Exposição de Temas

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Material sobre Ruanda - "História"


 HISTÓRICO DE RUANDA


A República de Ruanda é um país que fica localizado no coração do continente africano, ou seja, territorialmente está na chamada África Central. Faz fronteira com Uganda ao norte, Burundi ao sul, Tanzânia ao leste e ao oeste com a República Democrática do Congo (ex-Zaire). Tem uma extensão de 26.340 km² e conta com uma população de aproximadamente 9,3 milhões de pessoas (2007), divididas principalmente em três etnias: hutu, tutsi e twa. Ruanda é conhecida como “País das Mil Colinas”, pois é um território bastante montanhoso e com encostas íngremes. Segundo informações do site de Ruanda, o país apresenta uma variedade de relevos que vão desde densas florestas
equatoriais irregulares no nordeste, passando por pântanos, morros, até chegar a savanas tropicais no leste. Possui também picos vulcânicos, cujo ponto mais elevado é o Vulcão Karimsibi, com 4,507 metros de altitude. Tem um clima tropical de temperatura temperadas-cálidas por causa da altitude, a neblina é sempre intensa, com duas estações dominantes de chuvas durante o ano, março-maio e outubro-novembro. Há eucaliptos e bananeiras por toda parte. Possui uma agricultura de subsistência, onde o chá e o café são os principais produtos de exportação e o franco ruandês é a moeda nacional. Os idiomas oficiais são o francês, inglês e o quiniaruanda.
As estradas de Ruanda são as melhores da África Central e seu sistema hidrográfico é composto pelo lago Kivu e pelo rio Ruzizi que leva as águas
do lago para o Tanganica. Kigali é a capital com aproximadamente 500 mil habitantes e as principais cidades são: Batear, Bamba, Ruhengeri, Butare, Kayonza, Gisenyi, Kibuye, Cyangugu, Kibungu, Gitarama e Nyagatore.
Ruanda é uma República presidencialista, onde o atual Chefe de Estado é o General Paul Kagame e o poder Legislativo é formado pela Assembléia Nacional e pelo Senado. (Site oficial da República de Ruanda)









RUANDA: MEMÓRIAS DE UM GENOCÍDIO
A colonização européia de Ruanda, um país localizado na chamada África Central e os problemas por ela causados, entre os quais o genocídio. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica com livros, revistas, jornais, doutrinas, documentários, filmes, e sites específicos da Internet. Fez uso dos métodos dedutivo e indutivo, importantes para uma conclusão sobre o tema pesquisado. Abordou-se o processo da colonização européia ocorrida no país, primeiro pela Alemanha e depois pela Bélgica. Ruanda é um país africano, cuja população está dividida principalmente em três etnias: hutu, tutsi e twa. Desde o período pré-colonial havia algumas diferenças entre as “raças”, mas foi com a colonização que elas se tornaram motivos de repressão, exclusão e conflitos. Isto porque, para os colonos belgas, os tutsis, pastores em sua maioria, era um povo mais evoluído e, além disso, possuíam traços físicos mais finos e distintos, se assemelhando aos europeus, apesar dos efeitos da miscigenação. Para eles, os hutus eram baixos e “brutos”, tinham feições mais “feias” por causa de seus narizes e bocas mais grossos, cabelos e peles mais escuros. Não sabiam criar gados e por isso foram transformados nos vassalos dos tutsis, que tinham cada vez mais poder econômico e político, assim como melhores condições de vida, tornando-se aristocratas por muitos anos. Com o passar do tempo, a Bélgica, já enfraquecida e sofrendo pressão das Nações Unidas para favorecer a independência de Ruanda, decide passar o poder político para os hutus. Através de uma série de processos, reformas e golpes os hutus assumiram o poder e passaram a perseguir os tutsis, tirando-os dos cargos políticos, estipulando cotas para escolas, hospitais e universidades. Vários ataques em massa contra a população tutsi foram perpetrados ao longo dos anos. Os principais ocorreram em 1959, 1973 e 1990. Até que em abril de 1994, após um atentado ao avião do presidente hutu Juvénal Habyarimana – que vinha assinando acordos de paz e cessar-fogo com o exército rebelde dos tutsis, chamado de Frente Patriótica Ruandesa - cuja culpa recaiu sobre os tutsis; imediatamente os líderes do Poder Hutu e suas milícias denominadas interahamwe passaram a massacrar os tutsis de todo o país. Incendiavam suas casas, pilhavam seus bens, estupravam as mulheres, matavam crianças recém-nascidas. Locais como igrejas, conventos, escolas e hospitais não foram poupados e foram palcos dos maiores números de assassinatos em massa. A ordem era toda a população hutu matar toda a população tutsi. A Frente Patriótica Ruandesa foi avançando e realizando trocas entre os prisioneiros hutus de seu lado e prisioneiros e vítimas tutsis do outro, até que em julho de 1994, cem dias depois do início das matanças, conseguiram tomar a capital kigali e a maioria das cidades de Ruanda. Com isso, mais de um milhão de hutus fugiram para os países vizinhos, principalmente para o Congo (ex-Zaire), porém, deixando para trás quase um milhão de mortos, casas queimadas, lavouras destruídas, doenças como AIDS e malária, órfãos e muitos milhões de refugiados.


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