Somente entre judeus foram aproximadamente 6 milhões de perdas, principalmente, em campos de concentração nazistas. Mas não foram somente judeus os que sofreram com os campos de concentração, milhares de poloneses, ciganos, homossexuais, eslavos entre outros tiveram o mesmo fim.

Tabela de mortos durante a Segunda Guerra Mundial
País
Militares
Civis
Total
URSS
10,7 milhões
11,4 milhões
22,1 milhões
Alemanha
5,5 milhões
1,8 milhões
7,3 milhões
França
212 mil
350 mil
562 mil
Itália
301 mil
153 mil
454 mil
Inglaterra
382 mil
68 mil
450 mil
EUA
416 mil
1.700
417,7 mil
No mundo
25 milhões
41,6 milhões
66,6 milhões

          A Segunda Grande Guerra foi o conflito bélico com o maior número de baixas da história da humanidade. Nunca uma guerra produziu tantos mortos entre civis e militares. Por outro lado, o motivo para o baixo número de mortes civis nos Estados Unidos ocorreu por não ter ocorrido guerra em seu território.
            Já a Alemanha, derrotada na Guerra, foi dividida em Alemanha Ocidental (capital em Bonn), ficando debaixo da autoridade dos Estados Unidos, e Alemanha Oriental (capital em Berlim), ficando sob a tutela da União Soviética.

            Quanto a Berlim, capital da Alemanha, também foi dividida em Berlim Ocidental (capitalista, controlada pelos EUA) e Berlim Oriental (comunista, controlada pela URSS). Em 13 de agosto de 1961 foi construído o Muro de Berlim, como a cidade ficava no território da Alemanha Oriental (comunista) o muro foi construído de forma a que circulasse toda a parte Ocidental (capitalista). Sair de Berlim Ocidental somente era possível por trem (sem que houvesse paradas em solo Oriental) ou por avião. A cidade acabou se tornando no cartão de visitas dos dois blocos (capitalistas e comunistas).


4- Tema:  Período Vargas 

Era Vargas
            A Era Vargas é o nome que se dá ao período em que Getúlio Vargas governou o Brasil por 15 anos, ininterruptos (de 1930 a 1945).
            Essa época foi um divisor de águas na história brasileira, por causa das inúmeras alterações que Vargas fez no país, tanto sociais quanto econômicas.

Breve Histórico de Getúlio Vargas
            Getúlio Dornelles Vargas (19/4/1882 – 24/8/1954) foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. De origem gaúcha (nasceu na cidade de São Borja), Vargas foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.

Resumo do Governo de Getúlio Vargas
            O governo provisório de 1930 a 1934 O populismo: conseguiu o apoio dos trabalhadores das camadas populares Criação do DIP (Depto de Imprensa e Propaganda – Ditadura): censura Leis Trabalhistas: salário mínimo e direito para os trabalhadores na Industrialização: criação de empresas estatais e infra-estrutura para o país Nacionalismo: contra a entrada de empresas estrangeiras, Controle dos sindicatos, Falta de democracia e perseguição aos opositores políticos (durante o Estado Novo – 1937 a 1945) Entrada do Brasil na 2º Guerra Mundial ao lado dos Aliados Vargas foi deposto por militares em 1945.

Revolução de 1930
            Revolução de 1930 e entrada no poder Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a Revolução de 1930, que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934. Fecha o Congresso Nacional em 1937, instala o Estado Novo e passa a governar com poderes ditatoriais.           Sua forma de governo passa a ser centralizadora e controladora. Criou o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) para controlar e censurar manifestações contrárias ao seu governo. Perseguiu opositores políticos, principalmente partidários do comunismo. Enviou Olga Benário, esposa do líder comunista Luis Carlos Prestes, para o governo nazista.

Realizações Vargas - criou a Justiça do Trabalho (1939), instituiu o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT. Os direitos trabalhistas também são frutos de seu governo: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas. GV investiu muito na área de infra-estrutura, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e estatística). Saiu do governo em 1945, após um golpe militar. O Segundo Mandato Em 1950, Vargas voltou ao poder através de eleições democráticas. Neste governo continuou com uma política nacionalista. Criou a campanha do "Petróleo é Nosso” que resultaria na criação da Petrobrás. O suicídio de Vargas.

O Período Constitucional de Getúlio Vargas
            Em 1934, no entanto, o país ganha uma Constituição. Getúlio Vargas é eleito presidente. Este governo constituicional durou três anos até 1937. Foram anos conturbados, em que ocorre certa polarização na política nacional. De um lado ganha força a esquerda, representada principalmente pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) e pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB); de outro a direita, que ganha forma num movimento de inspiração fascista chamado Integralismo. Uma articulação revolucionária de esquerda é tentada em 1935, chamada de Intentona Comunista, por parte de um setor das forças armadas e de alguns indivíduos ligados a URSS. Um dos principais líderes desse movimento foi o ex-tenente do exército Luís Carlos Prestes, que fica preso e ficou incomunicável por 8 anos.

Os Grandes Movimentos Políticos
            Os grandes movimentos políticos do período: Além de serem fortemente ideológicos, de direita e de esquerda, a AIB e a ANL têm outra novidade. Ambos trazem conteúdos programáticos nacionais, ao contrário dos antigos partidos estaduais da República Velha.

A Ação Integralista Brasileira (AIB)
            Surgida em 1932 com a publicação do Manifesto Nação Brasileira feito pelo líder do movimento, Plínio Salgado, um ex-membro do PRP. Era um fascismo adaptado ao Brasil, com apenas pequenas modificações. Defendia os valores da pátria, família e propriedade e era anti-comunista. Incluía membros da antiga oligarquia, a alta hierarquia militar, o alto clero e uma parcela significativa das classes populares. Por isso, chegou a ter 500 mil membros. Tinha ainda a simpatia de Getúlio Vargas, tendo membros dentro do governo. De 1932 a 1935, reprimiu manifestações de esquerda com grupos paramilitares, de forma similar ao praticado pelo movimento fascista italiano.

A Aliança Nacional Libertadora (ANL)
            Esta surge como reação à AIB e é fundamentalmente de esquerda. Tem como seu presidente de honra o líder tenentista – depois adepto do comunismo – Luís Carlos Prestes. O PCB se articulava dentro da ANL. Essa organização teve muito menos adesão numérica do que a AIB, tendo um máximo de apenas 50 mil membros. Havia choques na rua entre a AIB e a ANL.

Insurreição Comunista de 1935
            Chamada pejorativamente de ‘Intentona’, foi um movimento partido de dentro da ANL que tentou tomar o poder. Tinha Prestes como líder e articulador dos setores militares. A insurreição toma o controle da cidade de Natal e mobiliza forças em Recife, Olinda e no Rio de Janeiro. Foi facilmente debelado pelo Exército.

Plano Cohen (1937)
            Chegando perto do fim do seu mandato, Vargas forja o que seria um plano comunista para tomar o poder, o Plano Cohen. Ele pede estado de guerra ao Congresso e este concede. Depois, ele fecha o Congresso, anuncia uma nova Constituição e extingue os partidos, a AIB e a ANL.

 Portal São Francisco

3  Bimestre

Temas: 
1- O Nacionalismo na África e na Ásia - e as Lutas pela Independências.
2- Guerra Fria.
3- Contextualização e Consequências da guerra fria para o Brasil.
4- Populismo e Ditadura Militar no Brasil.
5- A ditadura militar foi implantada no Brasil 

4º Bimestre


Temas:
1- Redemocratização no Brasil.
2- Os Estados Unidos da América após a Segunda Grande Guerra Mundial.
3- Movimentos Sociais e Culturais nas décadas de 1950-1960 e 1970.



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