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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
sábado, 7 de dezembro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
sábado, 13 de julho de 2013
sábado, 22 de dezembro de 2012
Religiões Tradicionais Africanas
As Religiões Tradicionais Africanas
O mundo destes povos muitas vezes não encontram explicações satisfatórias em nossas mentalidades, que exigem provas, racionais, lógicas. O mundo tradicional liga intimamente a vida em suas manifestações.
Nesse sentido, para entendermos melhor as religiões tradicionais africanas, é importantíssimo ter uma atitude de abertura, sem preconceitos ou pré-julgamentos.
Tenhamos em conta - que estas religiões não possuem textos escritos ou livros sagrados, mas, se baseiam na tradição ou narração passada de geração em geração, sobre os conteúdos e a maneira de viver sua religiosidade. Isso se dá em forma de histórias, ritos, provérbios, danças, músicas, festas.
Tenhamos em conta - que estas religiões não possuem textos escritos ou livros sagrados, mas, se baseiam na tradição ou narração passada de geração em geração, sobre os conteúdos e a maneira de viver sua religiosidade. Isso se dá em forma de histórias, ritos, provérbios, danças, músicas, festas.
O Concílio Vaticano II - reconheceu que as religiões tradicionais africanas são expressões de uma experiência religiosa em que estão presentes muitos elementos de verdade, de graça e que representam a grande riqueza desses povos.
Espiritual e Material
A religião tradicional africana distingue dois aspectos da realidade: aquilo que é visível, físico, material e aquilo que é invisível e espiritual. Estes dois aspectos fundem-se entre sí: nenhuma coisa do mundo físico é tão material que não contenha em si elementos do mundo espiritual. Isto conduziu a crença de que há espíritos nas pedras, nas montanhas, nos rios, nos trovões, no sol e na lua... Daí a religião tradicional africana ser muitas vezes chamada também de religião animista. (manifestação religiosa imanente a todos os elementos do Cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, fungos, vegetais) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite))
Espiritual e Material
A religião tradicional africana distingue dois aspectos da realidade: aquilo que é visível, físico, material e aquilo que é invisível e espiritual. Estes dois aspectos fundem-se entre sí: nenhuma coisa do mundo físico é tão material que não contenha em si elementos do mundo espiritual. Isto conduziu a crença de que há espíritos nas pedras, nas montanhas, nos rios, nos trovões, no sol e na lua... Daí a religião tradicional africana ser muitas vezes chamada também de religião animista. (manifestação religiosa imanente a todos os elementos do Cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, fungos, vegetais) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite))
Seus praticantes vivem em profunda harmonia com todo o universo e esforçam-se para comportar-se de maneira adequada, conforme as leis morais.
Isso significa que não existem momentos religiosos mais destacados de outros, considerados profanos, mas toda a vida é sustentada pelo elemento religioso que une os seres, o cosmo, o mundo visível e o ser superior. Todo o universo tem uma alma.
Ritos
Ritos, cerimônias, preces... são algumas modalidades através das quais o ser humano procura se expressar e alcançar sua própria harmonia com o todo.
Mas, o que importa é a atitude interior que caracteriza a vida dos povos tradicionais, uma atitude profundamente religiosa. Cada fato cotidiano, banal ou importante, é colocado num contexto que supera a dimensão material.
O Ritual que Sacraliza
Os momentos importantes da vida: nascimento, adolescência, matrimônio e morte. Existe, além disso, uma grande variedade e ritos: de iniciação, purificação, propiciação, comemoração, ação de graças, etc.
Ritos de Iniciação
Garantem uma boa integração na comunidade dos vivos, os ritos fúnebres garantem a benevolência dos antepassados: por isso, devem ser bem feitos. Frequentemente, a iniciação é também o ingresso em uma sociedade secreta, "onde se aprendem ritos secretos, mitos secretos e mesmo uma linguagem secreta"
Os africanos possuem lugares de culto, embora muito modestos: pequenas cabanas, altares junto aos caminhos, cumes de montanhas... As oferendas são feitas para pedir saúde, vida, sucesso. O mesmo acontece com os ritos: impera a criatividade, o movimento, o dinamismo.
Elementos
As Religiões Tradicionais Africanas, diferentes em muitas manifestações, de acordo com os respectivos povos, possuem vários pontos comuns essenciais, mas, tendo como objeto central a vida.
Potências Espirituais
Abaixo do Ser Supremo existem inúmeras potências mais ou menos espirituais, que se ocupam das coisas mundanas, em lugares do Ser Supremo, e que, por isso, são muitos invocadas. (como os orixás de ioruba)
Demiurgo
A criação foi feita mediante um demiurgo (artífice) que é um antepassado mítico, as vezes identificado com o fundador do povo, do qual se devem tanto a geração do ser humano como introdução dos costumes, ofícios e ritos.
Ritos de Iniciação
Como todos os povos primitivos, os africanos dão importância aos ritos de iniciação que, raro exigem provas duríssimas, até sangramentos (mutilações).
Danças
Na falta de livros, os ritos desempenham papel importante na manutenção viva e atuante das tradições religiosas e sociais. Neste sentido, as danças são fundamentais em sua importância, pois, os seus ritmos e dinamismo, dão a máxima expressão a todas as atividades do povo.
Curandeiros
Com artes próprias, como incisões e aplicações de ervas, e mesmo com recursos das sugestões, atendem ás necessidades do povo.
Culto
Em geral, os africanos não possuem estátuas, nem templos e sacerdotes. Os sacrifícios de animais (porcos, cães, cabritos, aves...) não são oferecidos a Deus como adoração, mas aos orixás (espíritos intermediários), como veículo de comunicação com os vivos, já que o sangue é tido como portador de vida.
Moral
Para o africano, moral e religião são praticamente a mesma coisa. As ações que prejudicam a convivência humana ou o equilíbrio das forças naturais, são punidas pela autoridade tribal ou reparadas por ritos religiosos, pois irritam igualmente os espíritos provocando calamidades públicas, como secas, enchentes, enfermidades, mortes... Desta forma, o africano se vê obrigado a respeitar os bens, a vida e a pessoa do próximo, ainda que não conheça preceitos morais impostos por Deus. O adultério é também severamente condenado, embora a vida sexual seja encarada com muita tolerância, pois se trata do exercício de uma função vital.
O Ritual que Sacraliza
Os momentos importantes da vida: nascimento, adolescência, matrimônio e morte. Existe, além disso, uma grande variedade e ritos: de iniciação, purificação, propiciação, comemoração, ação de graças, etc.
Ritos de Iniciação
Garantem uma boa integração na comunidade dos vivos, os ritos fúnebres garantem a benevolência dos antepassados: por isso, devem ser bem feitos. Frequentemente, a iniciação é também o ingresso em uma sociedade secreta, "onde se aprendem ritos secretos, mitos secretos e mesmo uma linguagem secreta"
Os africanos possuem lugares de culto, embora muito modestos: pequenas cabanas, altares junto aos caminhos, cumes de montanhas... As oferendas são feitas para pedir saúde, vida, sucesso. O mesmo acontece com os ritos: impera a criatividade, o movimento, o dinamismo.
Elementos
As Religiões Tradicionais Africanas, diferentes em muitas manifestações, de acordo com os respectivos povos, possuem vários pontos comuns essenciais, mas, tendo como objeto central a vida.
Potências Espirituais
Abaixo do Ser Supremo existem inúmeras potências mais ou menos espirituais, que se ocupam das coisas mundanas, em lugares do Ser Supremo, e que, por isso, são muitos invocadas. (como os orixás de ioruba)
Demiurgo
A criação foi feita mediante um demiurgo (artífice) que é um antepassado mítico, as vezes identificado com o fundador do povo, do qual se devem tanto a geração do ser humano como introdução dos costumes, ofícios e ritos.
Ritos de Iniciação
Como todos os povos primitivos, os africanos dão importância aos ritos de iniciação que, raro exigem provas duríssimas, até sangramentos (mutilações).
Danças
Na falta de livros, os ritos desempenham papel importante na manutenção viva e atuante das tradições religiosas e sociais. Neste sentido, as danças são fundamentais em sua importância, pois, os seus ritmos e dinamismo, dão a máxima expressão a todas as atividades do povo.
Curandeiros
Com artes próprias, como incisões e aplicações de ervas, e mesmo com recursos das sugestões, atendem ás necessidades do povo.
Culto
Em geral, os africanos não possuem estátuas, nem templos e sacerdotes. Os sacrifícios de animais (porcos, cães, cabritos, aves...) não são oferecidos a Deus como adoração, mas aos orixás (espíritos intermediários), como veículo de comunicação com os vivos, já que o sangue é tido como portador de vida.
Moral
Para o africano, moral e religião são praticamente a mesma coisa. As ações que prejudicam a convivência humana ou o equilíbrio das forças naturais, são punidas pela autoridade tribal ou reparadas por ritos religiosos, pois irritam igualmente os espíritos provocando calamidades públicas, como secas, enchentes, enfermidades, mortes... Desta forma, o africano se vê obrigado a respeitar os bens, a vida e a pessoa do próximo, ainda que não conheça preceitos morais impostos por Deus. O adultério é também severamente condenado, embora a vida sexual seja encarada com muita tolerância, pois se trata do exercício de uma função vital.
domingo, 25 de novembro de 2012
Plano de Aula - 2013
UNIVERSIDADE CAMILO CASTELO
BRANCO
PÓS-GRADUAÇÃO: HISTÓRIA DA
ÁFRICA E DO NEGRO NO BRASIL
Antonio Luzia Dias
Plano
de aula apresentado para a disciplina “Ensino da História e da Cultura
Africana”
Orientador: Prof.
Dr. Bas’Ilele e Profª Dra. Fábia
São
Paulo
Novembro
2012
ESCOLA
ESTADUAL MARIA DE LOURDES VIEIRA
...“Ensinar
exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação – é
próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não
pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa
ao velho não é apenas o cronológico, O velho que preserva sua validade ou que
encarna uma tradição ou marca uma presença no tempo continua novo.
Faz parte igualmente do pensar certo a rejeição
mais decidida a qualquer forma de discriminação. A prática preconceituosa de
raça, de classe, de gênero ofende a substantividade do ser humano e nega
radicalmente a democracia. Quão longe dela nos achamos quando vivemos a
impunidade dos que matam meninos nas ruas, dos que assassinam camponeses que
lutam por seus direitos, dos que discriminam os negros, dos que inferiorizam as
mulheres.”
Paulo
Freire – Pedagogia da Autonomia – pp. 35, 36
DOCENTE
Professor: Antonio Luzia Dias
PÚBLICO
ALVO
Alunos do 7º ano do Ensino Fundamental
JUSTIFICATIVA
Cumprimento da Lei 10.639/03 bastaria para
que eu pudesse justiçar meu plano de aula, que envolve as regras já
estabelecidas em planos educacionais oficiais da Secretaria de Educação de São
Paulo.
No entanto, diante do que através de um
olhar, onde identifico na comunidade escolar, que traz em suas características as
marcas dos processos de exclusões proporcionadas pelo capitalismo que concentra
uma parte da população em bolsões de pobrezas, gerando moradias precárias e os colocando
a margem dos benefícios sociais sem políticas públicas direcionadas a esta
população. E nesses bolsões aparecem além da exclusão social, as marcas do
racismo, onde vitimadas se concentram a maior parte de pessoas negras.
Diante desse quadro de senso comum, por onde
a ideologia da classe dominante se acessa, através dos meios de comunicação e
valores estereotipados reproduzidos muitas vezes através das famílias e da
comunidade, é nesse quadro que apresento a proposta de trabalho que possa colaborar
na implementação da Lei 10.639/03.
OBJETIVO
Como um professor engajado, diria eu, que o
principal objetivo seria ajudar na formação de cidadãos engajados e
desprendidos do racismo e com consciência política para esses educandos
trabalhassem na direção de construir uma sociedade igualitária, justa,
respeitando toda amplitude da diversidade.
No entanto, dentro do quadro da própria
dificuldade de continuidade de um plano de trabalho dentro da escola e com a
comunidade escolar, devo me prender a um objetivo de curto prazo, onde pretendo
apresentar a valorização da cultura afro-brasileira e na esteira da cultura,
discutir as principais formas de lutas do negro no Brasil, para enfrentar o
racismo histórico enraizado em nossa sociedade.
CRONOGRAMA
Quatro
aulas semanais de cinquenta minutos, durante um ano.
RECURSOS
Lousa,
giz, caderno do aluno, (apostila fornecida pela Secretaria da Educação de São
Paulo), computadores com acesso a internet, livros didáticos, biblioteca da
escola.
ESTRATÉGIAS
Aulas
expositivas com a participação dos alunos, buscando formas teatrais para
apresentar o tema, atividades para serem realizadas em casa com a participação
da família, pesquisas em sala de leitura (biblioteca), internet e a realização
de trabalho com exposição em espaços reservados na escola.
METODOLOGIA
Com
a consciência das dificuldades que se apresentam nas escolas em termos de
estruturas para a realização de trabalhos fora de sala de aula, porém, sem
abandonar e tão pouco se justificar por ela a não realização, pretendo dentro
do plano de aula em que trabalho a disciplina Historia Geral e do Brasil,
colocar dentro desse programa a História da África e do Negro no Brasil,
utilizando-se de livros didáticos, para-didádicos, textos de apoio apropriados
para a série.
Aulas
expositivas com os temas gerais, trazendo a problematização e a
contextualização da História da África e do Negro no Brasil, trabalhando com
pesquisas e com temas próximos da realidade dos educandos.
Colocando
os educandos em contato com a cultura afro-brasileira, partindo do seu
cotidiano e conhecimento acumulado, como a música, culinária, tradições,
utilizando ferramentas como a internet, cinema, literatura, museus e movimentos
culturais existentes dentro da própria comunidade.
AVALIAÇÃO
Existe o processo de avaliação geral e comum
estabelecida pela estrutura da escola, com regras estabelecidas pela Secretaria
de Educação de São Paulo. No entanto, realizaremos também outro tipo de avaliação,
como por exemplo, debates em sala de aula com a participação dos alunos sobre
temas diversos que envolvam nosso programa, pesquisas na internet, pesquisa de
campo, realização de pequenos seminários com apresentação por parte dos alunos
em grupo.
BIBLIOGRAFIA:
JUNIOR, Alfredo Boulos.
História Sociedade & Cidadania, 7º ano – São Paulo: FTD 2009 (Coleção
História- Sociedade & Cidadania) – Livro Didático.
SOUZA, Mariana de Mello e.
África e Brasil Africano – 2ª Ed. São Paulo, Ática, 2007
LOPES, Nei. História e
Cultura Africana e Afro-Brasileira – São Paulo, Barsa Planeta, 2008
PINSKY, Jaime. A Escravidão
no Brasil – 20ª Ed. – São Paulo, Contexto, 2009
Caderno
do Professor e Caderno do Aluno (Secretaria Estadual da Educação)
www.acordacultura.org.br (projeto a
Cor da Cultura)
Considerações
Finais.
A escola Estadual Maria de
Lourdes Vieira, desenvolve alguns projetos voltados à participação e
valorização dos alunos, projetos tais como: sarau de literatura, envolvendo alunos
do Ensino Médio e do EJA, semana cultural, onde os alunos apresentam trabalhos
de poesias, músicas, etc.
Neste processo de realização
de trabalhos com temas variados, pretendo apresentar um projeto de realização
da semana da consciência negra para o ano de 2013, onde podemos utilizar todas
as disciplinas escolares existentes nesta série, envolvendo os trabalhos realizados pelos
alunos durante o ano nas mais diversas disciplinas, alguns exemplos: a história
do samba, capoeira, culinária, formação dos quilombos como elemento de
resistência, formação da população brasileira, Zumbi dos Palmares e outros agentes na
história do negro no Brasil.
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