Exposição de Temas

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Alunos de 7ª Séries e EJA -Império de Songai -

O Império de Songai

Songai foi o último grande estado mercantil-tributário do Sudão Ocidental. Com ele interrompeu-se o processo de ascendente das civilizações negras na região.

O Reino Gao alcançou invulgar poder e riqueza antes de se dissolver as condições que haviam dado origem ao importante movimento civilizatório. As origens do Império Songai, como o reino de Gana e de Mali, são praticamente desconhecidas. Sabemos de populações songais vivendo em regiões do Kukia (afluente do Níger), divididas em dois grandes grupos: os sorkos, pescadores, e os gous, caçadores


O Império de Songai não foi um mero sucessor das duas formações negro-africanas anteriores. Ele superou qualitativamente o reino de Gana e o império de Mali. Gana restringiu-se, no geral, aos territórios do povo Sarakolê. Mali e Songai, ao contrário, foram impérios que abarcaram etnias e populações muito amplas do que respectivamente, os povos mandingas e Songai. O último império, no nível poético e organizativo, ultrapassou os dois anteriores. Começava-se viver plenamente uma organização estatal com classes antagônicas e com um aparato administrativo que aos poucos se distanciava da organização gentílica e tribal. O Estado Gao possui pela primeira vez no Sudão ocidental, um exército profissional e uma arrecadação sistemática de impostos. É também sintomático que o fundador da dinastia Áskia tenha sido um Sarakolê e não um Songai, que continuou sendo a etnia base do império.


Monomotapa: O Reino do Ouro

É já na primeira viagem de Vasco da Gama (1497-99), que os portugueses têm conhecimento, mais precisamente em Sofala, que no sertão da costa oriental se esconderiam muitas riquezas, mormente muitas jazidas minéricas. Nesta mesma povoação da costa oriental africana situada no litoral desembocava a rota do ouro vinda do interior. A partir de 1501- 1502, os portugueses iriam entrar no comércio local e Sofala tornar-se-ia o mais importante mercado aurífero da rota oriental. Em 1505 é aqui instalada uma feitoria real e prepara-se a construção de uma fortaleza.


A descoberta do caminho marítimo para a Índia e a fabulosa riqueza da costa oriental africana seriam então propagadas, na Europa, primamente através dos relatos dos mercadores italianos. E seria já na segunda viagem de Vasco da Gama (1502) que se iriam verificar profundas e decisivas alterações no comércio internacional europeu, visto que as casas comerciais, entre elas as alemãs, vão reagir de imediato a estas novas promissoras. Com efeito, as notícias sobre a cidade de Sofala constituem, para os mercadores alemães, um verdadeiro íman de interesse; para além das tão procuradas especiarias, os nautas tinham trazido, nas suas naus, ouro de Sofala, que tornava o caminho marítimo para Índia um negócio ainda mais rentável. As fabulosas riquezas da África oriental chegariam assim ao conhecimento de Konrad Peutinger, o secretário do Imperador Maximiliano que logo verte para o alemão uma carta de um dos viajantes italianos, testemunho claro do seu grande interesse por esta empresa marítima.

Rinoceronte de ouro.

Império Mali

O Império Mali foi um estado da África Ocidental, perto do rio Níger, que dominou esta região nos séculos XIII e XIV. De três impérios consecutivos, este foi o mais extenso territorialmente, comparado com o de Songhai e do Gana.
O antigo Reino de Gana, na África Ocidental, desapareceu em 1076 e aí ergueu-se o maior de todos os impérios medievais africanos, o Império Mali. Gana foi-se mantendo sob o governo dos berberes e dos muçulmanos até 1240 quando o rei do Mali, Sundiata Keita, acabou por conquistá-lo. Sundiata era um mandingo, um dos grupos de povos negros que ainda vivem no Mali dos nossos dias.

Depois de um período durante o qual o reino dos Mossinos, da região do Alto Volta, dominou parte do Mali e saqueou a sua capital, o Mali recuperou o seu poderio sob a chefia de Suleimã, que governou de cerca de 1341 a 1360.

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