sexta-feira, 28 de abril de 2017

Planejamento de aulas do 7 ano C

Aos alunos dos 7º anos B e C -  Textos para o 2º Bimestre.

Formação das Monarquias Nacionais (Portugal, Espanha, Inglaterra e França)



       O processo de formação das monarquias europeias remonta uma série de mudanças que iniciaram durante a Baixa Idade Média. De fato, o processo de consolidação das monarquias foi um dos mais evidentes sinais das transformações que assinalaram a crise do sistema feudal e a construção do sistema capitalista, legitimado pela nascente classe burguesa. 
       A constituição das monarquias pode ser compreendida enquanto um processo que conseguiu atender simultaneamente os interesses dos nobres e burgueses.
       Por um lado, a formação das monarquias conseguiu conter as diversas revoltas camponesas que marcavam os finais da Idade Média com a reafirmação da propriedade feudal. Os senhores feudais com seu poder local, foi suprimido em favor da autoridade real.
       No entanto, os nobres ainda preservaram alguns importantes privilégios, principalmente no que se refere a isenção de impostos. Somente os burgueses e a classe campesina estavam sujeitas as cobranças de impostos e taxas. 
       Grande parte da arrecadação de impostos eram destinados a organização dos exércitos responsáveis pela contensão dos conflitos internos e a defesa dos interesses políticos da nação contra os demais estados estrangeiros.
       Essa Europa moderna foi marcada por intensos conflitos, aonde o controle por territórios instalou sucessivos episódios de guerra.
       No campo econômico as atividades comerciais tinham papel fundamental no enriquecimento e consolidação da autoridade real.
       Por isso, diversos reis ficaram preocupados em adotar  medidas que protegessem a economia contra a entrada de produtos estrangeiros e conquistar áreas de exploração colonial, principalmente, no continente americano. Desta forma, podemos ver que o Estado Absolutista teve grande papel no desenvolvimento da economia mercantil.
       O rei sendo a expressão máxima desse tipo de governo, contou com auxílio dos grupos sociais burgueses e nobiliárquicos(nobreza).  Tendo a Europa preservado uma forte religiosidade, foi de fundamental importância que a Igreja reafirmasse a consolidação dessa nova autoridade por meio de justificativas ligadas à vigente fé cristã. O rei era muitas vezes representado e idealizado como um represente dos anseios divinos para com a Nação.
       Sendo esse processo histórico que permeou em toda Europa Ocidental. A ascensão das autoridades monárquicas foi claramente observada entre os séculos xv e xvi. Entre os principais representantes dessa nova experiência política, podemos destacar a formação das monarquias em: Portugal - Espanha - Inglaterra e França. 
       O auge desse tipo de governo foi vivido entre os séculos xvi a xviii, mas foi desestabilizado pelas críticas e revoluções liberais iniciadas no século seguinte.

Pesquisar o significado ou conceito das seguintes palavras e copiar para o caderno
1- Capitalismo 
2- Isenção 
3- Absolutismo
4- Idade Moderna
5- Mercantilismo

Absolutismo 


       O absolutismo remeteu a um determinado tipo de regime político que, em geral, predominou na Europa entre os séculos xvi e xviii, (16 a 18). Sua consolidação coincidiu com o fim do período medieval ou Idade Média e o início da modernidade. Sendo, assim, expressão política de um novo modelo de Estado que surgia naquele momento de transição. O Estado absolutista. A esse novo tipo de Estado correspondeu também uma forma inovadora de monarquia: a monarquia absolutista.

Poder Absoluto do Rei

          Afirmar que um dado regime era absolutista e o mesmo que dizer se tratava de uma monarquia em que o rei detinha poderes ilimitados, absoluto.
           Desde a Roma Antiga já existiam governantes com poderes absoluto. São conhecidas as duas assertivas quanto a relação entre a lei e o príncipe: o príncipe está isenta da lei e o que apraz ao príncipe vigora como a lei.
            Essa tradição chegou ao período medieval, quando sofreu uma inflexão que permitiu a emergência ao absolutismo. Aos poucos foi se consolidando uma versão pela superioridade do governante, associando-se ao poder divino, e, assim, diminuindo quaisquer outros contra poderes que limitassem seus desejos.

Características e Principais Teóricos 



Thomas Hobbes

             Primeiro filósofo moderno a articular uma teoria detalhada do contrato social, com sua obra Leviatã, escrita em 1651, Thomas Hobbes foi um filósofo inglês do século XVII, reconhecido como um dos fundadores da filosofia política e ciência política modernas. 
             Embora tenha argumentado em favor da monarquia absoluta, Hobbes ajudou a estabelecer vários conceitos importantes para o pensamento liberal europeu. Parte de sua adesão a uma monarquia absoluta se deve a defesa de um governo Central forte que deveria ser capaz de evitar guerras civis
                Historicamente, se entende que esta defesa é devida ao fato se sua obra Leviatã ter sido escrita durante a Guerra Civil Inglesa. Nesta obra Thomas Hobbes estabelece sua posição acerca da fundação do estado, da legitimidade do governo e da formação de uma ciência da moral objetiva.


John Locke

          Conhecido como o "Pai do Liberalismo"     e um dos três grandes filósofos do Empirismo   BritânicoJohn Locke foi um filósofo britânico do século XVII que exerceu grande influência no republicanismo clássico, na teoria liberal e, seguindo a tradição de Sir Francis Bacon, no empirismo e iluminismo escocês.               Locke foi ainda o primeiro a definir a identidade do ser como continuidade da consciência, abrindo caminho para o debate moderno acerca da identidade e ser, que viria a originar o campo de estudo que hoje chamamos de "filosofia da mente".
          Em sua obra Dois Tratados sobre o Governo, Locke argumentou contra a monarquia absoluta e defendeu que o convencimento individual é a base da legitimidade política. O primeiro tratado é dedicado a refutar o patriarcalismo, uma posição politica surgida na Inglaterra do século XVII,           que buscava identificar o monarca com uma figura paterna, argumentando em favor de seu poder absoluto e de seu caráter fraterno. Robert Filmer foi um dos principais proponentes desta posição, a quem Locke ofereceu, no primeiro tratado, uma refutação sentença-a-sentença, contribuindo assim para a extinção do patriarcalismo como posição política.


Nicolau Maquiavel

               Niccolò di Bernardo dei Machiavelli, mais conhecido no Brasil como Nicolau Maquiavel, foi um filósofo que viveu e produziu entre os séculos XV e XVI, na região de Florença. Dedicou-se a explicação e compreensão do estado, politica e homens de estado como estes são na realidade, em oposição àqueles autores que formularam teorias acerca de como deveria ser o estado ou o governante ideal. Para além de descrever o estado de sua época, Maquiavel também apresentou estratégias e métodos sobre como os homens de estado deveriam comportar-se para tirar maior proveito da realidade, mantendo e expandindo o poder.

Reforma e Contra Reforma

                No começo do século XVI, a Igreja passava por um período delicado. A venda de cargo eclesiásticos, indulgências e o enfraquecimento das influências papais pelo prestígio crescente dos soberanos europeus, que muitas vezes influenciavam diretamente nas decisões da Igreja, proporcionaram um ambiente oportuno a um movimento reformista.
               No final da Idade Média surgiu um forte espírito nacionalista que se desenvolveu em várias partes onde a figura da Igreja, ou seja, do Papa, já estava em descredito. Esse espírito nacionalista foi estrategicamente explorado pelos príncipes e monarcas, aumentando em aumentar os poderes monárquicos , colocando a Igreja em situação de subordinação.
               Nesse período, os olhos se voltaram para o grande patrimônio da Igreja, que despertou a ambição dos reis e nobres em querer anexar as suas terras as grandes e ricas propriedades da Igreja, que por exemplo: na Alemanha um terço do território era da Igreja, na França um quinto das terras estavam em poder da Igreja. Fora a isenção de impostos sobre esse território eclesiástico. 
               O ponto de partido da reforma religiosa foi o ataque de Martinho Lutero, em 1517, a prática da Igreja de vender indulgência. Martinho Lutero era um monge da ordem católica dos agostinianos, nascido na Alemanha em 1483. Após ter passado alguns anos no mosteiro, estudando o pensamento de Santo Agostinho, foi  nomeado professor universitário de teologia na Universidade de Wittenberg.
               Após exaustivos estudos, Lutero encontrou respostas para a suas dúvidas e, a partir desse momento, começou a defender a doutrina da salvação pela fé. Ele elaborou 95 teses que criticavam duramente a compra de indulgências, Eis aqui algumas das teses:

Tese 21 - estão encerradas os que pregam as indulgências e afirmam ao próximo que ele será liberto e salvo de todo castigo dos pecados cometidos mediante indulgências do papa. 

Tese 36 - Todo cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados e sente pesar por ter pecado tem total perdão dos pecados e consequentemente de suas dívidas, mesmo sem carta de indulgência do papa.


Tese 43 - Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que dá aos pobres ou empresta a que necessita age melhor do que se comprassem indulgências.

                Esses princípios foram considerados uma afronta á Igreja Católica em 1521 0 monge agostiniano, foi considerado definitivamente de herege e foi excomungado pela Igreja Católica. Suas ideias firam defendidas entre os cristão e passadas adiante através da tradução da Bíblia para o idioma alemão, seu número de adeptos as ideias de Lutero aumentaram largamente; por outro lado, o poder da Igreja diminuiu consideravelmente.

Contrarreforma

                Foi um movimento de reação da Igreja Católica ao surgimento de novas doutrinas cristã na Europa, em processo conhecido como Reforma Protestante. Após perder o poder religioso, econômico e político nos reinos alemães e na Inglaterra, além da diminuição da influência nos País Baixos, França, Áustria, Boêmia e Hungria, a Igreja Católica reagiu e de forma repressiva.
Medidas

Criação da Companhia de Jesus, ordem religiosa dos Jesuítas, fundada pelo militar Inácio de Loyola e era organizada de forma semelhante a um exército.

Concílio de Trento, na Itália entre 1545 e 1463 - esse encontro reunião as principais autoridades católicas e também alguns (teólogos e protestantes). Tinham como objetivo redefinir o posicionamento da Igreja em relação a sua doutrina religiosa.

Entre as medidas tomadas: foi proibida a venda de indulgências e decidido a criação de seminários para fazer formação de eclesiásticos, buscando desse forma, evitar a venda de cargos na Igreja.

A constituição de um catecismo para a doutrinas as crianças estava também entre as medidas. 
 O Tribunal do Santo Ofício, a inquisição, foi reativado para poder perseguir os praticantes das doutrinas cristãs protestantes. Milhares de pessoas foram torturadas e muitas mortas.

Uma lista de livros proibidos foi criada, vários livros foram proibidos aos católicos.

Pesquisar o significado das seguintes palavras:

  1. Indulgência 
  2. Inquisição
  3. Mosteiro
  4. Teólogo
  5. Doutrina

Expansão Marítimas Europeias nos Séculos XV e XVI

          Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente os portugueses e os espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais: a) descobrir uma nova rota marítimas para as Índias e encontrar novas terras. b) buscar especiárias para trazer para a Europa.
          Este período período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos. 


Objetivos
            
        No séculos XV, os países europeus que quisessem comparar especiárias (pimenta, açafrão, gengibre,canela e outros temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que possuíam o monopólio destes produtos. O mar mediterrâneo e os caminhos para as Índias eram dominados pelos italianos.
            Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha, desejavam muito ter acesso direto as fontes orientais, para poderem também lucrar com estes interessantes comércios.
      Outro fator importante, que estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, (metais preciosos) e produtos não encontrados nas Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessadas neste empreendimento, pois, significava novos fiéis. 
           Os reis também estavam interessados, tanto que financiavam grande parte dos empreendimentos marítimos, pois com o aumento do comércio, arrecadação de impostos para os seus reinos. Mais dinheiro significaria mais poder para os reis absolutistas da época. 


Pioneirismo Português

             Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos xv  e xvi devido uma série de condições encontradas neste país Ibérico. A grande experiência em navegações principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal.
        As características, principalmente como meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior a de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capitais vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que esses negócios poderiam gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até esmo um centro de estudos. A Escola de Sagres.
      Planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha.
        Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas eram capazes de transporte grandes quantidades de mercadorias e homens. Nunca navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo que acontecia durante a viagem.


Navegações Portuguesas e os Descobrimentos

                 No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama ás Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou a Calicute e pode desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiárias, renderam lucros fabulosos aos lusitanos.
         Outro importante feito foi a chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra "descoberta" Cabral continuou o percusso em direção as Índias. Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.


Navegações Espanholas 

           A Espanha também se destacou nas conquistas marítimas deste período, tornando-se, ao lado de Portugal, uma grande potência. Enquanto os portugueses navegaram para as Índias contornando a África, os espanhóis optaram por outro caminho, o genovês Cristóvão Colombo, financiado pela Espanha, pretendia chegar as Índias, navegando na direção oeste. Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo Oceano Atlântico.
       Colombo tinha conhecimento de que nosso paneta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente não conhecido.
             Foi somente anos mais tarde que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido pelos europeus. Em contato com os indígenas da América (maias, incas e astecas), os espanhóis começaram um processo de exploração destes novos povos interessados na grande quantidade de ouro.
        Além de retirar as riquezas dos indígenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas. 





PLANEJAMENTO DO 3º BIMESTRE PARA OS ALUNOS 7 ANO C

IMPÉRIO MAIA


Resultado de imagem para fotos dos povos maias


Império Maia é centrado nas planícies tropicais do que é hoje a Guatemala, atingiu o auge de seu poder e influência em todo o século VI dC. Os Maias destacaram-se na agricultura, cerâmica, escrita hieróglifo, calendário de tomada e matemática, e deixaram para trás uma surpreendente quantidade de arquitetura e obras de arte simbólica.
A maioria das grandes cidades de pedras dos maias foram abandonadas por 900 dc., no entanto, e uma vez que os estudiosos do século 19 têm debatido o que pode ter causado esse declínio dramático.
civilização maia foi uma das sociedades indígenas mais dominantes da Mesomérica (um termo usado para descrever o México e América Central antes da conquista espanhola do século XVI (16). Ao contrário de outras populações indígenas espalhadas da Mesoamérica, os maias foram centradas em um bloco geográfica que abrange toda a Península de Yucatán e moderna Guatemala; Belize e partes dos estados mexicanos de Tabasco e Chiapas ; e a parte ocidental de Honduras e El Salvador. Esta concentração mostrou que a Maia manteve-se relativamente seguro da invasão de outros povos mesoamericanos.
A cultura maia só começou a ser explorada durante a primeira metade do séc. XIX pelo americano John Stephens e o desenhista inglês Frederik Catherwood.
Eles descobriram várias cidades sendo que a que mais chamou a atenção Chichen-Itzá. Eles publicaram o resultado de usas pesquisas e foi através destas obras que o povo ficou sabendo que não eram simples índios, mas que eles possuíam uma complexa organização, construíram magníficas cidades de pedra e desenvolveram uma escrita própria. Essa escrita se encontra nos diversos edifícios explorados.
Os sacerdotes maias possuíam diversos livros escritos em finas folhas de madeiras cobertas com gesso. Quando os maias foram encontrados por colonizadores, um dos aspectos que ajudou a extinção daquela civilização foi o fato de viverem em lutas constantes. Nessa época os padres espanhóis descobriram que os índios possuíam livros e resolveram destruí-los para evitar a divulgação de sua cultura. O bispo de Yucatán, D. Diego de Landa, ordenou a apreensão ea queima de centenas de volumes de livros chamando isso de um auto-de-fé. Além disso, determinou que a utilização daquela “escrita demoníaca” seria punida com a morte.
Esse mesmo bispo quando retornou à Espanha, escreveu um relatório intitulado Relacion de las Cosas de Yucatán, em 1566 para justificar sua ação repressiva. Informou que os livros continham descrições de cerimônias diabólicas e sacrifícios humanos. O relatório ficou esquecido até 1863 até que foi descoberto pelo sacerdote Charles Etienne Brassuer, que era interessado nas culturas pré Colombianas. Este permitiu saber o sistema utilizado pelos maias para a elaboração do calendário e seus numerais.
Salvaram-se apenas 4 livros da destruição, 3 conhecidos há muito tempo e um que apareceu após a segunda guerra mundial. Os livros tratavam de idolatrias que envolviam sacrifícios entre outras práticas similares.

HISTÓRICO DA CIDADE
No século 17 a cidade foi descoberta pelos espanhóis, missionários que queriam converter tribos que viviam às margens do lago Petén-Itzá, passaram aterrorizados por suas ruínas. A partir deste relato feito pelos religiosos o coronel Modesto Mendez em 1848 foi procurar a cidade , e quando a encontrou ficou maravilhado com a cultura.
Intrigando-nos até hoje, com o tamanho da pirâmide e dos templos feitos daquele tamanho com objetos construtores equivalentes a idade da pedra europeia. Além disso a cidade possuía grandes reservatórios de água , e ainda alguns objetos que até hoje não foi possível produzi-lo.Mais recentemente os americanos encontraram pirâmides Maias na Guatemala com até 45 metros de altura na região de Nakbe com objetos com + ou- 400 a.C.

ESCRITA
Dos 4 sistemas de escrita que se desenvolveram na Mesoamérica (zapotéca, mixteca, Maia e asteca), o mais complexo, não é possível agente ler completamente os textos, devido entre outras coisas a que os750 ou 800 signos que se conhecem, alguns sons ideográficos, outros pictográficos e outros mais em partes fonéticas, que funcionaram em forma de figuras.
Sociedade Maia

A sociedade Maia estava dividida em classes: a nobreza o almehenoob, a qual pertence o sacerdote, governantes, chefes guerreiros e comerciantes o oh chembal unicoob, constituído de artesãos e trabalhadores, os escravos o pentacoob parte reduzido da população destinada principalmente o sacrifício, pois a sociedade Maia não se baseava na escravidão.

ECONOMIA E POLÍTICA
          A base da economia Maia foi o cultivo do milho pela técnica, pela roça e pelo semeio, que acaba esgotando as terras em 2 ou 3 anos, obrigando a mudar de lugar de plantio, o que resulta num cultivo extensivo e não intensivo. Na plantação se planta também outras coisas e se cultivam legumes , frutos, condimentos, algodão, tabaco.Ao lado da agricultura se praticava a caça , a pesca e domesticação de animais .
No aspecto tecnológico, a indústria mais importante lítica; produziram armas, objetos de trabalho e tornos em vários tipos de pedras, como a obsidiana, o pedernal e o jade.
Baseava-se na escravidão.

      RELIGIÃO
Os Maias tinham uma religião politeísta a dizer, rendia culto a muitos deuses, que podiam ser masculinos e femininos, jovens e velhos benéficos e maléficos também um ou quatro não eram seres perfeitos como em outras religiões, nem culto suficientes, que para continuar existindo necessitando de homens e do culto.

Calendário maia
calendário maia era superior ao de todos os povos da Antiguidade. Compreendia um ano solar de 365 dias, um ano bissexto de 366 dias e um ano venusiano de 260 dias.
Livros mais antigos eram os seguintes:
Durante o Novo Império foram construídos edifícios dedicados a divindades oriundas da região dos toltecas e que exigiam constantes sacrifícios humanos. Edward Thompson explorou os edifícios em melhor estado de conservação.

Construções Maias

O chamado Caracol era um observatório astronômico com seteiras voltadas para Vênus, Marte, Júpiter, a estrela Sírio e a Lua. Havia também o Castelo, que era uma pirâmide com 4 escadas centrais, cada uma com 90 degraus, e mais 5 degraus que levavam até o templo, o que somava 365 degraus. Isso demonstrava a preocupação com o calendário solar…

MEDICINA
Os Maias tiveram uma medicina que foi combinação da Ciência e magia, pois consideravam que as enfermidades teriam tantos casos naturais e como sobrenaturais. O médico era o alguém, quem diagnosticava a partir de sintomas, fundados na ideia de que as enfermidades se devia ao frio , ao calor ou a alguma coisa mágica.
Havia médicos especializados, como herbolárias, hueseros e parteras. Entre as curas havia infusões e pomadas feito com ervas , substâncias animais sangrias hantro de vapor e formulas mágicas. Há vários textos médicos, parte dos chilam, balam e copias de antigas escrituras realizadas mais tardiamente, como o livro do judio e no livro, RITUAL DOS BACABES.


História dos Astecas

Conheça a história dos Astecas, formação do Império, arquitetura, religião, imperador Montezuma, agricultura, economia, artesanato, cultura e arte.

Introdução 
Povo dedicado à guerra, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa área de pântanos, próxima do lago Texcoco.

Sociedade asteca 
A sociedade era hierarquizada (dividida em camadas bem definidas) e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). 

Montezuma e a conquista espanhola sobre os astecas
Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Comandados pelo conquistador Fernão Cortés, os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região. O Império Asteca foi dominado pelos espanhóis em 1521.

Agricultura 
Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo.

Artes, religião e arte asteca
artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas. A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia
Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes. 
Você sabia?
- A cidade de Tenochtitlán (capital asteca) foi fundada no ano de 1325. Após o domínio espanhol, em seu lugar, foi construída a Cidade do México.

Economia Asteca

 

Economia asteca, agricultura, tributos, trabalho, comércio no Império Asteca, principais atividades econômicas



Principais atividades econômicas
A economia dos astecas tinha como principal atividade a agricultura. Cultivavam, principalmente, milho, cacau, pimenta, tomate, abóbora, mandioca, feijão e batata. Também cultivavam frutas como, por exemplo, abacaxi, maracujá e banana. 
Os astecas usavam técnicas agrícolas avançadas para a época.
Construíram complexos sistemas de irrigação do solo e obras de drenagem.
Além da agricultura, os astecas viviam da pesca, caça e confecção de objetos artesanais (potes, cestos, joias, etc.).

Comércio
O comércio interno era intenso no Império Asteca. Havia comerciantes especializados em vários tipos de produtos. A economia funcionava na base da troca de produtos, porém as sementes de cacau eram usadas como uma espécie de moeda.

Trabalho
O trabalho no Império Asteca era diversificado. Existiam os trabalhadores livres (comerciantes, artesãos, etc.) e os que trabalhavam em regime de servidão. Estes últimos atuavam na construção de obras públicas e eram controlados, na base da violência, pelas autoridades militares, religiosas e governamentais.

Tributos
Os astecas pagavam muitos tributos ao estado. Estes tributos eram pagos com parte da produção ou prestação de serviços. Os tributos eram usados , principalmente, na construção de estradas, canais, palácios e diques.

Desigualdades sociais
A economia asteca gerava muita desigualdade. Os governantes e as autoridades militares e religiosas viviam em ótimas condições financeiras, pois grande parte da renda do império concentrava-se nestas camadas sociais privilegiadas.
Já os trabalhadores braçais, que formavam grande parte da população asteca, pagavam muitos tributos, recebiam pouco e , por isso, viviam em estado de pobreza.


História dos Incas

Conheça a história do Império Inca, cultura, economia, religião, trabalho, organização social, o imperador: sapa-inca, Machu Picchu, o quipo, escrita e arquitetura


 Introdução 
A Civilização Inca desenvolveu-se na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram conquistados e dominados pelos espanhóis no ano de 1532.

Governo 
O imperador, conhecido por Sapa Inca, era considerado um deus na Terra. A sociedade era extremamente hierarquizada e formada por: nobres ( governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei  em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.

Cultura Inca
Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de  pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e joias. 

Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.
religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti ). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).


Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem: o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.


Tema: Conquista Espanhola na América


          A América rapidamente tornou-se um bom investimento para os Estados mercantilistas, principalmente a partir de 1545, quando foram descobertas na região de Potosi (atual Bolívia) as maiores minas de prata do mundo conhecida na época.
          Durante o período colonial, a América espanhola permaneceu dividida a em quatro vice-reinos (Nova Granada, Nova Espanha, Peru e Rio da Prata) e o em quatro capitanias gerais (Cuba, Chile, Guatemala e Venezuela). Estas regiões eram controladas diretamente pela Coroa espanhola, mas existiam também os cabildos que eram assembleias semelhantes às atuais Câmaras Municipais que eram controladas pelos espanhóis locais.
          Na América espanhola, os chapetones, espanhóis natos, representavam a Coroa espanhola na colônia e os crioullos (espanhóis nascidos na colônia) formavam a elite local e dominavam os cabildos, índios, negros africanos e mestiços formavam a classe trabalhadora.
          A Espanha sempre procurou garantir que a exploração econômica de sua parte da América beneficiasse os interesses da Coroa e da burguesia. Com o monopólio comercial as riquezas eram desviadas da América e acumuladas na Europa, e pelo pacto colonial as colônias não poderiam estabelecer relações comerciais com a metrópole e sua burguesia comercial.
A agricultura também enriqueceu a Coroa e a burguesia espanhola. No entanto, a atividade econômica preponderante na América espanhola sempre foi a mineração que marcou a região como a mais forte de metais preciosos do mundo.
          A escravidão negra praticamente restringiu-se as plantações de cana de açúcar e tabaco nas ilhas do Caribe; em todas as outras regiões, predominou o trabalho indígena.

          O brutal e estafante trabalho compulsório ocorria nas modalidades da encomienda ou da mita. A encomienda era a exploração de um grupo de índios por um colono espanhol em troca da responsabilidade do colono em catequizar os nativos dominados eram obrigados a colocar anualmente a disposição do colono um certo número de homens para trabalhar para este colono. A encomienda e da mita. São formas de trabalhos compulsórios que predominaram na exploração colonial da América pela Espanha.

Consequências da Colonização Espanhola

          A conquista da América e a sua posterior colonização, foi um empreendimento gigantesco, que sem dúvida alguma mudou os rumos da civilização ocidental. Esta obra, cujas marcas principais estão diretamente relacionadas à expansão marítima e comercial levada a cabo pelos países ibéricos (Portugal e Espanha) no final do século XV, realizou-se com a perda de milhões de vidas e o extermínio completo de muitas civilizações indígenas.
          Se por um lado o Novo Mundo representava um eldorado de oportunidades para europeus ávidos por riquezas e metais preciosos (ouro, prata e cobre), por outro ele se transformou num verdadeiro inferno e numa dolorosa provação para aqueles que se submeteram pela força, ao jugo dominador das nações europeias, notadamente da Espanha.

          Após alguns contatos amistosos no início da colonização, a relação entre espanhóis e gentios da terra sofreu uma transformação que, caracterizou por assim dizer, o tipo e a mentalidade colonizadora desenvolvida pela Espanha. A busca por riquezas e a conversão dos índios ao cristianismo foram, entre outros fatores, as bases motivadoras do projeto colonial em território americano.

          O segundo objetivo era constantemente utilizado para mascarar o primeiro e em busca deste, inúmeras atrocidades foram cometidas contra os povos dominados. A cruel matança de indígenas, bem como a ganância e a sede espanhola por metais preciosos, foi muito bem retratada por Frei Bartolomeu de Lás Casas (testemunha ocular de tais acontecimentos), que jamais ficou calado diante do tratamento desumano dispensado pelos colonizadores aos povos nativos:   



Tema: Sociedades Indígenas no Território Brasileiro

Povos Indígenas do Brasil

 

          A Cultura dos Povos Indígenas - Cerca de 200 sociedades indígenas vivem no Brasil. São quase 200 culturas, com língua, religião e organização social distintas entre si. Trata-se de um dos maiores acervos culturais do mundo, que tem atraído ao País centenas de estudiosos e especialistas, principalmente lingüistas e antropólogos. Este acervo, entretanto, vive sob constantes ameaças, que têm como causa básica os conflitos fundiários e o avanço dos não-índios sobre as terras indígenas. A Constituição Federal estabelece como direito inalienável aos povos indígenas a posse sobre a terra que ocupam, mas, dada a vastidão do território brasileiro e a escassez de recursos, a agência governamental encarregada de defender e garantir os interesses e os direitos indígenas, a Funai (Fundação Nacional do Índio), tem dificuldades de fazer cumprir a legislação, garantir um adequado atendimento de saúde e educação e implementar os projetos de atividades produtivas.

          A cultura material dos povos indígenas expressa aos outros setores da sociedade a sua visão de universo e, quase sempre, cumpre uma função utilitária no cotidiano da comunidade tribal. Mas esta visão vem sendo influenciada pelas mais variadas formas de pressão a que estão submetidos os povos indígenas brasileiros, cujas terras são ambicionadas pelos regionais, em virtude das riquezas da flora, fauna e do subsolo.
          A carência de recursos, aliada à influência das populações não indígenas tem repercutido na produção cultural dos povos indígenas brasileiros. Excluem-se dessa tendência os indígenas que ainda vivem isolados, sem qualquer contato com o chamado mundo civilizado, que a Funai estima em cerca de 60 comunidades na Amazônia.
          A influência dos regionais sobre os povos indígenas pode ser constatada nas peças artesanais. Nos últimos anos, os técnicos da Funai verificaram uma queda na qualidade dos artesanatos indígenas. Este processo coincide com o avanço dos não índios sobre seus territórios, que tem provocado modificações ambientais e privado os índios da matéria-prima necessária à produção da sua arte. Além disso, os baixos investimentos nas áreas de educação, saúde e atividades produtivas, deixou as sociedades indígenas mais suscetíveis às influências dos regionais e dependentes dos benefícios do Estado.
          A necessidade de sobreviver em condições adversas levou os Pataxó Hã-Hã-Hãe, localizados no sul da Bahia, a produzirem intensamente seus artesanatos, sem a tradicional qualidade. Cercados por fazendeiros e ainda hoje lutando pelo direito à posse imemorial da terra por eles ocupada, seu espaço físico foi bastante desmatado e sua flora local reduzida. O artesanato Pataxó está longe de representar toda a sua cultura material. Hoje, eles produzem peças visando a arrecadar recursos que lhes permitam consumir bens e produtos produzidos pelos não índios. Anteriormente, o artesanato Pataxó era rico em penas de aves típicas da região e que revelavam aspectos da sua cultura mítica. As penas usadas hoje são de aves comuns, tingidas com cores fortes, que estão longe de retratar a verdadeira cultura Pataxó. Eles optaram ainda pela produção de pentes e outros apetrechos em madeira, que têm boa aceitação comercial.
          Os índios Fulniô, no Estado de Per nambuco, também enfrentam situação semelhante. Exímios na arte do trançado, os Fulniô encontram muita dificuldade em obter matéria-prima para a produção de cestos, tapetes e outras peças. Assim, os Fulniô também fazem trabalho em madeira (gamelas, pentes, entre outros objetos) com objetivo puramente comercial. A pressão dos civilizados, entretanto, não alterou o comportamento religioso nem in fluiu na organização social do grupo. Os Fulniô têm a preocupação de preservar a própr ia língua, realizar seus rituais e ensinar aos mais jovens as tradições do grupo.
          Os Guarani-Kaiowá, naturais do Mato Gr osso do Sul, são outro exemplo de povo extremamente afetado pelo contato com a sociedade nacional. A cada ano é mais elevado o número de suicídios nesse grupo. Nos últimos anos, a Funai tem investido muito para recuperar os territórios tradicionalmente ocupados pelos Guarani-Kaiowá e dominados irregularmente por produtores de soja e agropecuaristas, a fim de garantir a sobrevivência física e cultural deste grupo que, no passado, se espalhava da região Centro-Oeste até o Sul do País.
          A perda gradual do espaço geográfico da aldeia (tekoha) comprometeu a organização social dos Guarani-Kaiowá, fortemente ligada aos seus conceitos míticos.
          O espaço da aldeia tem uma relação com o sagrado e a sua perda implica em falta de referencial para as demais s atividades do grupo. Não só a perda do Tekoha alterou os aspectos culturais desses índios. O processo de anulação dos valores culturais dos Guarani-Kaiowá se deveu, em grande parte, à presença de várias seitas protestantes, que penetra m no grupo com o objetivo de dar-lhes assistência. Esta influência das missões religiosas, impondo conceitos estranhos a eles, como o do pecado, gerou conflitos.
          Sem o referencial místico, intrínseco à terra que deveriam ocupar, e contaminados por outros entendimentos de religiosidade, muitos índios viram e ainda vêem no suicídio uma alternativa para acabar co m o próprio conflito interno. Quando não tomam esta atitude extrema, entregam-se ao consumo de bebidas alcóolicas, que, igualmente, leva a sua degradação. Alguns, entretanto, buscam a alternativa de se empregarem nas fazendas instaladas em suas terras tradicionais. Esta decisão, por si só, já representa um total distanciamento do padrão cultural de um Guarani- Kaiowá. Os índios são sub-empregados. Entretanto, é a forma que vários Guarani- Kaiowá encontram para, pelo menos, se manterem vivos na esperança de poderem, um dia, retomar o tekoha.
          As populações indígenas do Sul do País, como os Guarani, Kaingang e Xokleng não têm u ma produção relevante de cultura material, que se manifeste a través de um artesanato próprio, seja ele cerâmica, arte plumária ou outros objetos. Isto pode ser comprovado pelo fato de o Departamento de Artesanato Indígena (Artíndia) da Funai não receber peças produzidas por esses povos, que vivem espalhados pelos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Embora preservem a língua e seus hábitos, estes grupos enfrentam sérios conflitos pela posse na terra, devido à alta densidade demográfica registrada naquela região. Esta luta pelo espaço físico e o longo contato com a população branca levaram os índios a praticamente abandonar a sua produção artística. Grande parte desses grupos incorporou elementos predominantes no comportamento da sociedade nacional e se dedica à atividade agropecuária.
Fonte: www.abrasd.com.br


O Encontro dos Portugueses com os Povos Indígenas

O domínio português: resistência indígena como forma de conter a opressão.

          Desde a chegada dos primeiros colonizadores houve uma batalha contra os indígenas, essa luta não raro se fez com a permissão do governo metropolitano português até com a utilização de suas tropas militares e mercenárias. No primeiro século de colonização, foram os indígenas do litoral leste e sudeste do Brasil os que entraram em choque com os brancos. Estes não somente desejavam se apropriar das terras dos indígenas para fazer suas lavouras de cana de açúcar, como queriam se apoderar dos próprios indígenas com o objetivo de transformá-los em escravos. Durante o período pré-colonial, houve várias expedições, nos relatos feitos pelos portugueses ocorria a antropofagia (portugueses sendo comidos pelos indígenas), ao surgir as pequenas feitorias houve uma tentativa de manter uma vida amistosa com determinados tribos destas regiões.
          No século XVII, a economia brasileira já era dominada pela lavoura e a indústria da cana de açúcar, o gado estava avançando pelo interior do nordeste e pelo rio São Francisco, moviam-se lutas contra tribos que habitavam esta região, as quais eram dizimadas. O governo português promovia a ocupação do Maranhão e do Pará, e combates sangrentos se davam entre os brancos e os indígenas destas regiões. No sul, os paulistas começavam a realizar expedições contra os indígenas do interior, com o objetivo de obter novos escravos. Um século depois a economia brasileira se caracterizou pela a exploração do ouro, novas lutas se deram entre brancos e índios destas regiões auríferas, são índios de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Nessa época começavam a desaparecer os Kayapó do Sul, que habitavam o triângulo mineiro, já no maranhão, os criadores de gado invadiram as terras dos índios Timbíra. Outra frente agrícola seria a dos colonos alemães em Santa Catarina, que entrou em choque com os índios xokléng (na capitania do espírito santo não houve um grande desenvolvimento colonial devido às ações de resistência dos indígenas que travavam duras batalhas contra os colonizadores). A frente pastoril no século XVI, por todos os lugares onde avançou, acabou encontrando índios, que dizimou, chegou mesmo a empregar os serviços de bandeirantes no combate aos índios.
          Nem todas as tribos indígenas desapareceram devido aos choques armados com os brancos ou devido à escravização. Um grande número de indígenas desapareceu devido às doenças que eram desconhecidas por seu meio, nos primeiros tempos da colonização, quando os missionários reuniam índios de vários lugares num só aldeamento para facilitar a catequese cristã, o surto de qualquer uma doença era algo desastroso, pois o ajuntamento de um grande número de indígenas facilitava o contágio. As epidemias da varíola de 1562-1563, na Bahia, mataram muitos índios assim aldeados.
          Muitos povos indígenas submetidos ao controle dos senhores de engenho ou dos jesuítas procuravam resgatar a sua liberdade através de violentas revoltas, outros articulavam complexos movimentos de protesto e resistência. Porém a estratégia mais eficaz a alternativa ao confronto e a submissão residia na fuga coletiva e na reconstituição da sociedade em regiões distantes dos conquistadores, durante o século XVI, muitos grupamentos tupi abandonaram o litoral e foram para áreas longínquas com o objetivo principal de reestabelecer a sua autonomia.
          Os levantes indígenas foram um dado constante na história da região amazônica, em alguns casos as forças disponíveis dos portugueses eram poucas em números e equipamentos, em uma guerra aberta contra os índios as forças portuguesas seriam inevitavelmente anuladas e absorvidas. Muitos portugueses levantavam alternativa a repressão armada e começavam a fazer planos para estabelecer relações pacíficas com os índios, porém estas relações pacíficas, como no caso dos índios mundurucus muitas vezes esbarraram nas decisões de governantes que determinavam as ações punitivas em direção as áreas rebeldes, mesmo assim os indígenas não se intimidavam e continuavam com as suas resistências. Portanto, as gestões de paz estavam sendo seriamente quebradas / ameaçadas junto com os programas de pacificações com as ações punitivas que resultava no massacre de indígenas, ressaltando que estas expedições punitivas representavam os interesses de determinados grupos portugueses que se beneficiavam.

Consequências do Encontro dos Portugueses com os Povos Indígenas

          Quando ouvimos falar da colonização portuguesa na América, lembramos logo da Descoberta do Brasil: Pensamos: será que o Brasil foi realmente descoberto pelos portugueses? Antes da chegada dos portugueses não existiam povos e sociedades habitando a nossa terra?
          Mas é lógico que existiam habitantes no "Novo Mundo": eram os diferentes povos indígenas, considerados os povoadores da região. O processo que promoveu o primeiro contato entre portugueses e indígenas foi um encontro de culturas? Ou uma conquista, um "desencontro de culturas"?
          A colonização portuguesa teve como principais características a submissão e o extermínio de milhões de indígenas. O processo de colonização portuguesa no Brasil teve um caráter semelhante a outras colonizações europeias, como a colonização espanhola, que conquistou e exterminou os povos indígenas.
          A Coroa portuguesa, durante as Grandes Navegações (XV e XVI), tinha como principais objetivos a expansão comercial e a busca de produtos para comercializar na Europa (obtenção dos lucros). Existiam outros motivos, porém focaremos esses dois.
          Em 1500, os primeiros portugueses que desembarcaram no "Novo Mundo" (América) tomaram posse das terras, logo em seguida tiveram os primeiros contatos com os indígenas, designados pelos portugueses de "selvagens". Alguns historiadores chamaram o primeiro contato entre portugueses e indígenas de "encontro de culturas" (como uma tentativa de amenizar e adocicar as péssimas relações que foram mantidas), mas percebemos que o início do processo de colonização portuguesa foi um "desencontro de culturas", que mais correspondeu ao processo de extermínio e de submissão dos indígenas - tanto por meio dos conflitos com os portugueses quanto elas doenças trazidas por estes, como à gripe, a tuberculose e a sífilis.
          O "desenvolvimento de culturas" promovido pelos primeiros contatos entre europeus e indígenas ganhou nova força a partir de 1516, quando Dom Emanuel I, rei de Portugal, enviou navios ao novo território para efetivar o povoamento e a exploração. Os indígenas resistiram à tentativa de submissão e extermínio, expulsando rapidamente os portugueses.
          Até 1530, a ocupação portuguesa ainda era bastante tímida - somente no ano de 15131, o monarca português Dom João III enviou Martin Afonso de Souza ao Brasil, nomeando-o Capitão - Mor da esquadra e das terras coloniais, visando efetivar a exploração mineral e vegetal da região e a distribuição das Sesmarias (lotes de terras).
          A submissão e o extermínio dos indígenas pelos europeus estavam apenas começando na história do Brasil, entretanto não devemos esquecer a resistência que os povos indígenas empreenderam.


4º Bimestre

Tema: Tráfico Negreiro e Escravismo Africano
          Embora a escravidão seja quase tão velha quanto à própria humanidade, jamais o tráfico de escravos fora um negócio tão organizado, permanente e lucrativo quanto se tornou depois que os portugueses estabeleceram, em meados do século xvi, uma vasta rota triangular que uniu a Europa, a África e América e transformou milhões de africanos em uma lucrativa moeda de troca. Manufaturas europeias eram levadas para Guiné e cambiadas por escravos em entrepostos costeiros. Os mesmos navios partiram em seguida, conduzindo em seus porões aldeias inteiras para trabalhar até a morte nas plantações do Brasil. Uma vez no Novo Mundo, esses escravos em geral não eram vendidos, mas trocados por açúcar- revendido, a seguir, com grande lucro na Europa. A formula logo pode incluir a Ásia, já que os panos coloridos feitos em Goa, na Índia, passaram a serem mercadorias oferecidas nas feitorias da Guiné.
          Mas o pioneirismo lusitano foi logo ameaçado pela concorrência dos holandeses, ingleses e espanhóis.
          No século xvii, se já não eram os maiores traficantes de escravos do planeta, britânicos e holandeses eram os que mais lucravam, com eles. No século seguinte, porém, brasileiros e portugueses radicados no Brasil se tornaram os maiores e mais eficientes traficantes de escravos da história. Utilizando-se da cachaça e do tabaco de terceira - baratos e abundantes no Brasil e apreciadíssimos na África, criaram um círculo comercial espantosamente eficiente e rendoso.   Embora capturados cada vez mais no interior do continente africano, os escravos iam ficando cada vez mais baratos, à medida que aumentava o interesse pelo fumo e pela aguardente. Os postos de capturas e trocas de escravos logo se espalhavam por quase toda a África negra, incluindo Moçambique e outros portos do Índico. O mercado de carne humana floresceu planamente até 1815, quando sentindo=se prejudicada pelo tráfico, a Inglaterra decidiu proibi-lo.

Condições dos Escravizados

          Como o açúcar feito no Nordeste do Brasil era levado para a Europa nos mesmos navios que traziam os escravos da África, os negreiros forçavam os engenhos a adquirir nos escravos sob pena de não comprarem seu açúcar. Assim, os senhores de engenhos logo se endividavam.
          De qualquer forma, um escravo se "pagava" em cinco anos. Melhor para seus senhores: devido aos maus-tratos frequentes, a jornada de trabalho nunca inferior a dezoito horas diárias, as péssimas condições de alojamentos e as rações criminosamente exíguas, os escravizados, em média, não sobreviviam mais do que sete anos no Brasil. Mas, como uma "peça da África" custava cerca de cinquoenta mil-réis, mesmo portugueses relativamente pobres - e até escravos alforriados - podiam ter pelo menos uma. E de fato tinham\; não possuir escravo no Brasil era considerado algo tão humilhante que dentre os "reinóis" que não conseguiam adquiri os seus, muitos preferiam voltar para Portugal.

Trabalho do dia a dia

          Eles eram plantadores e moedores de cana de açúcar, derrubadores de matas e semeadores de mudas; eram vaqueiros, remeiros, pescadores, mineiros e lavradores; eram artífices, caldeireiros, marceneiros, ferreiros, pedreiros e oleiros; eram domésticos e pajens, guarda - costas, capagangas e capitães do mato, feitores, capatazes e até carrascos de outros negros. Estavam em todos os lugares: nas cidades, nas lavouras, nas vilas, nas matas, nas senzalas, nos postos, nos mercados, nos palácios.
          Carregavam baús, caixas, cestas, caixotes, lenhas, cana de açúcar, quitutes, ouro e pedras, terra e dejetos. Também transportavam cadeirinhas, redes e leiteiras onde, sentados ou deitados, seus senhores passeavam (ou até viajavam). "Eles eram, de acordo como jesuíta Antonil, 'as mãos e os pés dos senhores de engenhos"

Brasil Negro

          Capoeira, Samba, Feijoada, Candomblé, Vatapá: Que país seria o Brasil sem o legado cultural africano?
          Certamente não o mesmo que hoje é - e dificilmente mais colorido, dinâmico, múltiplo e ruidoso. Falar na "influência cultural" que os negros tiveram no Brasil é quase uma piada: o que parece ter havido, pelo menos em certas áreas do país, é quase uma adaptação dos padrões de comportamento dos escravizados as nossas condições de vida a que foram submetidos. E, tão logo eles se estabeleceram, os demais povos e que se viram na continência de adotar inúmeras tradições africanas.

A Luta dos Escravizados

          Sabe-se atualmente que a resistência dos escravizados foi muito feroz e constante. Milhares de negros lutaram de todas as formas contra os horrores que o destino lhes reservava. A fuga, solitária ou coletiva, não era a única forma de rebelião: houve incontáveis casos de escravizados que quebravam ferramentas, incendiavam senzalas, dispersavam rebanhos ou atacavam seus feitores.
          Muitos outros optaram pelo suicídio (em geral pela ingestão de terra), ou então se deixaram acometer pelo "branzo", o torpor mortal que levava a morte por inanição.
Certo é que, onde houve escravidão, houve resistência.
Quilombos - Quantos foram os quilombos e quantos negros neles viviam é algo impossível de calcular. Em 1930, o Guia Postal do Brasil, registrava, segundo um pesquisador, 168 agências cujo nome derivava das palavras quilombos ou mocambo. Eles se espalhavam do Amazônia ao Rio Grande do Sul, e alguns chegaram a ter cerca de dez mil habitantes, como o quilombo do Ambrósio, em Minas Gerais. Nessas, povoações não viviam apenas negros de todos os grupos étnicos, falando várias línguas diferentes: nos quilombos também se podia encontrar indígenas, brancos desajustados de fora da lei.

          Embora as autoridades e os senhores de escravos constatemente se unissem para articular expedições repressivas, enviadas a toda e qualquer quilombo, onde quer que eles se encontrassem, muitos desses núcleos resistiram por anos a fio. O maior e mais importante deles - Palmares, o berço de Zumbi - foi capaz de sobreviver por quase um século.



Tema: Ocupação Holandesa no Brasil

História da Invasão Holandesa no Brasil

A Invasão Holandesa no Brasil, Maurício de Nassau e seu governo, Domínio da Holanda no Nordeste, realizações dos holandeses no Brasil, batalha de Guararapes, presença dos holandeses na Bahia e Pernambuco, expulsão dos holandeses do Brasil.




História da Invasão Holandesa no Brasil

          Após domínio da Espanha em Portugal, a Holanda, em busca de açúcar, resolveu enviar suas expedições para invadirem o Nordeste do Brasil, no período colonial.
          Sua primeira expedição ocorreu em 1621, na Bahia, contudo, esta não foi bem sucedida, pois, em pouco tempo, os colonos portugueses a mandaram para fora do Brasil.  
          Em 1630 houve uma segunda expedição e esta, ao contrário da primeira, ocorreu em Pernambuco, foi melhor sucedida. 
          Durante seu domínio, a Holanda enviou seu príncipe (Maurício de Nassau) para governar as terras que havia conquistado e formar nestas uma colônia holandesa no Brasil. Neste período, o príncipe holandês dominou enorme parte do território nordestino. 
          Após algum tempo, ocorreram muitas revoltas devido aos altos impostos cobrados pelos holandeses. Após muitos conflitos, o governador Maurício de Nassau deixou seu cargo. Este fato facilitou a ação dos portugueses, que tiveram a chance de reagir em batalhas como a do Monte das Tabocas e a de Guararapes.  
          Em 1654, após muitos confrontos, finalmente os colonos portugueses (apoiados por Portugal e Inglaterra) conseguiram expulsar os holandeses do território brasileiro.

Governo de Nassau em Pernambuco - resumo, características

  História, características do governo de Maurício de Nassau, resumo, o que fez, principais ações políticas, econômicas e culturais no Nordeste brasileiro, contexto histórico.







Contexto histórico

          Em 1630, os holandeses invadiram e dominaram Pernambuco. Interessados na produção de açúcar do nordeste brasileiro, os holandeses permaneceram na região até 1654, ano em que foram expulsos.

Governo de Nassau (1637 – 1644)

          João Maurício de Nassau foi um conde holandês, enviado ao nordeste brasileiro, em 1637, pela Companhia das Índias Ocidentais. Sua função era governar as terras dominadas pelos holandeses na região de Pernambuco. Seu governo durou sete anos e foi responsável por várias transformações, principalmente urbanísticas, em Recife.

Principais características do Governo Nassau (ações):
- Investimentos na infraestrutura de Recife como, por exemplo, construção de pontes, diques, drenagem de pântanos, canais e obras sanitárias.

- Estabelecimento de aliança política com os senhores de engenho de Pernambuco.

- Incentivo ao estudo e retratação da natureza brasileira, principalmente com a vinda de artistas e cientistas holandeses.

- Adoção de melhorias nos engenhos, visando o aumento da produção de açúcar.

- Criação do Jardim Botânico no Recife, assim como o Museu Natural e o Zoológico.

- Melhoria da qualidade dos serviços públicos em Recife, investindo na coleta de lixo e nos bombeiros.

- Redução dos tributos cobrados dos senhores de engenho de Pernambuco.

- Estabelecimento da liberdade religiosa aos cristãos.

Fim do governo Nassau

          No começo da década de 1640, a Companhia das Índias Ocidentais passou a tomar uma série de medidas visando o aumento dos lucros com a economia açucareira no Brasil.          Entre estas medidas estavam o aumento de impostos, cobrança de dívidas atrasadas dos senhores de engenho e pressão para aumentar a produção de açúcar. Estas medidas causaram grande insatisfação nos senhores de engenhos e não foram aceitas por Maurício de Nassau, que resolveu deixar o cargo de governador em 1644.
          A saída de Nassau do governo rompeu o clima harmonioso entre holandeses e senhores de engenho. Muitos destes últimos passaram a se organizar, formando exércitos e buscando apoio de colonos, com o objetivo de expulsar os holandeses do nordeste brasileiro. O objetivo foi conquistado em 1654 através da Insurreição Pernambucana.

Conclusão

          No geral, o governo de Nassau foi positivo para Pernambuco em função das boas realizações implantadas que proporcionaram um certo grau de modernidade e desenvolvimento à região. Como a comparação geralmente é feita com o governo português no Brasil, que estava muito mais preocupado com a exploração econômica, muitos estudiosos afirmam que a região dominada pelos holandeses seria muito mais desenvolvida atualmente caso estes tivessem permanecido por mais tempo.


Tema: Mineração e Vida Urbana

Extração do ouro no Brasil Colonial - resumo, técnicas

Tipos de extração, como era feita, mão-de-obra utilizada, minas de aluvião, instrumentos utilizados.


Introdução

          O Ciclo do Ouro é o período da História do Brasil correspondente ao século XVIII. Foi o período em que ocorreu intensa atividade extrativista de ouro na região de Minas Gerais. A economia aurífera provocou profundas transformações no Brasil Colonial, principalmente no tocante a urbanização da região de Minas Gerais.

As formas de extração do ouro (principais técnicas):

Ouro de aluvião

          Grande parte do ouro encontrado neste período estava presente nas chamadas minas de aluvião. Estas ficavam, principalmente, nas margens de rios, córregos e riachos. Os trabalhadores que faziam o serviço pesado nestas minas eram, principalmente, escravizados de origem africana. 
          Os garimpeiros destas minas usavam a bateia como principal instrumento para encontrar as pepitas de ouro. Esta espécie de peneira, de tamanho grande, servia para separar as pedras de ouro (pequenas e em pouca quantidade) do cascalho presente nos rios.
          Esta técnica era barata, porém pouco eficiente. Para compensar e obter lucro, o dono da minha utilizava grande quantidade de mão-de-obra, que devia trabalhar por longos períodos. Portanto, a mão-de-obra utilizada nestas minas era explorada ao extremo.

Grupiara

          Nesta técnica, os garimpeiros pegavam cascalho e terra das encostas da montanha (com presença de ouro) e levavam até um local com água. Neste lugar, usavam a bateia para encontrar pepitas de ouro. 
          Nesta técnica, também era muito utilizada a roda d’água para levar a água até partes altas de montanhas com presença de ouro. Os garimpeiros ficavam na parte baixa, com a bateia, para encontrar o ouro que descia junto com a água e o cascalho.

Minas subterrâneas
          Em função dos elevados custos envolvidos e o alto risco de desabamentos, esta técnica foi pouco utilizada no século XVIII.  Necessitava de mão-de-obra técnica especializada (com conhecimentos de engenharia) para abrir buracos nas montanhas, além de equipamentos caros para a exploração do ouro.

A fiscalização nas minas
          Nas minas de ouro havia a presença de grande quantidade de funcionários, contratados pelos proprietários, que fiscalizavam o trabalho dos garimpeiros. Os garimpeiros que tentavam pegar ouro para si durante o trabalho, quando eram descobertos, recebiam duros castigos físicos. Estes fiscais também serviam para forçar os garimpeiros a trabalhar de forma rápida, correta e eficiência.

Impostos sobre o ouro no Brasil Colonial

          A cobrança de impostos feita por Portugal sobre o ouro encontrado no Brasil durante o período colonial, tributos e impostos, casas de fundição.


Introdução
 

          Durante o Ciclo do Ouro (século XVIII), a coroa portuguesa criou impostos e um rígido sistema de controle e fiscalização como formas de garantir o lucro sobre todo ouro encontrado no Brasil.
          A cobrança destes tributos gerou muita insatisfação entre os colonos brasileiros, que os consideravam abusivos, servindo de estopim para várias revoltas coloniais na região das minas.
          Vale lembrar que havia também severas punições (prisão, degredo e castigos físicos) para os colonos que não pagavam estes impostos ou que participavam de contrabando de ouro.

Os impostos sobre o ouro:

Quinto
          Todo ouro encontrado pelos colonos devia ser levado para as casas de fundição. Nestes locais, controlados por autoridades da coroa portuguesa, era retirado 20% (um quinto). Este imposto obrigatório era levado diretamente para Portugal, para os cofres da coroa portuguesa.

Capitação:
          Era um imposto cobrado, principalmente, dos colonos da região aurífera. O imposto era cobrado com base no conjunto de propriedades (imóveis e escravos, por exemplo) que a pessoa possuía. Negros forros e trabalhadores livres também tinham que pagar a capitação, sob pena de castigos físicos e até prisão. A capitação foi criada no começo da década de 1730.

Revolta de Vila Rica 1720 - resumo, causas

          Resumo sobre a Revolta de Vila Rica, causas e consequências, o que foi e o que aconteceu durante a revolta.


O que foi

          A Revolta de Vila Rica, também conhecida como Revolta de Filipe dos Santos, foi um movimento social de caráter nativista que ocorreu em 1720 na Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar do Ouro Preto (atual Ouro Preto, Minas Gerais). 

Causas principais

          Aumento da exploração colonial, ou seja, por parte de Portugal sobre o Brasil.
         
          Criação das Casas de Fundição no Brasil, que tornou obrigatória a cobrança do "quinto" (imposto de 20% sobre todo ouro encontrado no Brasil). Nas Casas de Fundição era feita a retirada da parte devida a Portugal.

          Portugal decretou a proibição da circulação do ouro em pó (medida para dificultar a sonegação do imposto).

          Punições severas para quem não pagasse os impostos devidos à metrópole.

Objetivo da revolta

          - Os revoltosos queriam o fim das Casas de Fundição;

          - Queriam também a redução de vários impostos e tributos;

          - Fim dos monopólios do fumo, sal, aguardente e gado.

O que aconteceu durante a revolta 

          Liderada por Filipe dos Santos, a revolta contou com a participação de vários integrantes do povo (principalmente pessoas mais pobres e da classe média de Vila Rica). Os revoltosos pegaram em armas e ocuparam alguns pontos de Vila Rica. Após chamar os revoltosos para negociar, o governador ordenou a prisão de todos que participaram da revolta.

Reação do governo e consequências

          - Houve forte reação da coroa portuguesa contra a revolta. O líder, Filipe dos Santos, foi condenado e executado.
          - As casas de muitos revoltosos foram queimadas pelas tropas do governo.
          - O governo português continuou com as Casas de Fundição e até aumentou a fiscalização na colônia.

          - Houve a separação da capitania de São Paulo de Minas Gerais. 


Tema: Crise no Sistema Colonial

Revolução Pernambucana - resumo, o que foi, causas, objetivo

História da Revolução Pernambucana, objetivo, o que foi, causas, resumo, revolta emancipacionista.

Revolução Pernambucana de 1817

Revolução Pernambucana
O que foi
          A Revolução Pernambucana foi um movimento social (revolta) de caráter emancipacionista ocorrido em Pernambuco no ano de 1817. É considerado um dos mais importantes movimentos de caráter revolucionário do período colonial brasileiro.
Causas.
          Insatisfação popular com a chegada e funcionamento da corte portuguesa no Brasil, desde o ano de 1808. O questionamento maior era com relação a grande quantidade de portugueses nos cargos públicos;
          Insatisfação com impostos e tributos criados no Brasil por D. João VI a partir da chegada da corte portuguesa ao Brasil;
          Influência dos ideais iluministas, principalmente os que criticavam duramente as estruturas políticas da monarquia absolutista. Os ideais da Revolução Francesa, “liberdade, igualdade e fraternidade”, ecoavam em solo pernambucano, principalmente entre os maçons;
          Significativa crise econômica que abatia a região, atingindo, principalmente, as camadas mais pobres da população pernambucana. A crise era provocada, principalmente, pela queda nas exportações de açúcar, principal produto da região;
Fome e miséria, que foram intensificadas com a seca que atingiu a região em 1816.

Objetivo
          O movimento social pernambucano tinha como objetivo principal a conquista da independência do Brasil em relação a Portugal. Queriam implantar um regime republicano no Brasil e elaborar uma Constituição.

Como foi a revolta
          Ao saber da organização da revolta, o governador de Pernambuco ordenou a prisão dos envolvidos. Porém, os revoltosos resistiram e prenderam o governador.
Após dominar a cidade de Recife, os revoltosos implantaram um governo provisório. Para conquistar o apoio popular, o governo provisório abaixou impostos, libertou presos políticos e aumentou o salário de militares.
          Os rebeldes enviaram emissários para outras províncias do norte e nordeste para derrubar os governos e ampliar a revolução. Porém, sem apoio popular significativo, estes movimentos não avançaram.

Repressão do governo
          Preocupado com a possibilidade de ampliação da revolta para outras províncias, D.João VI organizou uma forte repressão militar contra os rebeldes de Pernambuco. As tropas oficiais cercaram Recife. Os embates duraram 75 dias, resultando na derrota dos revoltosos. Os líderes foram presos e condenados à morte.

O que foi
          A Revolução Pernambucana foi um movimento social (revolta) de caráter emancipacionista ocorrido em Pernambuco no ano de 1817. É considerado um dos mais importantes movimentos de caráter revolucionário do período colonial brasileiro.

Causas
          Insatisfação popular com a chegada e funcionamento da corte portuguesa no Brasil, desde o ano de 1808. O questionamento maior era com relação a grande quantidade de portugueses nos cargos públicos;
          Insatisfação com impostos e tributos criados no Brasil por D. João VI a partir da chegada da corte portuguesa ao Brasil;

          Influência dos ideais iluministas, principalmente os que criticavam duramente as estruturas políticas da monarquia absolutista. Os ideais da Revolução Francesa, “liberdade, igualdade e fraternidade”, ecoavam em solo pernambucano, principalmente entre os maçons;
          Significativa crise econômica que abatia a região, atingindo, principalmente, as camadas mais pobres da população pernambucana. A crise era provocada, principalmente, pela queda nas exportações de açúcar, principal produto da região;
          Fome e miséria, que foram intensificadas com a seca que atingiu a região em 1816.

Objetivo

          O movimento social pernambucano tinha como objetivo principal a conquista da independência do Brasil em relação a Portugal. Queriam implantar um regime republicano no Brasil e elaborar uma Constituição.

Como foi a revolta
          Após dominar a cidade de Recife, os revoltosos implantaram um governo provisório. Para conquistar o apoio popular, o governo provisório abaixou impostos, libertou presos políticos e aumentou o salário de militares.
          Os rebeldes enviaram emissários para outras províncias do norte e nordeste para derrubar os governos e ampliar a revolução. Porém, sem apoio popular significativo, estes movimentos não avançaram.

Repressão do governo e fim da revolta


          Preocupado com a possibilidade de ampliação da revolta para outras províncias, D.João VI organizou uma forte repressão militar contra os rebeldes de Pernambuco. As tropas oficiais cercaram Recife. Os embates duraram 75 dias, resultando na derrota dos revoltosos. Os líderes foram presos e condenados à morte.







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