Exposição de Temas

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Planejamento de aulas para os 9 anos A e B

Planejamento de Aulas para os 9º anos A e B, para os 1º ao 4º- Bimestre

1º  Bimestre

Tema -1 :  Imperialismo e Neocolonialismo

História do Imperialismo na África
       Na segunda metade do século XIX, a África foi colonizada e explorada por nações europeias, principalmente, Reino Unido (Inglaterra), França, Bélgica, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. Este período é conhecido como neocolonialismo.
          Como a Europa passava pelo processo de Revolução Industrial, necessitava de matéria primas, fontes de energias e principalmente de novos mercados consumidores para suas mercadorias produzidas nas industrias europeias . Uma solução encontrada foi a exploração de regiões na Ásia, África e Oceania. 

Partilha da África 
        Tanto a partilha como a ocupação efetiva foram impulsionadas pela concorrência entre as várias economias industriais, buscando obter e preservar mercados, pela pressão econômica de 1880 que desencadeou o expansionismo europeu. Como consequência da articulação desses processos, assistiu-se ao imperialismo que agressivamente conquistou áreas de influências , protetorados e colônias, em particular no continente africano.
              Não é difícil compreender que o imperialismo de fins do século XIX esteve ligado ao desenvolvimento do sistema capitalista, em uma fase cuja a inovação é a forma como se articula política e economia, na qual o Estado assumiu, decisivamente, o papel de parceiro e interventor econômico.


Conferência de Berlim
        A partilha da África, realizada de forma despótica, teve seu ápice quando da realização da Conferência de Berlim, que iniciou em 1884 e durou até o ano subsequente. 
        A conferência contou com a participação de 15 países, 13 eram pertencentes a Europa e o restante advindo do Estados Unidos da América e Turquia. Apesar dos Estados Unidos da América não possuírem colônias no continente africano, era um poderio que se encontrava em fase de crescimento, visando assim a conquista de novos territórios.
      Vários temas foram abordados durante a Conferência, porém, o objetivo maior era a elaboração de um conjunto de regras que dispusessem sobre a conquista da África pelas potências coloniais da forma mais ordenada possível, mas acabou resultando em uma divisão nada pacífica . 
        A Inglaterra e a França, foram os países que mais abocanharam o maior número de países africanos, em segundo lugar Portugal, Bélgica, Espanha e Itália. No caso da Alemanha, Holanda, Dinamarca Suécia, Áustria, Hungria e o Império Otomano. Estes páíses ficaram fora da partilha e os Estados Unidos da Amária.
         Os países europeus que foram beneficiados na divisão da África eram potências comerciais ou industriais que já possuíam negócios mesmos  que indiretos com o Continente Africano. 
          Durante a conferência houve um momento de tensão muito sério. Tudo se deu devido a um plano apresentado por Portugal, conhecido como Mapa Cor de Rosa, no qual ele esbouçou a intensao de ligar Angola e Moçambique a fim de aprimorar a comunicação entre as duas colônias e tornar mais fácil o comércio e o transporte de mercadorias.
        A aprovação da ideia foi unânime, até o momento em a Inglaterra, que Portugal considerava sua aliada, se opôs veemente e ameaçou por meio de um ultimato que ficou conhecido na história pelo nome de ultimato Britânico de 1890 - declarar guerra a Portugal caso esse não desistisse de seus planos. Portugal agiu com bom senso, pois temendo represálias, abandonou a ideia.
      A Alemanha perderia suas poucas colônias após a Primeira Grande Guerra Mundial, acontecendo a mesma coisa com a Itália na Segunda Grande Guerra Mundial.  O quadro ficou assim definido após o termino da Conferência. 
        A Inglaterra tornou-se a dirigente de toda África Austral, pertencente à parte Sul. Banhada pelo Oceano Índico e pelo Oceano Atlântico em seu litoral ocidental, exceto Angola e Moçambique - colônias portuguesas ao sudoeste africano e da África Oriental com poucas exceções - A Costa Ocidental e o Norte foram repartidos com a França, Espanha e Portugal. A região do Congo ficou com os belgas e franceses. 
        No começo do século XX, o continente africano se encontrava em condições lamentáveis, totalmente cortado em pedaços, um para cada ocupante imperialista europeu. 
        A economia tradicional ou de subsitência foi totalmente desarticulada quando ao ingresso de cultivos destinados exclusivamente para o sustento e bem-estar das carências das Metrópoles.
       Na colonização, a África foi retalhada  com interesses e benfeitorias dos europeus, tribos aliadas  foram separadas e tribos inimigas foram unidas em um mesmo local. É por este motivo também que nos dias de hoje ocorrem tantas guerras civis. 

Tema -2 : Primeira  Guerra Mundial 

A Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918)
Introdução: 
         Um dos primeiros sinais dessa vindoura crise se deu por meio de um intensa corrida armamentista. Preocupados em manter e conquistar territórios, os países europeus investiam em uma pesada tecnologia de guerra e empreendiam meios para engrossar as fileiras de seus exércitos. Nesse último aspecto, vale lembrar que a ideologia nacionalista alimentava um sentimento utópico de superioridade que abalava o bom entendimento entre as nações. 

Tríplice Aliança - formada inicialmente pelos países: Alemanha, Império Austro-Húngaro e pela Itália.

Tríplice Entente - formada inicialmente pelos países: Rússia, França e Inglaterra. 

        Mediante a este contexto, estava formado o terrível "barril de pólvora" que explodiria com o início da guerra em 1914.
        Utilizando da disputa pela região dos Bálcãs, a Europa detonou um conflito que inaugurava o terrível poder de armamentos como: metralhadoras, submarinos, tanques de guerra, aviões e gases venenosos. Ao longo de quatro anos, a destruição e a morte de milhares de pessoas compuseram a revisão do antigo paradigma que lançava o mundo europeu como um modelo a ser seguido. 

Estratégias da Guerra
         A iniciativa da guerra partiu da Alemanha que executou o Plano Von Sclilieffen, isto é, uma plano de guerra elaborado elo general alemão que deu nome a esse plano. A estratégia consistia em atacar pelo Leste e defender-se pelo Oeste.
        A princípio, a guerra assumiu um caráter de "movimento", isto é, o deslocamento de tropas e os ataques rápidos e fulminante (isso abrangeu os dois primeiros anos da guerra). A partir de 1916, a guerra assumiu o caráter de "posição", ou seja, buscava-se preservar as regiões ocupadas por meio do estabelecimento de posições estratégicas. Para tanto, a forma de combate adequada era das "trincheiras"
        A Primeira Grande Guerra Mundial foi reconhecida como a guerra das trincheiras em virtude das extensas batalhas que foram travadas desse modo. O horror vivido nas trincheiras trouxe uma conotação apocalíptica  para aqueles que viveram com aquele momento, como relata vários escritores que participaram da guerra. 
       Os soldados entrincheirados sofriam, de forma impotentes, bombardeios e lançamentos de gases venenosos como a imperita (gás mostarda). 
Além disso, a umidade e o frio acabavam trazendo várias doenças, como o pé-de-trincheira, que provocava o apodrecimento dos pés, entre outros danos.
         Ao longo da guerra, o uso de novas armas, aperfeiçoadas pela industria bélica, aliado a novas invenções como o aviões e os tanques de guerra, deu aos combates uma característica de impotência por parte dos soldados. Milhares de homens morreram instantaneamente em bombardeios ou envoltos em imensas nuvens de gases tóxicos. 

As Principais Consequências da Primeira Grande Guerra Mundial
      Durante a Primeira Grande Guerra Mundial, morreram aproximadamente 9 milhões de pessoas (entre civis e militares). O número de feridos, entre civis e militares ficou em cerca 30 milhões de pessoas.
- Desenvolvimento de vários armamentos de guerra como por exemplo, tanques de guerra e aviões de guerra.
- Desintegração dos Impérios Otomanos e Austro-Húngaro
- Fortalecimento dos Estados Unidos da América no cenário político e militar mundial.
- Criação da Liga das Nações, com o objetivo de garantir a paz mundial
- Assinatura do Tratado de Versalhes que impôs uma série de penalidades a derrotada Alemanha.
- Geração de crise econômica na Europa em função da devastação causada pela Grande Guerra Mundial e também dos elevadíssimos gastos militares
- Fortalecimento e desenvolvimento da industrialização brasileira.
- Surgimento do sentimento de revanchismo na Alemanha, em função das duras penalidades impostas pelo Tratado de Versalhes.

Brasil na Primeira Grande Guerra Mundial 
        Nos primeiros anos da guerra , o Brasil permaneceu neutro. Porém em abril de 1917, com o ataque de um submarino alemão que atacou um navio brasileiro, que estava carregado de café. Neste ataque que foi próximo ao litoral francês, três brasileiros foram mortos . Em maio outro navio brasileiro foi atacado, agora o Tijuca, navegando em águas francesas, foi torpedeado por um submarino alemão. Estes fatos foram determinantes para o Brasil tomar uma decisão pela entrada no conflito contra a Alemanha e seus aliados.
       A participação do Brasil ao declarar guerra e assumir contra a Tríplice Aliança, no entanto não se foi enviado ajuda militar e sim medicamentos e equipes de assistências medicas para ajuda aos feridos da Tríplice Entente.

Benefícios da Primeira Guerra Mundial para a Economia Brasileira
    Durante os quatro anos da Primeira Guerra Mundial, os países europeus envolvidos no conflito voltaram a sua produção de suas industrias para a fabricação de armamentos  equipamentos para soldados. Desta forma, o Brasil ficou sem opções para importar produtos manufaturados da Europa. Ricos cafeicultores brasileiros aproveitaram o momento e investiram capital acumulados nas industrias, favorecendo assim a industrialização do Brasil. 

Tratado de Versalhes
         Tratado de Versalhes foi assinado foi assinado em 1919, foi um acordo de paz, assinado pelos países europeus.
         A Alemanha assumiu a responsabilidade pelo conflito mundial, comprometendo-se a cumprir uma série de exigências politicas, econômicas e militares. Estas exigências foram impostas a Alemanha pelas nações vencedoras da Primeira Grande Guerra Mundial. 

Algumas das Exigências Impostas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes
- Reconhecimento da Independência da Áustria
- Devolução dos territórios da Alcácia-Lorena à França
- Devolução à Polônia das províncias de Posen e Prússia Ocidental 
- As cidades alemãs de Malmedy e Eipen passaram a ser controladas pela Bélgica
- Pagamento aos países vencedores, principalmente  França e Inglaterra, uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra. Este valor foi estabelecido em 270 bilhões de marcos. 
- A Alemanha deveria ter um ou seu exército reduzido a 100 mil homens no máximo 
- Redução da Marinha alemã para 15 mil marinheiros, seis navios de guerra e seis cruzadores. 

Participação das Mulheres na Primeira Grande Guerra Mundial
        Durante a Primeira Grande Guerra Mundial, as mulheres que viviam nos países envolvidos no conflito, sofreram as consequências. Enquanto os homens deslocavam-se em grande quantidades para os campos de batalhas, as mulheres de classe media e alta passaram a trabalhar fora de casa.
     No campo as mulheres ficaram responsáveis pela produção agrícola e pela criação de animais. As que viviam nas cidades foram trabalhar com transportes, dirigindo ônibus e caminhões, e, também dirigiram-se para s campos de batalhas para trabalhar como enfermeiras, cozinheiras, motoristas de ambulâncias e etc...
    Apesar da guerra trazer grandes sofrimentos, acabou no campo das lutas femininas trazer alguns elementos de conquistas para o campo das mulheres, que vão contribuir pela emancipação das mulheres, em vários países; por exemplo: as mulheres puderam se consolidar como profissionais e adquiriram a independência financeira. 
      Muitas mulheres conseguiram garantir melhores condições de trabalho e conquistaram um direito muito importante: estudar em universidade, melhor do que isso, foi a conquista da legalização do voto feminino em vários países, logo após a guerra.
     Também ocorreram mudanças expressivas no comportamento feminino. As mulheres alcançaram a liberdade de poderem saírem sozinhas e dirigir automóveis, passaram a usar roupas mais confortáveis e aderiram ao uso de cosméticos.
Tema -3:  Revolução Russa e o Stalinismo


Revolução Russa 
         No final do século XIX,  países como a Inglaterra, França e Bélgica encontravam-se em acelerado processo de industrialização. Enquanto isso, no Império Russo que era governado por Czar Nicolau II, a situação era bem diferente.
Em 1890 a Rússia começou a sua industrialização com investimentos da França, Inglaterra e Alemanha. Estas condições vão permitir que as ideias socialistas evoluía dentro da Rússia. Inspirados nestas ideias surgiram os partidos políticos.
          No começo do século XX a Rússia, era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo.
               Em 1903 o partido se divide em dois: 
Bolcheviques: - os membros deste partido que defendiam a conquista do poder através da luta armada, liderados por Lenin. 

Mencheviques: - os membros deste partido defendiam que era necessário esperar o pleno desenvolvimento do capitalismo e proletariado operariado  para começar a revolução, que seria liderada pela burguesia e apoiada pelos operários e os camponeses. 
         Em 1904, a Rússia esteve em guerra com o Japão, disputando territórios no Extremo Oriente e foi derrotada. 
         Esse conflito deu origem a Revolução de 1905 que foi uma paralisação geral de trabalhadores que exigiam melhores salários e protestavam contra as demissões.
         Em manifestação em janeiro de 1905, o exército de Czar, chamado cossacos avança sobre os manifestantes, esse episódio fica conhecido como o Domingo Sangrento. 
         Esse episódio deu origem aos primeiros sovietes, que erm organizações de operários, camponeses, soldados e marinheiros, que lideraram revoltas contra a política czarista. 
Em 1917, dois fatos vão contribuir na Revolução. 

a) - A morte de Rasputim, um monge, conselheiro de Czar - com a sua morte tornou-se pública a desmoralização e a corrupção do governo de Czar.

b) - Outro fato é a participação da Rússia na Primeira Grande Guerra Mundial.

        Em fevereiro de 1917, surgiu uma revolução burguesa que ficou conhecida como a Revolução de Fevereiro. 


Governo Provisório
    Lyon e Kerenski, o governo não retirou o país da guerra e nem realizou as reformas reivindicadas, tornando seu governo tão impopular quanto o do Nicolau II.
  Em 23 de outubro de 1917, Lenin que voltou á Rússia clandestinamente impulsionou a Revolução. Os revolucionários tomaram pontos estratégicos de São Petersburgo e invadiram o Palácio obrigando Kerenski a fugir passando o poder aos bolcheviques.
             Lenin assume a direção da Rússia - ao assumir o poder, adotou as seguintes medidas para amenizar a crise do país, distribuição de terras aos camponeses, retirou a Rússia da guerra, nacionalizou as industrias e bancos estrangeiros. 
Entre 1918 a 1921, houve uma guerra civil entre o exército chamado "Branco" que queria o retorno do modelo de Czar - Nicolau II e o exército chamado "Vermelho", o exército dos revolucionários. 
           Em 1921 a guerra civil teve fim com a vitória do Exército Vermelho. E em 1923 a Republica Soviética Socialista Russa, criada em 1918 foi substituída pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas - (URSS).
            Lenin - ao terminar a guerra civil, implanta um plano econômico chamado: A Nova Política Econômica (NEP). 

Algumas das Medidas
- Liberdade de comércio interno. 
- Hierarquização ou diferenciação de salários.
- Retomada de relações comerciais.
- Negociação de empréstimos.
- Privatização de empresas com menos de 20 funcionários.

Esta política durou até 1928 e trouxe bos resultados.



Tema -4:  A  República no Brasil: 

As Contradições da Modernização e o Processo de Exclusão Política Econômica e Social das Classes Populares até a década de 1930.
Brasil – A Primeira República
            O primeiro período republicano no Brasil, também chamado de Primeira República, e durou de 1889 a 1930. Foi controlado pelas oligarquias agrárias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, ligadas à cultura cafeeira. De 1889 a 1894, o Brasil foi dominado pelos setores militares envolvidos diretamente na proclamação da República. Chefe do governo provisório, o marechal Deodoro da Fonseca assumiu a Presidência em 1891.
            Desfavorecido pela oposição do Congresso à sua política econômica, Deodoro renunciou em novembro do mesmo ano. Seu vice, Floriano Peixoto, assumiu o governo e usou o apoio popular para radicalizar a luta contra os monarquistas.

Presidência civil
            Republicano histórico, Prudente de Moraes, que governou entre 1894 e 1898, inaugurou a fase dos governos civis e a sucessão de presidentes eleitos pelo Partido Republicano Paulista (PRP) – Campos Salles (gravura ao lado) (de 1898 a 1902) e Rodrigues Alves (1902 a 1906) – e pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) – Afonso Pena (1906 a 1909) e Wenceslau Braz (1914 a 1918). Formado pelas oligarquias paulista, mineira e fluminense, o núcleo central do republicanismo controlou as eleições, fez presidentes e dominou o país.

Política dos governadores
            Com a intenção de garantir o domínio das grandes oligarquias sobre a república, o paulista Campos Salles montou um esquema de poder que ficou conhecido como “política dos governadores”: o presidente da República dava suporte aos candidatos oficiais nas disputas estaduais e os governadores apoiavam seu indicado nas eleições presidenciais. Para dar certo, o plano dependeu do poder dos coronéis sobre o eleitorado local e do controle da Comissão de Verificação de Poderes do Congresso Nacional, responsável pelos resultados eleitorais finais e pela diplomação dos eleitos.

Café-com-leite
            Com a política econômica voltada à cafeicultura e os governadores garantindo a sustentação das oligarquias regionais, implantou-se a república do café-com-leite – alusão à aliança que alternou paulistas e mineiros no poder. Nem o governo do marechal Hermes da Fonseca (1910 a 1914), dominado pelo senador gaúcho Pinheiro Machado e seu programa de “salvações militares”, abalou a aliança. Na verdade, as salvações não passavam de intervenções do governo federal nos estados (Bahia, Alagoas, Pernambuco, Ceará) para substituir as oligarquias de oposição por grupos políticos aliados ao poder central.

Divisões
            As primeiras rachaduras nessa estrutura aparecem no final da década de 1910. Em 1918, o paulista Rodrigues Alves é eleito para suceder o mineiro Venceslau Brás. Rodrigues Alves morre antes da posse, e paulistas e mineiros não chegam a um acordo para sua substituição. Lançam, então, o paraibano Epitácio Pessoa, que governa de 1919 a 1922. Seu sucessor é o mineiro Artur Bernardes (1922 a 1926), que não tem a unanimidade de paulistas e mineiros. Bernardes desperta uma oposição militar que desemboca nas revoltas tenentistas, tendo de governar sob estado de sítio. O paulista Washington Luís (1926 a 1930) também assume a Presidência sem a sustentação das lideranças de seu estado. Enfrenta o endividamento interno e externo do país, a retração das exportações e, a partir de 1929, os problemas provocados pela crise econômica mundial.

Aliança Liberal
            Pela política do café-com-leite, cabe ao PRM indicar o candidato à sucessão de Washington Luís. O partido já tem um nome, o do governador de Minas Gerais, Antônio Carlos. Sustentado pelo PRP, o presidente lança o nome de Júlio Prestes, governador de São Paulo. O gesto rompe o acordo das oligarquias paulista e mineira. Com o apoio do Rio Grande do Sul e da Parasíba, o PRM compõe a Aliança Liberal, que parte para a disputa tendo o gaúcho Getúlio Vargas como candidato a presidente e o paraibano João Pessoa, a vice. Em abril de 1930, a chapa de Júlio Prestes vence a eleição. Inconformados, os aliancistas provocam a Revolução de 1930, que põe fim à República Velha.

História
            Durante muito tempo a fase inicial da República brasileira foi chamada de “República Velha”.

            O termo nasceu após 1930, quando um movimento liderado por Getúlio Vargas derrubou os grupos políticos e sociais que então comandavam o país.

Portal São Francisco 


2º -   Bimestre


Tema - 1:  Nazifascismo ( nazismo e fascismo)

Fascismo

            O século XX foi marcado por uma série de conflitos armados de grandes proporções, mas em especial pela 2ª Guerra Mundial. O trauma gerado pela violência desse conflito se estende até os dias atuais e desperta a atenção de políticos e estudiosos quanto aos motivos que levaram ao surgimento de pensamentos pregados por regimes totalitários conhecidos como fascismo.



Símbolo do fascismo.
            A definição do que é o fascismo não é única. Pode-se determinar que o fascismo é uma vertente política de extrema direita surgida na Itália no século XX, cujo auge foi nas décadas de 1920 e 1940, e que foi criado pelo líder político Benito Mussolini.
            Neste período a Itália passava pela pior crise econômica de sua história devido a sua malfadada participação na 1ª Guerra Mundial (1914-1918) e da Crise de 1929, eventos que arrasaram também as bases políticas e sociais italianas e, do desespero, o fascismo surgiu como uma opção para solucionar tais problemas. Quanto as suas características, podemos afirmar que se destacam no fascismo: – Culto ao líder: a figura central do comando do país se baseava apenas em uma pessoa, um grande líder idolatrado pelas massas. – Totalitarismo:  o país possuía apenas um partido político, ou seja, era naturalmente antidemocrático, concentrando assim todas as decisões nas mãos do governo. – Nacionalismo: no fascismo, apenas a “cultura nacional oficial” era válida; as que estavam fora desse campo deveriam ser eliminadas. Os símbolos nacionais e a população seriam engrandecidos aqui através da propaganda política. – Militarismo: os regimes fascistas pregavam investimentos vultuosos na produção de equipamentos bélicos e na militarização de grande parte da sociedade, visando a expansão territorial.  Havia o culto à força física, em especial dos homens  jovens que, aos poucos, iam sendo treinados e preparados fisicamente para combates futuros. – Propaganda e censura: o controle do pensamento e dos meios de comunicação era fortemente manipulado pelos fascistas para inibir quaisquer críticas ao regime. Nesse período foram desenvolvidas diversas propagandas no cinema, no rádio, na TV, etc. para “vender o fascismo” como uma ideia única e coletiva, que visava apenas o bem de todos. – Ódio contra as minorias: dado ao fato de buscar unidade nacional, o fascismo buscar eliminar o diferente, perseguindo, prendendo e eliminando minorias em seus territórios, tais  como ciganos, minorias étnicas (o caso mais emblemático é a perseguição dos judeus na Alemanha Nazista) homossexuais,  intelectuais críticos ao regime, deficientes físicos, etc. – Antissocialismo ou antimarxismo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista. Defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos. Os dois maiores exemplos de fascismo foram os governos de Benito Mussolini e Adolf Hitler, na Itália e Alemanha, respectivamente. Outros países europeus nos anos que mediaram a primeira para a segunda guerra também viveram experiências parecidas, como Portugal no governo de Antônio de Oliveira Salazar e na Espanha no governo de Francisco Franco. Após 1945, com a vitória dos Aliados, os regimes fascistas entram em colapso, em especial devido aos crimes contra a dignidade humana cometidos por tais vertentes. No entanto, atualmente, existe uma nova leva de políticos e grupos sociais que se baseiam no ideário fascista, em especial devido aos problemas com imigrantes vividos por países europeus.  
Vinícius Carlos da Silva


Nazismo
          A partir do final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha mergulhou em uma crise econômica agravada ainda mais pelas enormes indenizações impostas pelo Tratado de Versalhes e pela ocupação do vale do Ruhr por França e Bélgica.
             No plano político, a situação também era grave, pois vários golpes de direita e esquerda se sucederam, todos fracassados. A crise econômica mundial de 1929 permitiu a ascensão ao poder do líder do partido Nazista, Adolf Hitler. Ele era extremamente nacionalista. Opunha-se aos judeus, num anti-semitismo cujas origens são difíceis de serem explicadas. Via nos judeus um fator de corrupção do povo alemão. Cristo e Marx, dois judeus, pregavam a igualdade entre os homens e a resignação, idéias que Hitler considerava nocivas ao povo alemão. Daí, surgiu sua doutrina racista, segundo a qual os homens eram desiguais por natureza. A raça superior era a dos arianos (germânicos), altos e alourados. Na Alemanha, eles existiam em estado puro, sendo, pois, a raça sob a humilhação do Tratado de Versalhes. O povo alemão deveria agrupar-se em um único estado: A Grande Alemanha, que reuniria todas as populações germânicas. Desprezava os povos latinos e principalmente os eslavos, os quais julgava que deveriam ser reduzidos à escravidão, dominados pelos germânicos. A pureza da raça ariana deveria ser defendida através da impiedosa perseguição aos judeus. A partir dessas idéias de Hitler, surgiu o Nazismo, um regime totalitário e militarista que se baseava numa mística heróica de regeneração nacional. 
         Estava legalizado o tolitarismo na Alemanha. Como Mussolini na Itália, Hitler detinha agora o poder absoluto em seu país. Com a ascensão de Hitler ao poder, o anti-semitismo e os atos de violência contra judeus se tornaram política de estado. Em abril de 1933 os judeus foram proibidos de praticar a medicina e a advocacia e de ocupar cargos públicos. Em 1935 judeus e demais minorias de sangue não-germânico foram privados de direitos constitucionais e proibidos de casar-se ou manter relações extramatrimoniais com cidadãos alemães ou de sangue ariano. 

Tema -2: Crise de 1929  
Crise de 1929
Introdução
         O ano de 1929 pode ser considerado o marco de uma das maiores crises do capitalismo. Foi o ano em os Estados foram abalados por uma grave crise econômica que repercutiu no mundo inteiro. 
        Durante a Primeira Grande Guerra Mundial, os Estados Unidos da América, foram os principais fornecedores dos países europeus, exportando grandes quantidades de produtos industrializados, alimentos e capitais (sob forma de empréstimos). 
        No pós-guerra, os Estados Unidos da América, tornaram-se a maior potência econômica do mundo. 
        Em 1920, a indústria norte americana produzia quase 50% de toda produção industrial do mundo. Foi quase toda década de 20, a prosperidade econômica gerou nos norte-americanos um clima de grande euforia e de consumo desenfreado, gerando o modo de vida, como modelo de progresso. (viver bem significava consumir mais).
        Porém, no final da década de 1920, a produção norte-americana atingiu um ritmo de crescimento muito maior do que a demanda por seus produtos, gerando uma crise de superprodução. 

Causas
        Até por volta de 1925, os países europeus lutavam com dificuldades para reconstruir a Europa.
        A Inglaterra, Alemanha e a França procuraram atualizar seus parques industriais e tomaram uma série de medidas protecionistas para reduzir as importações norte-americanas.
        Ao se aproximar de 1929, os Estados Unidos da America, produziam uma enorme quantidade de mercadorias para as quais não haviam compradores. 
        As indústrias perceberam então, a necessidade de reduzir o ritmo da produção. Com a diminuição das exportações para a Europa, as indústrias norte-americana começaram a aumentar seus estoques de produtos; pois não conseguiram mais vender como antes. Grandes partes destas empresas possuíam ações na Bolsa de Valores de Nova York e milhões de norte-americanos tinham investimentos nestas ações.

Efeitos da Crise de 1929
      Em outubro de 1929, percebendo a desvalorização das ações de muitas empresas, houve uma correria de investidores que pretendiam vender suas ações. O efeito foi devastador, pois as ações se desvalorizaram fortemente em poucos dias. Pessoas muito ricas passaram da noite para o dia, para a classe pobre. O numero de falências de empresas foi enorme e o desemprego atingiu quase 30% dos trabalhadores.
     A crise, também conhecida como "A grande Depressão", foi a maior de toda a história dos Estados Unidos da América. Como na época, diversos países do mundo mantinham relações comerciais com os Estados Unidos da América, a crise acabou se espalhando por quase todo continente. 

Efeitos da Crise de 1929 no Brasil
        A crise de 1929 afetou também o Brasil. Os Estados Unidos da América eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira. 

Tema -3:  Segunda Grande Guerra Mundial

   AS MEDIDAS DO TRATADO DE VERSALHES       
            O Tratado de Versalhes, inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Grande Guerra Mundial.
         Na Itália estava crescendo o Partido Fascista, liderado por Benito Mussolini que se torno o poderoso na Itália com poderes sem limites.
            Crise na Alemanha e na Itália, com milhões de desempregados. Uma das soluções tomadas pelos governos fascistas destes países foi a industrialização, principalmente na criação de indústria de armamentos e equipamentos bélicos (aviões de guerra, navios de guerra, tanques de guerra, etc.). 
        O marco inicial ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polônia. De imediato, a França e Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de alianças militares existentes na época, formaram-se dois grupos:
Aliados: liderados pela Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos  da América.
Eixo:  liderados pela Alemanha, Itália e Japão.
        No período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no Norte da África. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e território da Líbia. 
       



A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NA EUROPA
     O regime de Hitler ambicionava criar um novo e vasto império cujo território unisse a Alemanha e o leste da Europa em um só país, um "espaço vital" (Lebensraum) para assegurar o crescimento germânico em termos populacionais e econômicos, com acesso a mais recursos naturais que os que existiam em solo alemão. Segundo os idealizadores do projeto de domínio alemão sobre Europa, tal império somente poderia ser construído através de uma guerra.
            Depois de assegurar a neutralidade da União Soviética, através do Pacto de Não-Agressão Germano-Soviético de agosto de 1939, a Alemanha deu início à II Guerra Mundial ao invadir a Polônia no dia 1 de setembro de 1939. No dia 3 de setembro do mesmo ano, a Inglaterra e a França responderam à agressão com declarações de guerra aos alemães. Em um mês, a Polônia foi derrotada pela combinação das forças alemãs e soviéticas, e teve seu território dividido entre a Alemanha nazista e a União Soviética.
A relativa calmaria que ocorreu logo após a derrota da Polônia, terminou no dia 9 de abril de 1940, quando as forças alemãs invadiram a Noruega e a Dinamarca. Em 10 de maio daquele mesmo ano, a Alemanha iniciou uma série de ataques contra a Europa ocidental, invadindo os Países Baixos - Holanda, Bélgica, e Luxemburgo—que haviam assumido uma postura de neutralidade, e também ocuparam a França. Em 22 de junho de 1940, franceses colaboracionistas assinaram um tratado de cessar-fogo com a Alemanha, autorizando este último país a ocupar a parte norte da França, bem como a costa mediterrânea, e criando um regime pró-nazista no sul daquele país, com sede na cidade de Vichy.
Encorajada pela Alemanha, em junho de 1940 a União Soviética ocupou os países bálticos-- Lituânia, Letônia e Estônia--anexando-os formalmente à URSS. A Itália, como parte do “Eixo”, países aliados à Alemanha, aderiu à guerra em 10 de junho de 1940. Entre 10 de julho e 31 de outubro de 1940, os nazistas levaram a cabo uma intensa batalha aérea contra a Inglaterra, conhecida como a “Batalha da Inglaterra”, no fim da qual foram derrotados.
            Após garantir sua posição na região dos Bálcãs, através da invasão da Iugoslávia e da Grécia em 6 de abril de 1941, os alemães e seus aliados invadiram a União Soviética em 22 de junho de 1941, em violação direta aos termos do Pacto de Não-Agressão Germano-Soviético. Em junho e julho de 1941, os alemães também ocuparam os estados bálticos. O chefe de estado soviético, Joseph Stalin, opôs-se à Alemanha nazista e seus parceiros do “Eixo”, tornando-se a partir daquele momento um importante líder das forças Aliadas. Durante o verão e o outono de 1941, as tropas alemãs avançaram sobre o território soviético, mas a forte resistência oferecida pelo Exército Vermelho impediu que capturassem as cidades-chave de Leningrado (atual São Petersburgo) e Moscou. Em 6 de dezembro de 1941, as tropas soviéticas contra-atacaram, fazendo com que as forças alemãs saíssem definitivamente dos arredores de Moscou. Um dia depois, em 7 de dezembro de 1941, o Japão, país membro do Eixo, bombardeou Pearl Harbor, no estado norte-americano do Havaí, e imediatamente os Estados Unidos declarou guerra ao Japão. Em 11 de dezembro a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos. O conflito militar ampliava-se através dos continentes.

Fascismo
            O século XX foi marcado por uma série de conflitos armados de grandes proporções, mas em especial pela 2ª Guerra Mundial. O trauma gerado pela violência desse conflito se estende até os dias atuais e desperta a atenção de políticos e estudiosos quanto aos motivos que levaram ao surgimento de pensamentos pregados por regimes totalitários conhecidos como fascismo.

Símbolo do fascismo.
            A definição do que é o fascismo não é única. Pode-se determinar que o fascismo é uma vertente política de extrema direita surgida na Itália no século XX, cujo auge foi nas décadas de 1920 e 1940, e que foi criado pelo líder político Benito Mussolini.
            Neste período a Itália passava pela pior crise econômica de sua história devido a sua malfadada participação na 1ª Guerra Mundial (1914-1918) e da Crise de 1929, eventos que arrasaram também as bases políticas e sociais italianas e, do desespero, o fascismo surgiu como uma opção para solucionar tais problemas. Quanto as suas características, podemos afirmar que se destacam no fascismo: – Culto ao líder: a figura central do comando do país se baseava apenas em uma pessoa, um grande líder idolatrado pelas massas. – Totalitarismo:  o país possuía apenas um partido político, ou seja, era naturalmente antidemocrático, concentrando assim todas as decisões nas mãos do governo. – Nacionalismo: no fascismo, apenas a “cultural nacional oficial” era válida; as que estavam fora desse campo deveriam ser eliminadas. Os símbolos nacionais e a população seriam engrandecidos aqui através da propaganda política. – Militarismo: os regimes fascistas pregavam investimentos vultuosos na produção de equipamentos bélicos e na militarização de grande parte da sociedade, visando a expansão territorial.  Havia o culto à força física, em especial dos homens  jovens que, aos poucos, iam sendo treinados e preparados fisicamente para combates futuros. – Propaganda e censura: o controle do pensamento e dos meios de comunicação era fortemente manipulado pelos fascistas para inibir quaisquer críticas ao regime. Nesse período foram desenvolvidas diversas propagandas no cinema, no rádio, na TV, etc. para “vender o fascismo” como uma ideia única e coletiva, que visava apenas o bem de todos. – Ódio contra as minorias: dado ao fato de buscar unidade nacional, o fascismo buscar eliminar o diferente, perseguindo, prendendo e eliminando minorias em seus territórios, tais  como ciganos, minorias étnicas (o caso mais emblemático é a perseguição dos judeus na Alemanha Nazista) homossexuais,  intelectuais críticos ao regime, deficientes físicos, etc. – Antisocialismo ou antimarxismo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista. Defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos. Os dois maiores exemplos de fascismo foram os governos de Benito Mussolini e Adolf Hitler, na Itália e Alemanha, respectivamente. Outros países europeus nos anos que mediaram a primeira para a segunda guerra também viveram experiências parecidas, como Portugal no governo de Antônio de Oliveira Salazar e na Espanha no governo de Francisco Franco. Após 1945, com a vitória dos Aliados, os regimes fascistas entram em colapso, em especial devido aos crimes contra a dignidade humana cometidos por tais vertentes. No entanto, atualmente, existe uma nova leva de políticos e grupos sociais que se baseiam no ideário fascista, em especial devido aos problemas com imigrantes vividos por países europeus.  
Vinícius Carlos da Silva


Nazismo
          A partir do final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha mergulhou em uma crise econômica agravada ainda mais pelas enormes indenizações impostas pelo Tratado de Versalhes e pela ocupação do vale do Ruhr por França e Bélgica.
             No plano político, a situação também era grave, pois vários golpes de direita e esquerda se sucederam, todos fracassados. A crise econômica mundial de 1929 permitiu a ascensão ao poder do líder do partido Nazista, Adolf Hitler. Ele era extremamente nacionalista. Opunha-se aos judeus, num anti-semitismo cujas origens são difíceis de serem explicadas. Via nos judeus um fator de corrupção do povo alemão. Cristo e Marx, dois judeus, pregavam a igualdade entre os homens e a resignação, idéias que Hitler considerava nocivas ao povo alemão. Daí, surgiu sua doutrina racista, segundo a qual os homens eram desiguais por natureza. A raça superior era a dos arianos (germânicos), altos e alourados. Na Alemanha, eles existiam em estado puro, sendo, pois, a raça sob a humilhação do Tratado de Versalhes. O povo alemão deveria agrupar-se em um único estado: A Grande Alemanha, que reuniria todas as populações germânicas. Desprezava os povos latinos e principalmente os eslavos, os quais julgava que deveriam ser reduzidos à escravidão, dominados pelos germânicos. A pureza da raça ariana deveria ser defendida através da impiedosa perseguição aos judeus. A partir dessas idéias de Hitler, surgiu o Nazismo, um regime totalitário e militarista que se baseava numa mística heróica de regeneração nacional. 
         Estava legalizado o totalitarismo na Alemanha. Como Mussolini na Itália, Hitler detinha agora o poder absoluto em seu país. Com a ascensão de Hitler ao poder, o anti-semitismo e os atos de violência contra judeus se tornaram política de estado. Em abril de 1933 os judeus foram proibidos de praticar a medicina e a advocacia e de ocupar cargos públicos. Em 1935 judeus e demais minorias de sangue não-germânico foram privados de direitos constitucionais e proibidos de casar-se ou manter relações extramatrimoniais com cidadãos alemães ou de sangue ariano. 

CONSEQUÊNCIAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Marcos Emílio Ekman Fabe

            A maior e pior consequência da Segunda Guerra foi, sem dúvida, os milhares de soldados e civis mortos durante o conflito. Somente entre judeus foram aproximadamente 6 milhões de perdas, principalmente, em campos de concentração nazistas. Mas não foram somente judeus os que sofreram com os campos de concentração, milhares de poloneses, ciganos, homossexuais, eslavos entre outros tiveram o mesmo fim.

Tabela de mortos durante a Segunda Guerra Mundial
País
Militares
Civis
Total
URSS
10,7 milhões
11,4 milhões
22,1 milhões
Alemanha
5,5 milhões
1,8 milhões
7,3 milhões
França
212 mil
350 mil
562 mil
Itália
301 mil
153 mil
454 mil
Inglaterra
382 mil
68 mil
450 mil
EUA
416 mil
1.700
417,7 mil
No mundo
25 milhões
41,6 milhões
66,6 milhões

          A Segunda Grande Guerra foi o conflito bélico com o maior número de baixas da história da humanidade. Nunca uma guerra produziu tantos mortos entre civis e militares. Por outro lado, o motivo para o baixo número de mortes civis nos Estados Unidos ocorreu por não ter ocorrido guerra em seu território.
            Já a Alemanha, derrotada na Guerra, foi dividida em Alemanha Ocidental (capital em Bonn), ficando debaixo da autoridade dos Estados Unidos, e Alemanha Oriental (capital em Berlim), ficando sob a tutela da União Soviética.

            Quanto a Berlim, capital da Alemanha, também foi dividida em Berlim Ocidental (capitalista, controlada pelos EUA) e Berlim Oriental (comunista, controlada pela URSS). Em 13 de agosto de 1961 foi construído o Muro de Berlim, como a cidade ficava no território da Alemanha Oriental (comunista) o muro foi construído de forma a que circulasse toda a parte Ocidental (capitalista). Sair de Berlim Ocidental somente era possível por trem (sem que houvesse paradas em solo Oriental) ou por avião. A cidade acabou se tornando no cartão de visitas dos dois blocos (capitalistas e comunistas).


Tema - 4:  Período Vargas 

Era Vargas

            A Era Vargas é o nome que se dá ao período em que Getúlio Vargas governou o Brasil por 15 anos, ininterruptos (de 1930 a 1945).
            Essa época foi um divisor de águas na história brasileira, por causa das inúmeras alterações que Vargas fez no país, tanto sociais quanto econômicas.

Breve Histórico de Getúlio Vargas
            Getúlio Dornelles Vargas (19/4/1882 – 24/8/1954) foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. De origem gaúcha (nasceu na cidade de São Borja), Vargas foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.

Resumo do Governo de Getúlio Vargas
            O governo provisório de 1930 a 1934 O populismo: conseguiu o apoio dos trabalhadores das camadas populares Criação do DIP (Depto de Imprensa e Propaganda – Ditadura): censura Leis Trabalhistas: salário mínimo e direito para os trabalhadores na Industrialização: criação de empresas estatais e infra-estrutura para o país Nacionalismo: contra a entrada de empresas estrangeiras, Controle dos sindicatos, Falta de democracia e perseguição aos opositores políticos (durante o Estado Novo – 1937 a 1945) Entrada do Brasil na 2º Guerra Mundial ao lado dos Aliados Vargas foi deposto por militares em 1945.

Revolução de 1930
            Revolução de 1930 e entrada no poder Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a Revolução de 1930, que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934. Fecha o Congresso Nacional em 1937, instala o Estado Novo e passa a governar com poderes ditatoriais.           Sua forma de governo passa a ser centralizadora e controladora. Criou o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) para controlar e censurar manifestações contrárias ao seu governo. Perseguiu opositores políticos, principalmente partidários do comunismo. Enviou Olga Benário, esposa do líder comunista Luis Carlos Prestes, para o governo nazista.

Realizações Vargas - criou a Justiça do Trabalho (1939), instituiu o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT. Os direitos trabalhistas também são frutos de seu governo: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas. GV investiu muito na área de infra-estrutura, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e estatística). Saiu do governo em 1945, após um golpe militar. O Segundo Mandato Em 1950, Vargas voltou ao poder através de eleições democráticas. Neste governo continuou com uma política nacionalista. Criou a campanha do "Petróleo é Nosso” que resultaria na criação da Petrobrás. O suicídio de Vargas.

O Período Constitucional de Getúlio Vargas
            Em 1934, no entanto, o país ganha uma Constituição. Getúlio Vargas é eleito presidente. Este governo constituicional durou três anos até 1937. Foram anos conturbados, em que ocorre certa polarização na política nacional. De um lado ganha força a esquerda, representada principalmente pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) e pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB); de outro a direita, que ganha forma num movimento de inspiração fascista chamado Integralismo. Uma articulação revolucionária de esquerda é tentada em 1935, chamada de Intentona Comunista, por parte de um setor das forças armadas e de alguns indivíduos ligados a URSS. Um dos principais líderes desse movimento foi o ex-tenente do exército Luís Carlos Prestes, que fica preso e ficou incomunicável por 8 anos.

Os Grandes Movimentos Políticos
            Os grandes movimentos políticos do período: Além de serem fortemente ideológicos, de direita e de esquerda, a AIB e a ANL têm outra novidade. Ambos trazem conteúdos programáticos nacionais, ao contrário dos antigos partidos estaduais da República Velha.

A Ação Integralista Brasileira (AIB)
            Surgida em 1932 com a publicação do Manifesto Nação Brasileira feito pelo líder do movimento, Plínio Salgado, um ex-membro do PRP. Era um fascismo adaptado ao Brasil, com apenas pequenas modificações. Defendia os valores da pátria, família e propriedade e era anti-comunista. Incluía membros da antiga oligarquia, a alta hierarquia militar, o alto clero e uma parcela significativa das classes populares. Por isso, chegou a ter 500 mil membros. Tinha ainda a simpatia de Getúlio Vargas, tendo membros dentro do governo. De 1932 a 1935, reprimiu manifestações de esquerda com grupos paramilitares, de forma similar ao praticado pelo movimento fascista italiano.

A Aliança Nacional Libertadora (ANL)
            Esta surge como reação à AIB e é fundamentalmente de esquerda. Tem como seu presidente de honra o líder tenentista – depois adepto do comunismo – Luís Carlos Prestes. O PCB se articulava dentro da ANL. Essa organização teve muito menos adesão numérica do que a AIB, tendo um máximo de apenas 50 mil membros. Havia choques na rua entre a AIB e a ANL.

Insurreição Comunista de 1935
            Chamada pejorativamente de ‘Intentona’, foi um movimento partido de dentro da ANL que tentou tomar o poder. Tinha Prestes como líder e articulador dos setores militares. A insurreição toma o controle da cidade de Natal e mobiliza forças em Recife, Olinda e no Rio de Janeiro. Foi facilmente debelado pelo Exército.

Plano Cohen (1937)
            Chegando perto do fim do seu mandato, Vargas forja o que seria um plano comunista para tomar o poder, o Plano Cohen. Ele pede estado de guerra ao Congresso e este concede. Depois, ele fecha o Congresso, anuncia uma nova Constituição e extingue os partidos, a AIB e a ANL.

 Portal São Francisco

3º  Bimestre

Temas -1: Descolonização da África e Ásia 

O Nacionalismo na África e na Ásia - e as Lutas pela Independências.
Descolonização da África
            O século XX foi marcado por movimentos, revoltas e acontecimentos. No continente africano foi o tempo das independências, que caminharam juntas à Guerra Fria, quando União Soviética e Estados Unidos polarizaram o mundo e, no contexto africano, foram decisivas com suas posições – por diferentes motivos – contrárias ao colonialismo.           As duas superpotências mundiais foram fundamentais na difusão do anticolonialismo e no apoio às jovens nações de África.
            Os processos de independência ocorreram de variadas formas. Seja por meio de conflitos violentos ou pela via da das negociações com as metrópoles, os africanos estiveram em busca de emancipação.
            As primeiras independências se deram na chamada África Mediterrânica, quando já no início do século XX o Egito conquista sua independência da Inglaterra em 1922, antes mesmo da Guerra Fria e suas conseqüências. A Etiópia, já independente no século XIX, volta a ser colonizada pela presença italiana, libertando-se novamente em 1941. Já a Líbia conquista sua emancipação em 1952, enquanto Madagascar, em disputa contra a França, viu sua luta chegar ao fim em 1947.
            Num tempo próximo Tunísia e Marrocos libertam-se dos franceses em 1956. Já a Argélia forma a Frente de Libertação Nacional, movimento que investia em guerrilhas contra o colonialismo francês desde 1954, e tem sua independência declarada em 1962.
Neste cenário a Conferência de Bandung, em 1956 é fundamental, pois reuniu diversos países africanos que se posicionaram criticamente em relação ao colonialismo.
            Os processos de independência na Costa do Ouro foram marcados por protestos pacíficos e em 1957 o governo britânico reconhece sua independência, quando o país passa a adotar o nome de Gana.
            O ano de 1960 ficou marcado como Ano Africano, pois um número expressivo de países conquistou sua independência do colonialismo francês e inglês, especialmente por meio de oposições pacíficas. Foi o caso de CamarõesCosta do MarfimBeninBurkina FasoNígerMaliSomáliaNigéria, Mauritânia e Gabão. Nos anos seguintes Serra LeoaTanzâniaQuêniaGambiaRuanda e Uganda tiveram suas independências decretadas.
            Entretanto, não só de oposição pacífica os processos de independência em África foram marcados. Houve um grande número de oposições armadas e conflitos violentos. É o caso da Nigéria, cuja trajetória no século XX representa a dificuldade em estabelecer um Estado livre. Nos primeiros anos da República Nigeriana muitos foram os casos de assassinato e guerra, ocorridos por divergências internas e movimentos separatistas.
O caso do Congo também é emblemático e seu processo de independência bastante conturbado. O Movimento Nacional Congolês já buscava pela emancipação desde 1958. Sua independência aconteceu em 1960 com a formação de um estado republicano e parlamentarista. Mas, pouco tempo depois, o Congo sofre um golpe militar, apoiado por nações como Bélgica, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos, e seu primeiro ministro foi torturado e morto.
            Já o governo português foi o que mais apresentou resistência aos processos de independência de suas colônias africanas, especialmente por conta da ditadura Salazarista (1932 – 1974) e sua posição conservadora em relação ao colonialismo. Mesmo assim enfrentou resistência em suas colônias, com movimentos contundentes pelas independências em Angola, em Moçambique, na Guiné e em Cabo Verde.
            Nas colônias portuguesas o processo de emancipação foi violento e cruel. Mais de cem mil soldados foram enviados para África e os pedidos pela independência ganharam força nos protestos. A descolonização da África foi pauta também da Revolução dos Cravos (1974).
Diversas foram as formas de conquista de emancipação por parte das colônias africanas. Seja por meio de luta armada ou da resistência pacífica foi somente no século XX que o continente africano garantiu a formação de suas nações e se viu livre dos colonizadores europeus.

MACEDO, José Rivair. História da África. São Paulo: Contexto, 2013.

A descolonização da Ásia

         A descolonização da Ásia aconteceu quase que simultaneamente com a Segunda Guerra Mundial, os asiáticos contaram com o apoio dos Estados Unidos e da ex-União Soviética.

            Para estruturar as colônias europeias no mundo foram necessários mais de quatro séculos, contando a partir do período das feitorias até a segunda metade do século XX.
            A independência do continente asiático se deu por duas causas: o enfraquecimento das nações européias após a Segunda Guerra Mundial e a eclosão de movimentos de luta pela independência.
            O processo de descolonização asiático contou com o apoio norte-americano e soviético. Isso é explicado pelo fato de que naquele momento desenrolava-se a Guerra Fria. Desse modo, ambos desejavam expandir suas áreas de influência do capitalismo e do socialismo, respectivamente, isso nos países que iriam emergir com a independência.
            A descolonização asiática sucedeu quase que simultaneamente com a Segunda Guerra Mundial. Muitas colônias se tornaram independentes entre 1945 e 1950, das quais podemos citar: Índia, Paquistão, Sri Lanka, Filipinas, Indonésia, Vietnã, Laos. A China promoveu a revolução socialista, em consequência disso pôs fim na dominação inglesa, alemã e japonesa em seu território. Em 1945, a Coreia deixou de se submeter aos domínios japoneses. Essa ex-colônia japonesa se dividiu em 1948, formando dois países: Coreia do Norte e Coreia do Sul.
O Camboja tornou-se independente da França em 1953. A Malásia e Cingapura conseguiram se libertar da colonização inglesa entre os anos de 1957 e 1965.
As colônias onde hoje se encontra o Oriente Médio se submeteram aos domínios europeus por muito tempo. Países como Líbano e Síria tiveram suas independências oficializadas em 1943 e 1946, respectivamente.
            O restante dos países que integram o Oriente Médio obteve a independência somente após a Segunda Guerra Mundial. Com exceção do Irã, que teoricamente nunca foi colônia de nenhuma metrópole européia.
            Em razão de muitos anos de intensa exploração por parte das metrópoles européias, as colônias se tornaram independentes, no entanto herdaram muitos problemas de caráter socioeconômico, os quais são percebidos até os dias atuais.
Eduardo de Freitas

Tema -2:  Guerra Fria.

Guerra Fria
          Após a Segunda Grande Guerra Mundial, alguns Estados Nações tornaram-se o centro político, econômico e militar mundial, em torno deles, outros países assumiram o papel de figurantes ou até mesmo de vítimas. 
     Um dos protagonistas foram os Estados Unidos do América. A União Soviética, a outra superpotência militar assumiu a condição de contra-ponto, exercendo também um papel de centro aglutinador de aliados fora da esfera de influência norte-americana.
Os Estados Unidos da América e a União Soviética terminaram a Segunda Grande Guerra Mundial como aliados. Sua atuação conjunta contra o Eixo foi decisiva para livrar a Europa do nazismo.
        Porém, ainda nem bem tinha terminado a guerra, as relações entre ambas já deteriorava. A tal ponto que em 1947, os especialistas começaram a falar em Guerra Fria, ou seja, um confronto indireto entre as superpotências.Os motivos mais claro do rompimento era ideológico. 
      Capitalismo e Socialismo, incompatíveis em sua forma de entender diversas formas ou esferas da vida humana, do papel do Estado aos direitos prioritários dos cidadãos.
        Em 1947, o presidente americano Harry Truman, com o objetivo de combater o comunismo e a influência soviética, juntamente com seu secretário de estado, George Marshall lançou o Plano Marshall, programa de invertimentos e de recuperação econômica para os países europeus em crise após a  segunda  guerra.
      Durante o governo de Truman foi criada a CIA, bastante atuante nos anos da Guerra Fria, combatendo o comunismo e o considerava uma ameça aos interesses dos Estados Unidos da América. 
         Por outro lado em resposta ao Plano Marshall, a União Soviética criou o Kominform, organismo encarregado de coordenar a ação dos partidos comunistas europeus. 
Completando a reação soviética em 1949 foi criado o Comecon, uma réplica do Plano Marshall para os países socialistas, voltado para sua integração econômica e financeira.
        A lógica bipolar seria a marca da guerra fria. Países como a (Alemanha, Coréia, Vietnã), sindicatos, agremiações, tratados internacionais, enfim, instituições em que houvesse uma disputa de poder relevante, dividiam-se em grupos antagônicos, um pró-americano outro pró-soviético.

Contexto da Guerra Fria

Revolução Cubana em 1959

    A Revolução Cubana foi um movimento de caráter popular, que derrubou o governo do presidente Fugêncio Batista, em janeiro de 1959.
      Com o processo revolucionário foi implantado em Cuba o sistema socialista, com o governo sendo liderado por Fidel Castro.
Causas da Revolução
        Antes de 1959, Cuba era um país que vivia sob forte influência dos Estados Unidos da América.
        As indústrias de açúcar e muitos hotéis eram denominados por grandes empresários norte-americanos. Os Estados Unidos da América também influenciavam muito na política da ilha, apoiando sempre o presidentes pró - Estados Unidos da América.
     Do ponto de vista econômico, Cuba seguia o capitalismo com grande dependência dos estadunidense. Era um país com grandes desigualdades sociais, por grande parte da população vivia na pobreza. Todo este contexto gerava muita insatisfação nas camadas mais pobres da sociedade cubana, que era a maioria. 

Organização da Revolução
       Fidel Castro era o grande opositor do governo Fulgêncio Batista. De princípio socialistas, planejava derrubar o governo e acabar com a corrupção e com a influência norte-americana na ilha. Conseguiu organizar um grupo de guerrilheiros, enquanto estava exilado no México.
     Em 1957, Fidel Castro e um grupo de cerca de 80 homens combatentes instalaram-se nas florestas de Sierra Maestra.Os combatentes com as forças do governo foram intensos e muitos guerrilheiros morreram ou foram presos.
         Mesmo assim, Fidel Castro e Ernesto Chê Guevara não desistiram e mesmo com um grupo pequeno continuaram a luta.
      Transmissões de rádio para divulgar as ideias revolucionárias e conseguir o apoio da população cubana. Com mensagens os revolucionários conseguiram o apoio de muitas pessoas, pois havia muitos camponeses e operários insatisfeitos com o governo de Batista e com as péssimas condições sociais (salários baixos, desempregos, falta de terras, analfabetismo, doenças)
        Muitos cubanos das cidades começaram a entrar na guerrilha, aumentando o número de combatentes e conquistando vitórias em várias cidades.

A Tomada do Poder e a Implantação do Socialismo
        No primeiro dia de 1959, Fidel Castro e os revolucionários tomaram o poder em Cuba. O governo de Fidel Castro tomou várias medidas, por exemplo: nacionalização dos bancos e empresas, reforma agrária, expropriação de grandes propriedades e reformas nos sistema de educação e de saúde. 
        Com estas medidas, Cuba tornou-se um país socialista, ganhando assim o apoio da União Soviética (URSS), dentro do contexto da guerra fria. 

Dados atuais de Cuba

Localização: América Central 
Capital: Havana
População: 11 milhões de habitantes
Economia: cana de açúcar, tabaco, arroz, banana, laranja e abacaxi.  Pecuária: bovinos, suínos, equinos e aves. Indústria - pouco diversificada - alimentos, bebidas, charutos, máquinas e produtos químicos.
Atividade em desenvolvimento: turismo 



GUERRA DA CORÉIA


Introdução

            GUERRA DA CORÉIA – 1950-1953 Com a rendição do Japão, em 1945, tropas soviéticas ocupam o norte da península coreana e forças norte-americanas se estabelecem no sul, com a divisa na altura dos 38 graus de latitude Norte. A idéia dos aliados é criar um governo único de caráter liberal para uma Coréia independente. As tropas soviéticas deixam o norte em setembro de 1948. No mesmo mês, Kim Il-sung, veterano líder de uma guerrilha comunista que combatera os japoneses, proclama no norte a República Popular Democrática da Coréia. Em agosto do ano seguinte é estabelecida no sul a República da Coréia, sob a liderança de nacionalistas de extrema direita. Os dois lados reivindicam soberania sobre toda a península e o norte ataca o sul em junho de 1950. O Conselho de Segurança da ONU recomenda aos países-membros que ajudem o sul e é formada uma força de 15 países, sob comando do general norte-americano Douglas MacArthur. Em outubro de 1950 a ofensiva liderada pelos EUA chega à fronteira entre o norte da Coréia e a China. Os chineses entram no conflito e um ano depois a situação se estabiliza, aproximadamente na linha anterior ao conflito. A morte de Stalin provoca um relativo relaxamento da tensão e um armistício é assinado na aldeia fronteiriça de Panmunjom em 27 de julho de 1953.

Tema -3:  Contextualização e Consequências da guerra fria para o Brasil.


O Brasil na Guerra fria

         O Brasil na Guerra Fria, mas precisamente no início dela, era governado por João Goulart, nesse período ele buscou uma aproximação com a União Soviética.
            Ao término da Segunda Guerra Mundial (1945), iniciou-se a Guerra Fria, uma disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Foi uma intensa guerra ideológica, econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de zonas de influência, que estabeleceu a divisão do mundo em dois blocos, com sistemas econômicos, políticos e ideológicos divergentes: o chamado bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o bloco comunista, liderado pela União Soviética. Essa disputa influenciou diretamente nas políticas de vários países, inclusive do Brasil.
            Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil integrou o bloco capitalista, no entanto, a partir de 1961 o presidente João Goulart (Jango) desenvolveu uma política externa independente do apoio das superpotências da Guerra Fria. Jango fortaleceu os movimentos sindicais, estudantis, camponeses e populares. Além desses fatos, o então presidente promoveu uma aproximação política entre o Brasil e a União So Ao término da Segunda Guerra Mundial (1945), iniciou-se a Guerra Fria, uma disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Foi uma intensa guerra ideológica, econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de zonas de influência, que estabeleceu a divisão do mundo em dois blocos, com sistemas econômicos, políticos e ideológicos divergentes: o chamado bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o bloco comunista, liderado pela União Soviética. Essa disputa influenciou diretamente nas políticas de vários países, inclusive do Brasil.

            Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil integrou o bloco capitalista, no entanto, a partir de 1961 o presidente João Goulart (Jango) desenvolveu uma política externa independente do apoio das superpotências da Guerra Fria. Jango fortaleceu os movimentos sindicais, estudantis, camponeses e populares. Além desses fatos, o então presidente promoveu uma aproximação política entre o Brasil e a União Soviética, o que desencadeou atritos com as lideranças políticas, econômicas e militares do Brasil.

Tema - 4: Populismo e Ditadura Militar no Brasil.
Conceito de Populismo
Populismo
             O Populismo são idéias políticas e atividades destinadas a receber o apoio das pessoas comuns, dando-lhes o que querem. Suas idéias são o populismo simples – cortes de impostos e salários mais altos.
            Populismo Na política, o termo populismo pode ter diferentes significados dependendo de quem o está usando e quais são seus objetivos políticos. Na sua raiz, o populismo é uma crença no poder das pessoas comuns e no direito de ter controle sobre o governo, em vez de um pequeno grupo de políticos ou uma elite rica.
            A palavra populismo vem da palavra latina para “pessoas”, populus. O que é Populismo? O populismo é uma filosofia política que se concentra em defender os direitos e posições do povo em oposição à elite e ao governo. Vários movimentos políticos ao redor do mundo promoveram ideais populistas. Quando usado para descrever a retórica política, um indivíduo ou um partido político, o termo geralmente traz conotações pejorativas e o “populismo” tornou-se uma palavra carregada para muitas pessoas. Para o homem comum o ideal fundamental do populismo é que o homem comum deve ter uma chance na sociedade e um papel ativo no governo. Os movimentos populistas geralmente dividem a sociedade em “pessoas” e “elite”, com indivíduos que têm poder limitado sendo considerados pessoas e indivíduos que têm influência de estar entre a elite. A elite geralmente é rica e, muitas vezes, usa suas riquezas para influenciar o sistema político, acumulando mais riqueza. Populistas normalmente sentem que o governo protege os interesses da elite, e não as necessidades das pessoas comuns, e eles querem que isso mude.

Apoio à Democracia        
            As pessoas que defendem o populismo geralmente apóiam sistemas democráticos e acreditam que a democracia é o melhor caminho para que as pessoas desempenhem um papel no governo. Embora promovam o bem-estar do homem comum, os populistas tendem a se afastar do socialismo e do liberalismo extremo. Políticos de vários partidos políticos ou pontos de vista podem estar envolvidos no populismo, e os políticos podem se acusar de se favorecer ou jogando ao populismo, na tentativa de obter apoio e votos. Para o bem maior esses tipos de movimentos políticos destinam-se a encorajar os governos e a sociedade em geral a trabalhar para proporcionar o maior bem ao maior número de pessoas. Isso pode ser alcançado através de políticas e pedaços de legislação que apóiem as pessoas comuns.

            Os movimentos populistas, no entanto, muitas vezes rejeitam sugestões de políticas, tais como mandatos de salário, assistência pública e cuidados de saúde patrocinados pelo governo, embora essas políticas sejam muitas vezes projetadas para ajudar os membros do público que estão mais necessitados. Usos negativos Algumas pessoas gostam de usar os termos “populista” e “populismo” em descrições de protesto público sobre eventos políticos.             Poder-se-ia dizer que as pessoas estão “entrando em erupção na fúria populista” quando apresentam queixas sobre abusos flagrantes de poder entre as elites ou quando há uma contração contra um governo que envolve legislação que pouco beneficia as classes médias e baixas. Nesse sentido, esses termos podem ser de natureza pejorativa e costumam ser usados para sugerir que o público é muito ignorante ou míope para compreender o que realmente está ocorrendo.  



Tema -5:  A ditadura militar 


O Golpe Militar no Brasil
        A ditadura militar foi implantada no Brasil em 1º de abril de 1964, com substancial apoio de pessoas e entidades da sociedade civil, de órgãos representativos do poder econômico nacional e de uma parte considerável dos superiores da hierarquia católica e ainda de importantes órgãos de comunicação de massa que proclamam tradicionalmente liberais. O sistema ditatorial não se apoiava num líder carismático, mas foi imposto e exercido sempre por grupos dominantes, A par disso, por motivo de divergências entre diferentes grupos militares, mas também tentando das a aparência de democracia, sucederam-se comando ostensivo do governo ditatorial cinco generais de exército, essencialmente ditadores, mas com estilos diferentes sob certos aspectos, tendo havido variações quanto a intensidade das violências e a linguagem. 
        Com relação as origens do golpe de Estado que resultou na implantação da ditadura militar, podem-se mencionar fatores internos da realidade brasileira, como o temor das elites tradicionais de perder seu patrimônio e seus privilégios, mas, a par disso foi muito importante a ingerência dos Estados Unidos da América na vida  política, econômica e social brasileira. 
         Como esta fartamente documentado, inclusive por registros feitos por jornais da época, noticiando como simples rotina alguns fatos que observadores atentos das práticas políticas e conhecedores da história já denunciavam como perigosos, a participação direta dos Estados Unidos da América o que foi decisiva para a implantação da ditadura militar no Brasil.
        Na realidade o golpe militar de 1964 foi dado com substancial apoio e alguns dizem que foi inspiração dos Estados Unidos da América, por meios das forças armadas, de suas organizações especializadas em espionagem e ações subversivas subterrâneas, bem como por dua diplomacia, que ostensivamente pegou, articulou e apoiava a ditadura militar. Grandes empresas estadunidenses tinham interesses em apoderar-se de grandes reservas de minérios de ferro existentes no Brasil, especialmente no Estado de Minas Gerais. 
         Ao mesmo tempo, crescia no Brasil um sentimento nacionalista, sendo bem expressiva dessa linha de pensamento a iniciativa do governador do Rio Grande do Sul, decretando a nacionalização de empresas produtoras e distribuidoras de energia elétrica. Esse fato foi explorado com escândalo pelos grandes jornais  ligados ao poder econômico e simpatizantes fanáticos do capitalismo estadunidense. Tudo isso acontecia no Brasil pouco depois da Revolução Cubana, que despertou em muitos o temor da expansão das ideias socialistas em toda a América Latina. 
        Poucos anos antes do golpe militar esteve no Brasil uma missão enviada pela National Was College dos Estados Unidos da América, uma missão trabalhando junto com os militares brasileiros para a implantação de um programa de militarização da sociedade, denominado "doutrina de segurança nacional".  Paralelamente, o embaixador dos Estados Unidos da América no Brasil desenvolvia intensa atividade em vários pontos do território brasileiro, pregando a ideia de uma aliança de todo o mundo ocidental, sob a liderança dos Estados Unidos da América, para a defesa do "mundo livre", face a ameaça comunista.
         Esse embaixador era da intimidade de altas autoridades brasileiras e transmitia informações do presidente dos Estados Unidos da América sobre os planos secretos de defesa do Brasil, o que deixa muito evidente seu desenvolvimento as chefias militares e com a diplomacia brasileira.
      Quanto aos fatores internos que inspiraram e facilitaram a implantação da ditadura militar em 1964, é preciso registar que uma parte considerável do povo brasileiro apoiou a substituição do presidente da República, que era João Goulart, mas pensando na substituição por meios legais e pacíficos previstos na Constituição, sem imaginar que a destituição do Presidente abria o campinho para uma ditadura militar. Na realidade, houve o apoio de lideranças civis, inclusive empresariais e religiosas, influenciadas por uma pregação terrorista feita pela imprensa, mas também numa conjugação de ambições, intolerância, que muitas vezes se confunde com a ingenuidade e é fácil de se manipulada. 
        Os fatos que vieram logo em seguida à disposição de João Goulart, Presidente Constitucional, que no dia 01 de abril de 1964 teve que buscar refúgio para não ser preso, deixaram evidente, mesmo para os mais ingênuos e menos informados, que se tinha implantado no Brasil, pura e simplesmente, uma ditadura militar, um poder arbitrário, com todo cortejo de violências e corrupção que fazem parte de todos os sistemas dessa natureza do golpe de Estado.
        Apesar das cautelas adotadas pelos agentes da ditadura militar, pretendendo mascarar a verdadeira natureza do golpe de Estado, chamando-o de "Revolução Redentora" ou "Revolução de 31 de março", a realidade da ditadura militar ficou muito evidente, apesar da censura da imprensa e das tentativas de ocultar o que se passava nos quartéis e nos presídios políticos.
      Decretação - AI - 5 - em 13 de dezembro de 1968.  O regime tornou-se mais violento contra os que, falando ou escrevendo, participando de reuniões pacíficas, manifestavam oposição do regime ditatorial e falavam em democracia, liberdade e direitos.
        Aumentavam as prisões arbitrárias, as práticas de torturas, os desaparecimentos de pessoas, as invasões de domicílios, cassações de direitos, sem possibilidade de recurso ao judiciário ou a qualquer autoridade ou mesmo obter simples esclarecimento sobre os motivos da punição, além de ampla corrupção, tanto quanto ao uso das instituições públicas, quanto relativamente aos desvios de recursos públicos. 

Movimento Estudantil
        Na década de 1960 e 1970, o movimento estudantil brasileiro foi importante foco de resistência e mobilização social a ditadura militar. Organizados em diversas entidades representativas, como a UNE (União Nacional dos Estudantes), suas reivindicações influenciaram os rumos da política. 
       Os estudantes protestavam por causas especificas como a ampliação de vagas nas universidades públicas, por melhores condições de ensino, contra a privatização e também em defesa das liberdades democráticas e por justiça social.
       Em março de 1968, o secundarista Edson Luis de Lima Souto foi morto pela polícia militar no Rio de Janeiro

A Morte do Estudante 
        Durante um protesto, que causou comoção popular e marcou o início de intensas mobilizações contra o regime.
        Com receio que o polícia militar sumisse com o corpo de Edson Luis, os estudantes o levaram para ser velado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
          A notícia da tragédia havia se espalhado e mais de 50 mil pessoas tomaram as ruas. A UNE decretou greve geral, entidades estudantis de vários estados solidarizavam-se com o ato, sindicalistas, artistas, religiosos e intelectuais demonstravam apoio ao movimento. Em junho do mesmo ano, aconteceu a chamada "Passeata dos Cem Mil", marcou a história de resistência e teve a participação expressiva de estudantes. 

Anos de Chumbo - 1968 a 1974
        Entre 1968 e 1978, sob o AI- 5 e a Lei de Segurança Nacional de 1969, ocorreram os chamados "Anos de Chumbo". Neste período, houve um estado de exceção com controle de alguns setores sobretudo a mídia e educação, censura sistemática, prisão, tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados de opositores ao regime.
        Em 1974 começaram a surgir os primeiros sinais da recuperação do movimento estudantil. A nova geração de estudantes que militaram e lideraram as frentes universitárias da época na década de 1970, teve pela frente o árduo trabalho de reconstruir as organizações estudantis. O  congresso de reconstrução da UNE aconteceu em Salvador na Bahia, em 1979, reivindicando mais recursos para as universidades, defesa do ensino público e gratuito, assim como pedindo a libertação de estudantes presos no Brasil.
     Com o fim da ditadura militar, o movimento estudantil voltou as ruas para defender suas bandeiras e a consolidação da democracia no país. Em 1984, estudantes participaram ativamente da Campanha das "Diretas Já"! com manifestações e intervenções importantes nos comícios populares 


Fontes:
Coleção da Revista Caros Amigos - "A ditadura militar no Brasil" 

4º Bimestre

Tema -1: Redemocratização no Brasil 

Redemocratização no Brasil - Campanha das diretas já!
          Depois de dez anos impedida de realizar passeatas ou participar de comícios, uma vasta parcela da população urbana do Brasil saiu às ruas para promover, em abril de 1984 e em abril do ano seguinte, enormes manifestações populares, comoventes e intensas, que trouxeram a história de volta as praças e as avenidas do país. Ironicamente, os dois movimentos teriam a marca da frustração.

           No dias 10 de abril de 1984, cerca de um milhão de pessoas participaram de um comício monstro na praça da Candelária - Rio de Janeiro, para clamar por eleições diretas para a Presidência da República. Seis dias mais tarde, no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, outro comício, em tudo similar ao do Rio de Janeiro, revelou-se a ponta mais reluzentes do iceberg da campanha pelas "Diretas Já!", que agitou o país no verão-outono de 1984 - 1985. 
Embora os anseios da campanha e da absoluta maioria da população urbana do Brasil, fossem frustradas pela votação da Câmara dos Deputados Federais (onde faltaram 22 votos para a aprovação da emenda que estabelecia a volta das eleições diretas para presidente da República, tais manifestações virtualmente marcaram o fim do regime militar no Brasil.
Onze meses após a derrota da emenda que estabelecia eleições diretas para presidente, o Brasil teria seu primeiro presidente civil em mais de vinte anos. Eleito pelo Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves recebeu 480 votos contra 180 dados a Paulo Maluf.
Entretanto, um dia antes da posse, prevista para 15 de março, Tancredo Neves foi internado por causa de um tumor no intestino. Durante 37 dias, o país viveria horas inesgotáveis de aflição e suspense, refém de boletins médicos fantasiosos, até que, em 21 de abril - "dia de Tiradentes" - Tancredo Neves foi declarado morto. Então as ruas do Brasil, especialmente as de São Paulo, Belo Horizonte e São João Del Rei, voltariam a ser tomadas por multidões, saudando, entre lágrimas e desmaio, o presidente que não foi e, mais ainda, o presidente que poderia ter sido. 


Tema -2: Os Estados Unidos da América após a Segunda Grande Guerra Mundial.

Contexto histórico dos E.U.A nos anos após a Guerra Mundial 
         Os Estados Unidos da América saíram da segunda grande guerra mundial como a mais poderosa nação da Terra. Suas forças armadas ocuparam o Japão e uma grande parte da Europa Ocidental. Além disso, muitas bases militares estabelecidas em países aliados durante a guerra ficaram intactas.
         Economicamente os Estados Unidos da América detinham a maioria do capital de investimentos, produção industrial e exportações no mundo, controlando até dois terços do comércio mundial, enquanto grandes partes da Europa e da Ásia estavam devastadas.
      O crescimento econômico continuo exigia estabilidade política nacional e internacional. O governo democrata chefiado por Truman (1945-1952), sob a pressão dos partidários do Sul, dos republicanos e do empresariado, abandonou suas intenções de empreender mais reformas sociais, favorecendo uma aliança entre empresas, governos e Forças Armadas com concessões limitadas à classe trabalhadora. Comentou Charles E. Wilson, presidente da General Motors, que o melhor cenário seria uma "economia permanente de guerra".
          O número de beneficiados da seguridade social existentes aumentou nos anos de 1950, mas outros avanços econômicos foram bloqueados. A crescente preocupação com a ameça da União Soviética, manteve alto o orçamento militar enquanto reformas - como uma plano de saúde nacional e mais habitação pública - foram derrubadas no congresso, sob a pecha de socialistas. O bloco radical - liberal do New Deal acabou definitivamente quando o ato Talt - Harthy de 1947, enfraqueceu vários direitos de sindicatos, inclusive impondo um juramento de lealdade contra o comunismo a todos os sindicalistas, resultando na expulsão do cio de numerosos filiados e de 11 sindicatos (liderados pelos comunistas) inteiros, num total de quase um milhão de trabalhadores. 
        Na una internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU), fundada em 1944, foi oficialmente desenhada como um órgão de cooperação internacional. Em realidade logo acabou dominada pelos países ocidentais mais poderosos e pelo novo poder mundial, a União Soviética. Se os programas de desenvolvimentos social e econômico da ONU e sua autoridade moral gozavam de algum prestígio, sua capacidade para prevenir conflitos era bastante limitada, pois as cinco grandes potencias com direito de veto das decisões atuavam sempre nos seus próprios interesses. O poder de veto do Conselho de Segurança das Nações Unidas refere-se ao poder de veto exercido exclusivamente pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Estados Unidos da América, França, Rússia e Reino Unido), permitindo-lhes evitar a adoção de qualquer projeto "adicional" pela Resolução do Conselho. 
        Mesmo antes do fim do conflito, os Estados Unidos da América planejaram uma ordem econômica pós-guerra, na qual os país poderia conquistar novos mercados e expandir oportunidades por meio de investimentos estrangeiros, sem restrições do fluxo de capital e bens. Em 1944, negociações entre Inglaterra e Estados Unidos da América culminaram na fundação do "Sistema Bretton Woods" para manejar a economia internacional. Incluíram o Fundo Monetário Internacional (FMI), instituído em 1945 para regular trocas financeiras internacionais sob o dólar americano e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (hoje Banco Mundial), para promover investimentos estrangeiros e a reconstrução de economias destruídas pela guerra. O grande poder econômico e político dos Estados Unidos da América, depois da guerra, fez com que essas duas instituições mantivessem os interesses econômicos americanos em primeiro plano pelas quatro décadas seguintes.  
        Desenvolvimentos políticos na época moldaram esses arranjos econômicos internacionais. Crescente tensões entre os Estados Unidos da América e a Alemanha até o fim dos anos de 1940, culminaram na Guerra Fria. Os dois superpoderes e suas alianças rurais disputaram a dominância econômica, politica e  militar mundial no período pós-guerra. Motivados pela segurança nacional, expansão econômica e vantagem militar internacional, ambos mantiveram controle dos seus aliados e de outras esferas de interesses por meio da força bruta ou da influência econômica. O plano Marshall de 1948, no qual os Estados Unidos da América emprestaram U$ 16 bilhões de dólares para reconstruir a Europa e outros programas de desenvolvimento econômico no pós-guerra tiveram tanto motivos políticos quanto econômicos: a ajuda econômica seria usada para fortalecer os parceiros não comunistas e prevenir, nesses países, desafios radicais a hegemonia norte-americana com ações como as empreendidas para domar os poderosos partidos comunistas da Itália e França no fim dos anos de 1940.
       A "paz" formal entre Estados Unidos da América e União das Repúblicas Socialistas Soviética (URSS), durante a guerra fria, baseada na ameaça mútua das armas nucleares resultou na militarização da economia americana. Essa economia passou a ser fortemente relacionada de produção de armas e outros produtos da guerra sob o controle do que o próprio presidente Dwight Eisenhower (1952-1960) chamou de "complexo militar industrial". O mais alto padrão de vida no mundo foi baseado em grande parte nos gastos militares americanos, que atingiram o pico de 20% da produção nacional durante a guerra da Coreia. 


Tema -3: Movimentos Sociais e Culturais nas décadas de 1950-1960 e 1970.
Desenvolvimentos dos Movimentos Sociais no Estados Unidos da América 
  A imagem dos anos de 1950, na memória coletiva, centra-se na prosperidade econômica e na estabilidade econômica e na estabilidade familiar. Nessa visão,todo mundo na época tinha emprego estável e ampla oportunidade de mobilidade social. A televisão, o cinema e a literatura de grande público destacaram famílias harmoniosas: pai trabalhador, mãe dona de casa e alguns filhos, morando nos crescentes subúrbios em casas com quintais próprios e suas indefectíveis cercas brancas.
         Sem avenida, essas imagens capturam aspectos da realidade da época. 
      O PIB dos Estados Unidos da América, saltou em 250% de 1945 a 1960, com renda familiar crescente e baixas taxas de desempregos e inflação. 
        A classe trabalhadora obteve acesso sem precedentes a economia de consumo de massa, sindicatos ganharam melhores salários e a expansão de benefícios e o Estado de bem-estar social garantia em alguma medida a segurança econômica. 
        O crescimento econômico foi inegável, mas nem todo mundo compartilhou da prosperidade. Em 1960, um quinto das famílias americanas vivia abaixo do nível oficial de pobreza estabelecido pelo governo e muitas outras sobreviveram apenas com a minima segurança e conforto. A distribuição da renda não mudava muito: a população 20% mais rica continuou controlando 45% de toda renda, enquanto 20% mais pobre controlava somente 5%. Indigentes, relegados as reservas no interior dos Estados Unidos da América, eram essas pessoas mais pobres no país. 
         Idosos e trabalhadores rurais de todas etnias e as populações afro-americanas e latino-americana estavam desproporcionalmente entre os indigentes. Devido à discriminação e a falta de dinheiro, esses grupos raramente desfrutavam a "maravilhosa vida suburbana", concentrando-se nos centros das cidades, onde empregos, comércio e serviços públicos tornavam-se cada vez menos acessíveis. 




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